RESPOSTA AO SR. PEDRO NUNES

20 10 2008

Relativamente à polémica que gerou o meu artigo sobre a formação «Magalhães», recebi um extenso comentário deste senhor, que fiz questão de destacar aqui, de lhe responder e, com isso, clarificar mais uns quantos pontos, para que de uma vez por todas toda a gente entenda a minha posição.

Exmo. Sr. Pedro Nunes:

Como já deve ter reparado, eu não tenho, sequer, tempo para responder às centenas de comentários que têm sido colocados no «post» da polémica, excepto um ou outro mais pertinente! Contudo, o seu comentário é tão rico em conteúdo que merece honras de «post» e fez-me gastar um par de preciosas horas para lhe responder. Escreveu o senhor:

Parabéns Paulo.
Você lá conseguiu a fama. Li-o no “Expresso”.
Passando os olhos por algumas das suas pérolas inscritas no seu blogue, uma deu-me uma vontade de rir que nem calcula.
Esta: ”…Eu não procuro qualquer tipo de protagonismo, sou avesso a ele…”
Homem, quem diria.
Você faz falta, sabe. Porque as pessoas precisam de quem lhes cante a música que elas gostam de ouvir. As pessoas tem uma necessidade tremenda de ajudar a zurzir em algo que as incomode, mas não sabem como o fazer. Vai daí, apanham a primeira boleia que lhes passe pela frente e aí vão. Batem até cansar. Até ao colo o levam se for caso disso, Paulo. Acho que você é que ainda não percebeu; ou percebeu desde início?
É um pouco aquela filosofia da acefalia das multidões: matam, destroem, mas “ninguém” tem culpa. O ruído ululante da multidão há-de dissipar uma ou outra responsabilidade individual ou a (des)necessidade de protagonismo.

: ”…Eu não procuro qualquer tipo de protagonismo, sou avesso a ele…”
Claro. Compreendo. Aliás parece-me claro, lendo as suas atitudes.
Ele são rádios, televisão, imprensa escrita… que horror. “Eu nem gosto de nada disto…”, parece que o ouço dizer, com aquele ar de enfado de uma pessoa que quer é estar no seu canto e que não a aborreçam. Mas o que é que você há-de fazer? Eles caem-lhe aí à sua porta e você não os pode enxotar. Compreendo.

Mas, se não gosta e “… é avesso”, Paulo, porque participa? Porque não nega? Porque não diz: “A minha opinião está escrita e publicada e isso chega-me. Nada mais tenho a acrescentar”. Porque não vai por aí?
Você ficou bem na foto, Paulo. Noto que está com ar contrariado, mas que fazer. Não se pode defraudar uma oportunidade destas. Uma pessoa “…é avessa” a protagonismos e lá tem que levar (melhor; obrigada a levar) com rádios, televisão e imprensa escrita. Um aborrecimento que a sua imagem In Expresso bem documenta. Foi um frete. Bem se entende.
Claro que li o texto da Margarida Cardoso e da Carla Tomás. O acrescento das “Outras Polémicas” que juntaram ao lado da sua foto, explica tudo em termos do objectivo político com que o “obrigaram” a romper com essa sua declarada “aversão” ao protagonismo. Dou-me por admitir que o objectivo não andará muito distante daquele em que milita o Paulo, mas isso, obviamente, é um direito que lhe assiste.

Mas hoje em dia é assim. Quando para lá forem os outros, os que lá estão fazem a mesma coisa. É a nossa forma de ser e estar. O nosso fado. São os podres desta nossa sociedade, que, todos, o Paulo e eu, ajudamos a construir. A isenção e o sentido construtivo das coisas nunca fizeram parte desta nossa malfadada maneira de ser; a sua e a minha.
Da leitura que faço do Expresso, há dois ou três pormenores que me saltam à vista e que gostaria de referir.

Diz: “… Quanto ao Magalhães”, até elogia o “excelente equipamento” e a sua “mais valia efectiva”. Não deixa de referir o “empenho” dos colegas (quais patetas em números “circenses”; este acrescento é meu; só para lembrar), a “maioria sentiu o ridículo mas serão mais obedientes e esforçaram-se por cumprir”.
Portanto, a circunstância da disponibilidade de um “excelente equipamento” e “uma mais valia efectiva” é algo despiciente que, tendo em conta as tremendas preocupações do Paulo pela coisa da Educação, refere de passagem sem se prender muito na sua “relativa” importância.
Importante sim, foi aquela malfadada Acção de Formação. Aquilo sim foi um problema nacional, que tem origem no Paulo, quer agora queira, ou não queira.
Aquilo foi um vulcão. Veja bem. A importância do Magalhães, que se dane! Aquela coisa da formação é que é o mais importante, dando direito a rádio, TV e imprensa escrita.
Eu sei. O Paulo até nem queria. Foi só um desabafo. Entrou por denegrir a postura de colegas, mas isso dissipa-se em favor do direito de opinião e por uma lavoura de rêgo a direito e quem por lá estiver há-de ser enterrado também.
Normalmente você assume-se, refugiando-se de seguida na retórica fácil do direito de opinião e liberdade da mesma. Não insista. Ainda vamos tendo disso. Vamos ver é até quando.
“A maioria sentiu o ridículo da situação…”.
Desculpe Paulo; você no seu texto referiu apenas dois heróis: você e um amigo seu. Apenas dois com náuseas. O resto da maralha seguiu em frente, aplaudiram e até “… esforçaram-se por cumprir… pela noite dentro…”. Vamos lá ver se agora não mudamos o discurso.
Da mesma maneira que você neste seu “frete” ao Expresso deportou, sabe-se lá para onde, “ … a náusea que sentiu com a apresentação dos trabalhos dos seus colegas…”; os tais “obedientes”.
Esqueceu de referir? E ”obedientes” significa o quê? Mentecaptos, cegos, (des)professores, tontinhos…? Explique aos colegas. Eles gostarão de saber o que você pensa dos seus pares, que é um direito que tem à opinião livre e democrática; fique descansado.

Descobrimos afinal que a proposta visava a construção de power points que servissem como exemplo a intervenções de professores do 1º ciclo e com destino a crianças de 6 anos, ou por aí perto.
Assim sendo, como diabo conseguiu você sentir-se nauseado com os trabalhos dos seus pares, que (pela noite dentro e “obedientes”) se lembraram de utilizar canções de índole popular ao alcance da disponibilidade das crianças daquele escalão etário? Estava a contar com quê? Com algum calhamaço técnico? Qual foi a sua proposta alternativa? Qual foi a sua diferença? Qual foi a sua crítica construtiva? Não ter mexido uma palha? Ter começado de imediato a construir um enorme pavão destrutivo que lançaria no dia seguinte no seu blogue (e poria a circular na Net, pois então), obviamente por aversão ao protagonismo e a uma imagem pública que diz repudiar, mas não perde uma única oportunidade de aparecer?

Diga-me Paulo. Além de críticas, o que é que já publicou de construtivo para a Educação e para a reconstrução dos seus colegas “obedientes”, cegos e “artistas de circo”?
Sabe o que me faz lembrar este tipo de comportamento? Aqueles críticos de arte que são capazes de deitar abaixo um quadro de um qualquer artista, destruindo-lhe a estética, a forma, as cores… e até a moldura, mas são incapazes de pintar uma tela de branco com um risco preto em diagonal.

Vou facilitar-lhe as coisas. Quem é politicamente este gajo? Chegado aqui já me tirou a “pinta”.
Pois. Olhe que não sei.
Avaliação. Quer saber o que penso do maior cavalo de batalha dos professores que, estranhamente, fez esquecer todos os outros problemas da Educação? O que não deixa de ser estranho, porque ao professore deve interessar toda a problemática do sistema educativo e não apenas aquilo que lhe diz respeito; a si e à sua carreira.
Pois então; a avaliação dos professores é apenas um golpe económico, um entretém que, além de colocar os professores uns contra os outros, os divide e os desvia dos reais problemas do ensino, os destrói pelo cansaço, roubando-lhes o tempo necessário à construção de uma melhor escola, e melhores professores, e por fim uma mistificação do escalonamento das carreiras, objectivamente coarctado pela imposição de cotas.
Entendidos por aqui?

Paulo. Um conselho. Ainda que eu ache que, chegado aqui, me terei tornado num péssimo conselheiro e uma má flor de se cheirar.
Não se iluda com este clamor de palmadinhas nas costas. Se se der ao trabalho de reler tudo o que lhe vêm escrevendo no blogue, tomará nota de que a maior parte se aproveita para descarregar a sua ira e insatisfação na problemática dos professores em geral e não pela malfadada formação do Magalhães. O Magalhães foi o cavalo. As pessoas estão descontentes e com razão. Mas não se deixe iludir com este uso e abuso de uma atitude sua que não se enfeitou de todos os méritos. Você é racional e entenderá isso.
Desafio.
Abra um verdadeiro debate sobre os reais problemas da Educação e dos professores. Diga o que pensa e o que propõe. Exija diversidade e essencialmente propostas alternativas. Seja, e promova, o espírito construtivo.
Faça por contornar a problemática política, embora sem a esquecer, porque a classe e o país merecem melhor que uma pura perda de tempo com discussões estéreis de politiquices e politiqueiros que, não tendo até agora merecido o esforço e empenhamento dos professores ao longo de mais de trinta anos de democracia, merecem menos ainda que percamos tempo a defendê-los ou denegri-los; os que estão e os que querem entrar.
Ah! Por fim.
Admita que não esteve totalmente bem nesta sua intervenção.
Não recue nesse seu desejo de participar activamente nas coisas que lhe dizem respeito.
Mas confira sempre os alvos…. e as setas.

Pedro Ene

Esta é a minha resposta:

Começo por dizer que se o senhor me conhecesse pessoalmente, não escreveria, decerto, tal texto! Mas como nunca me viu mais gordo, o senhor achou por bem poetizar a minha «aventura» mediática, alvitrando que a ela me predispus e que agora virei herói de uma classe que, aplaudindo as minhas opiniões, se faz notar como delatora do Ministério da Educação.

Confesso-lhe que me daria jeito saber quem é o senhor, o que faz na vida, e para quem! Isso, para além de repor alguma equidade no que ao juízo do outro diz respeito, ajudar-me-ia a tecer uma linha de rumo retórico; mas como não sei, e não espero que mo diga, apesar do «para quem» não ser difícil, pelo menos, suspeitar, usarei um método muito simples de lhe provar que se engana redondamente a meu respeito.

Cansado que estou de repetir que apenas opinei acerca dos conteúdos e actividades de um Acção de Formação, como aliás opino acerca de muitas outras coisas no meu blogue, não sou daqueles que se serve do «ruído ululante da multidão para dissipar a minha responsabilidade individual»; não me resigno a esse insignificante e cobarde estatuto!

Eis que uma opinião minha, talvez pela forma como está expressa, agita as águas dos media (famintos de regabofe) e resolvem assediar-me em catadupa, para explicações! Ora, o senhor acha que um cidadão simples e pacato como eu, que é avesso a protagonismos, de tal devia fugir a sete pés! E nessa altura o comentário do Sr. Pedro Nunes seria «…isto sim é de homem; dar a opinião num blogue e depois rejeitar mediatismo quando se lhe pedem explicações é que é de homem…»! Não, senhor Pedro! Eu já dei para esse peditório! Nessa altura, o senhor atirava-se a mim, chamando-me impropérios por lançar a polémica e depois não dar a cara! É sempre assim!

Pergunte à Margarida Cardoso, ou a qualquer dos jornalistas que me abordaram, qual a primeira coisa que lhes disse! «Eu não tenho notícias para vocês! Aqui não há nada que vos interesse, porque o que vos interessa é a polémica, nomeadamente, dos vídeos e das pessoas envolvidas e sobre isso eu não tenho qualquer responsabilidade! Mas lá vinham os pedidos de esclarecimento e eu… esclarecia-os! Claro que ficavam desolados com a minha postura e provaram-no com as ínfimas peças que passaram, comparando com o tempo de reportagem; a SIC, por exemplo, nem se deu ao trabalho de passar o que quer que fosse (pelo menos até agora); por certo, e muito bem, por não viram motivos para tal!

Se eu procurasse protagonismo, senhor Pedro, não teria declinado o convite que o próprio Ricardo Araújo Pereira me fez para colaborar no Gato Fedorento, dizendo-lhe que jamais entraria em sarcasmos com uma coisa tão séria.

As outras polémicas, senhor Pedro, não as do Expresso, que nada me interessam, mas aquelas que são as grandes questões que opõem ME e professores, não são polémicas; são rudes e cruas verdades, atentatórias da dignidade profissional de 150 000 pessoas, e nem o senhor, nem ninguém, podem ousar denegrir algum professor que delas se queixe.

Continuando a sua ode ao meu narcisismo, alega que fui despiciente no comentário à inegável mais-valia dos «Magalhães» e que me preocupei em fazer de uma Acção de Formação, uma notícia nacional! Portanto, o meu amigo acha, no fim de contas, que a Acção foi um sucesso, porquanto durante uma tarde e uma manhã (fora a noite) mais não se fez do que exortar ao «Magalhães»! Ou seja, o meu amigo alinha no diapasão de que a formação técnico-pedagógica em contexto de sala de aula, é um pormenorzinho de somenos importância! Isto é, uma professora do 1º CEB, de 50 anos, com vinte «Magalhães» e vinte «manganões» à frente, mais não precisa de saber do que mandá-los ligar, olhar para eles e… bater palmas!

E prosseguindo no seu ensaio sobre meu umbiguismo, bate no ceguinho do costume, afirmando que denegri colegas. Desta vez já não vou trivializar, dizendo simplesmente que não tive tal atenção! Prefiro dizer o seguinte, e quem me dera que todos os ditos colegas lessem este trecho: Já reparou que quem se sinta denegrido, por alguma coisa será? Já reparou que se os colegas, como espero, assumirem os seus actos com responsabilidade e sem arrependimentos, podem, eles próprios, denegrir-me a mim por me ter negado a tais actos? A diferença será que eu não sinto tal denegrição! E eles? Já reparou que alguns se apressaram a retirar da net os vídeos que eles próprios colocaram para testemunhar e partilhar o seu trabalho? Ainda assim tive o cuidado de não usar a imagem de ninguém no ÚNICO vídeo da minha responsabilidade!

Ali não houve heróis, senhor Pedro! Houve duas pessoas que quiseram manifestar-se contra tais actividades, dada a sua descontextualização! Que diabo! Estarão o PTE, a Intel, o ME e as outras empresas envolvidas, imunes a falhas de planificação?

Depois, essa técnica de retorquir cada metáfora que usei para relatar o sucedido, merece-me as seguintes precisões: «náuseas» foi quando vomitei tudo o que tinha no estômago para cima do vizinho da frente; «circo» foi quando o Sr. Cardinalli montou uma tenda gigante no meio do auditório e soltou dois leões; e «obedientes» foi quando os colegas subiram ao palco, vestidos às riscas, com umas bolas de ferro atadas aos pés e sob as vergastas das formadoras!

Pelo amor de Deus!

Ó senhor Pedro: o que eu penso dos colegas é tão importante como o que eles pensam de mim, ok? Apenas protagonizámos comportamentos divergentes de acordo com a forma de ser e de estar de cada um. Eles só têm de assumir os seus actos tal como eu assumo os meus! Elementar, mau caro Watson!

Em vez daquilo, senhor Pedro, eu não queria calhamaços técnicos, mas a minha alternativa, a minha diferença e a minha crítica construtiva foi efectivamente transmitida à senhora representante do PTE que estava no exterior e com quem esgrimi um debate de ideias, dizendo-lhe que esperava mais tempo dedicado à formação técnico-pedagógica, sem atritos linguísticos e onde se explorassem as inegáveis valências dos PCs, nomeadamente em termos de redes de grupos de trabalho. Mas também a dita senhora, e pelos vistos tal como o senhor Pedro, achou aquela sessão espectacular e absolutamente profiláctica na arte de explorar técnico-pedagogicamente um computador.

Parece-me, senhor Pedro, que já fiz, em 16 anos de professor, alguma coisa útil para a Educação! Tenho o bem mais precioso para o atestar – os alunos! Mas é óbvio que o meu amigo considera muito mais obra, meia dúzia de críticas, que escrevo no meu blogue!

O maior cavalo de batalha dos professores, senhor Pedro, dos bons e dos maus, porque os há, é a terminante recusa em aceitar serem unicamente culpabilizados por um fracassado sistema educativo, e o aberrante tipo de avaliação vigente bem como a castração de carreiras, servirem de palmatória.

Acha então que me vou iludindo com palmadinhas nas costas! Pois, meu caro, a prova que não me iludo é o veemente repúdio que dou a manifestações de força que recebo, aludindo a uma espécie gladiador que encarnarei, publicando as minhas opiniões. E sabe como as repudio? Por exemplo, com o texto «sejam livres, porra!» que encontrará antes do texto que despoletou tudo isto! Eu vivo com os outros, senhor Pedro! Não dos outros nem para os outros!

O meu blogue tem dezenas de artigos onde se debatem os reais problemas da Educação; o problema é que me parece que divergimos naquilo que achamos serem os reais problemas da Educação! Tenho vários textos onde faço propostas, nomeadamente, quanto à avaliação!

Segue-se a pérola do seu texto:

« Faça por contornar a problemática política, embora sem a esquecer, porque a classe e o país merecem melhor que uma pura perda de tempo com discussões estéreis de politiquices e politiqueiros que, não tendo até agora merecido o esforço e empenhamento dos professores ao longo de mais de trinta anos de democracia, merecem menos ainda que percamos tempo a defendê-los ou denegri-los; os que estão e os que querem entrar».

É muito difícil, senhor Pedro, mas prometo tentar doravante!

Admito, sim senhor, que não estive totalmente bem nesta intervenção, unicamente pelas metáforas linguísticas que usei e que podem ser mal interpretadas! De resto, não retiro uma vírgula; portanto, meu caro senhor Pedro, continuarei a ser um cidadão livre e interventivo, continuarei a ser «avesso» a mediatismos e quanto a esta polémica, que os media transformaram em notícia, poderia rever uma seta ou outra, mas os alvos mantenho-os!

Felicito-o pelo comentário!

Paulo Carvalho

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21 responses

20 10 2008
Filipe

Caro Paulo, você não precisa de se justificar nem de perder tempo com este tipo de coisas. O mundo está cheio de “pedros nunes” que procuram desvalorizar a opinião dos cidadãos, atribuindo-as a “desejo de protagonismo” ou “interesses partidários”.

Tomara que mais portugueses fizessem como o Paulo e dessem a sua opinião sem medo e sem receios. Mas não, estamos pouco a pouco a regressar ao Portugal do “respeitinho”, onde as pessoas temem falar abertamente por receio de represálias dos superiores, ou porque cultivamos uma forma distorcida de ‘humildade’, que leva a que se veja com maus olhos todos os que, de alguma forma, se destacam dos demais.

Somos um povo de carneiros… e os únicos que ganham com isso são os “pedros nunes” e respectivos amos. É triste.

20 10 2008
Sérgio

Este indivíduo tem uma lábia ! Terá sido pago ao metro ou ao kilómetro ? A falácia dum Xuxalista de meia-tigela que apanhou um “job for the boys” é facilmente identificável: cheira-se o pivete de putrefacção a milhas de distância.

20 10 2008
Joaquim Moedas Duarte

Olhe, Paulo, só me apetece dizer: “quem anda à chuva, molha-se…”
Você dá a cara, opina, mostra, interroga, é solidário. Está vivo, porra!
Em vez de andar por aí a coçar calças em cadeiras de cafés, amarga horas a fio amarrado ao computador. Claro que gosta de ser reconhecido, mas isso não é o essencial!
Não se admire com os Pedros que lhe saltam ao caminho, ouça-os com calma, aproveite o que lhe sirva e siga adiante.
Acho formidável esta possibilidade de debater, assim, em público, eu que nunca me esquecerei do tempo em que se falava em surdina, em que havia um polícia em cada rosto fechado e desconhecido…

20 10 2008
Eu

Se há depoimentos que o senhor Pedro Nunes tem razão, na maioria não tem.
Mas quem sabe ele não fez esta crítica para ser alvo de protagonismo também?
E Paulo, vamos em frente com outros assuntos.Gosto muito de o ler. Deixe para lá o Magalhães. Com o tempo tudo virá à tona.
Um abraço

20 10 2008
alebana

Ó Paulo, permita-me tratá-lo assim, por amor de Deus, IGNORE ESTES PEDROS & COMPANHIAS, LDA.

VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AOS CÉUS, MAS ELES AINDA NÃO SE VIRAM AO ESPELHO, TÁ A PERCEBER?

Continue inspirado e a inspirar-nos com os seus textos.

Obrigada por SER COMO É, PAULO!
E PARABÉNS!

20 10 2008
mariaflor

Paulo no fim de ler tudo chego a esta conclusão, tudo o que se disser com responsabilidade ou o que se fizer,desde que se seja responsável,o que os outros dizem (rincipalmente este tipo de recados) não deve ser relevante para uma justificação,por isso há aquele ditado–cada cabeça sua sentença—se não estávamos sempre a ter que nos explicar a muita gente…..

20 10 2008
INÊS TELES

CARO COLEGA PAULO:
Dei-me ao “trabalho” de ler o texto do Sr. PEDRO NUNES…É longo e está bem escrito.Digo-lhe eu que para ter ficado tão incomodado com o “seu protagonismo” só pode ser um PS ( e atenção que eu não disse socialista!) daqueles que estão muito bem de vida! Que lhes importa o Magalhães ou o mal estar dos 150.000 prof.s????É para o lado que elers dormem melhor…
Para começo de conversa e para informação do Sr. PEDRO NUNES, eu sou prof. e estou farta que os alunos e os Enc. de Ed. me venham perguntar:-Quando é que vem o Magalhães?!!! Respondo: E eu sei?
É que o método é sempre o mesmo – muito alarido nos media e depois…Quando vem o Magalhães?
Pois eu posso assegurar-vos que, quando chegou o PORTÁTIL do programa eEscola, eu esperei 5 meses pelo BELO do PORTÁTIL e depois mais 3 meses pela licença e obviamente pelo PIN de acesso. ESPEREI 8 meses, e o pior é que eu sei porquê. Porque o que custa é a licença paga à MICROSOFT e , coitados dos nossos governantes não tinham dinheiro…Tudo bem.Então não façam tanta propaganda na Com. Social!!! Tanta palhaçada!!!Pensam que enganam quem? O povo português não é tão tolo como eles pensam!!!!
Mais uma dica para o Sr. PEDRO NUNES: SABE UMA COISA, onde há escolas onde se possam ligar simultâneamente 28 MAGALHÃES? Só se for na sua terra…Olhe, eu sou professora numa escola da grande Lisboa, que não é das que está em pior situação e digo-lhe eu que temos uma sala de informática com 14 PCs – 4 estão avariados mas o pior é que desde 15 de Setembro ainda não tivemos ligação à Internet. Claro que estou a falar de uma sala para os alunos.Dos prof.s já nem falo!Pagamos o papel, os tinteiros, a energia de nossas casas, e o pior – estamos a pagar com a nossa saúde a ENORME VELEIDADE de termos confiado nesta gente que colocou na 5 de Outubro 3 personagens inenarráveis que à medida que aprofundo este processo de avaliação vou-me convencendo cada vez mais que isto só pode acabar mal. Muito mal. Sabe como é que me sinto? Depois de 35 anos de trabalho na escola pública, sinto-me como os filhos de um homem tontinho que havia na aldeia dos meus avós e que os obrigava a levantarem-se às 3 ou 4 da manhã, em pleno inverno, para irem à horta….Fazer o quê? Nada. Era louco, o pobrezinho!!! Percebeu? Se não percebeu também não faz mal!
Faça o favor de ser feliz!
Mª Inês Falcão Teles Profª / 2º Ciclo 10ª escalão

20 10 2008
Vítor Ramalho

O Pedro Nunes faz parte daquele grupo que votou PS e que vai continuar a votar, porque não percebe ou porque lhe convém fazer parte do rebanho
“Se digo que esta ou aquela coisa não me agrada, estou protestando. Se me ocupo, ao mesmo tempo atentar que algo que não gosto não volte a ocorrer, estou resistindo. Protesto quando digo que não continuo a colaborar. Resisto quando me ocupo de que também os demais não colaborem”.

20 10 2008
arturcarvalho

Foi só dor de cotovelo… passa ao aldo.
Um grande abraço

20 10 2008
Michael Martins

Parabéns!!!

Calar, NUNCA!

Um abraço!

20 10 2008
Acácio Filipe

Paulo continua, porque sabes muito bem do falas.
Não te esqueças que os “cães ladram, mas caravana passa”.
Um forte abraço.

20 10 2008
José C. Lopes

Caro Paulo Carvalho:
Enviei este comentário para o site de de Marco Batista mas, afinal, percebí, que ele o estava apenas ( e não é pouco) a citar. Por isso, acho que é a sí
e respectivo Blog que ele deve ser remetido )
Em primeiro lugar, parabéns pela coragem. Em segundo, acredito no que
nos transmite até porque já falei por mail com uma colega do Norte que esteve
numa dessas acções no Porto ( é professora do 3º Ciclo !!! ) e só viu o Magalhaes durante a formação.
Agora, transmito a minha estupefacção e indignação pelo que ví no Programa
“Eixo do Mal” deste sábado ( SIC Not.) e faço um apelo aos colegas das TIC que
transmitam o que se passou realmente para que determinados srs não continuem a brincar com os professores . É preciso mais testemunhos
corajosos como o seu !:
Sou professor do 2º Ciclo. E confesso que não percebí
de forma satisfatória como as coisas se passaram nessas acções de formação
Há muita confusão e contrainformação.
É que este último sábado os senhores ( e senhora ) do “Eixo do Mal ” – Sic Notícias,
puseram os professores TIC destas acções de
formação verdadeiramente de rastos ! Que o
trabalho final não era obrigatório, que só cantava quem queria ter direito ao sorteio
de um “magalhães”, que só acreditavam como fidedigno no video que está no blog de
paulocarvalho , que o outro que está no youtube (http://br.youtube.com/watch?v=9QOtoUeJyRk ) devia ser uma brincadeira
qualquer de uns professorzecos – não exactamente com estas palavras , é certo – que ” era uma vergonha entregar os nossos filhos a professores que se comportam assim
nas acções de formação”… – este o tom geral ,
apenas com uma ou outra dica ligeiramente
noutro sentido ) : Não sei se está no site
da Sic Notícias, o programa, mas vale a pena ver. Pessoas que deviam ter um mínimo de informação sobre aquilo de que falam
e a dizerem apenas atoardas e a tentarem
transmitir péssima imagem dos professores.
Aliás não é a primeira vez.
Quem lá esteve que diga claramente o que
se passou, é um apelo que faço ! É
preciso mais testemunhos e até mais
” trabalhos finais” , se possível, ou então
que se explique porque não se divulgam
porque isso é ou pode ser perfeitamente
compreensível.
Saudações.
José C. Lopes

21 10 2008
pjrcarvalho70

Caro José C. Lopes
Infelizmente, não vi o programa!
Contudo, posso dizer-lhe que o Daniel Oliveira, um dos residentes do Eixo do Mal, ligou-me pessoalmente e falámos bastante sobre o assunto, pelo que não compreendo se ele no programa se desviou da verdade!
Já lhe solicitei se me pode arranjar a gravação.
Quanto à verdade que quer saber, ela tem sido mais que escalpelizada por mim!
Os vídeos da polémica resultam de trabalhos de grupo, solicitados pelas formadoras americanas; e acredite que achando-os ridículos, ou não, eles reflectem bons trabalhos, no âmbito do que lhes foi pedido, ou seja, um conteúdo multimedia (usando ferramentas do PC e uma dramatização ou canção) para exortar ao Magalhães, quer como PC e as suas valências para as crianças, quer como o próprio navegador Fernão de Magalhães; daí o cariz «marinheiro» da maioria dos trabalhos e produções apresentadas.
Portanto, que fique claro que os professores fizeram o que lhes foi pedido e as senhoras ficaram radiantes com o trabalho. Ninguém foi obrigado a nada (era o que faltava!); apenas foi dito pelas senhoras que quem não participasse não entraria no sorteio; apenas eu não entrei!
Tão somente isto, meu caro!

Um abraço
PC

21 10 2008
INÊS TELES

PAULO:
Se bem entendo, no meio de toda esta polémica…o que você pôs em causa não foi o trabalho dos professores que participaram na Acção de Formação mas o “DESVELO” com que o Min. da Ed. e o Sr. 1º Ministro ( e digo isto porque é público o empenho do dito na divulgação deste precioso instrumento de progresso…- sim, porque com o Magalhães vamos voltar a dar Novos Mundos ao Mundo) entregam as Acções de Formação a qualquer um.O que é que Coordenadores de TIC têm a aprender com umas americanas que acham que Portugal é uma província de Espanha? Pelo menos, os Coordenadores de TIC que têm passado pela minha escola são licenciados e falam inglês que baste para entender uma Acção sobre computadores!
Triste deste país que cada vez mais vê e ouve ilusionistas ! E como eles trabalham bem! Só pode correr mal uma coisita – é os portugueses estarem fartos de números de circo. E não me estou a referir aos trabalhos vistos nos videos, feitos pelos prof.s para ganharem um Magalhães.
O CIRCO é outro…e os palhaços são muito tristes!
UM ABRAÇO
Inês

21 10 2008
Pata Negra

Elas estam por toda a parte, nas escolas, nas juntas, nas associações, nas repartições, na paragem do autocarro, nas caixas de comentários.
Elas – as moscas! A moscas – que se alimentam da…!
Pois eu, que só ando nas caixas de comentários, identifico-o:
é um sócretino! é um xuxalista!
Um abraço e parabéns pela coragem de assanhar o monstro

21 10 2008
prof ferreira

Paulo peço-lhe que não ligue ás conversas do “senhor” Pedro, possivelmente será correia de transmissão do governo, será algum dos caciques do ministério, daqueles que anda pelas escolas a espiar para levar as informações, ou será algum incompetente que quer um tacho??????

21 10 2008
Helena

Olá Paulo, recebi o seu mail com a carta desse tal senhor que deve ser mais um daqueles que acha que os docentes nada fazem e são uns valentes inúteis, blá, blá, blá…Enfim, estou cansada de ouvir tanto disparate, tanto insulto e ofensa à nossa classe e se não forem os “Paulos Carvalhos” deste país vamos chegar a um ponto que ninguém nos vai respeitar. Força Paulo, continue a lutar pelos nossos direitos, contamos consigo. Tem o meu total apoio!
Uma colega
Helena

23 10 2008
mais uma colega de acordo consigo!

Paulo, é mais um que acha que os professores Portugueses nada fazem, não vale a pena dar importancia, é mais um que não faz ideia o que se passa dentro das escolas Portuguesas…A senhora Ministra Lurdes e o Sr Ministro Sócrates antes de se preocuparem com os “Magalhães” e quadros interactivos e de cada vez mais complicarem a vida dos professores, deviam era ver que há imensas escolas sem condições, sem casas de banho e cantinas dignas, sem ginásios, sem segurança, há escolas provisórias á anos que se tornaram difinitivas outras há a cair de podre,há armas a entrar pela mão dos alunos nas escolas,há falta de pessoal auxiliar,há falta da presença dos pais nas escolas etc…enfim mas o importante é todos terem um computador nas mãos que na maior parte dos casos serve para todo menos para estudar como dizem os cibernautas lol…não temos nada mas somos muito modernos porque temos um computador ligado á net…ou seja estamos muito bonitos e enfeitados mas por baixo nem fraldas temos…mais uma vez neste pais se controi casas pelo telhado, que bonito e inovador e infelizmente muito ridiculo!!!!!

26 10 2008
luis bento

A única resposta que me ocorre..é um texto humorístico do meu blog:

MANUAL DE DEFESA PARA PROF.ENSINO SECUNDÁRIO
MANUAL DE DEFESA PARA PROF.ENSINO SECUNDÁRIO

Outubro 26, 2008

Manual de auto defesa para professores do ensino secundário

Tendo eu sido um nobre mas precoce representante da vossa classe mas que, em tempos, trocou a mesma pela classe bancária que, além de melhor remunerada que a primeira, é, certamente, bem mais segura, não consigo, no entanto, deixar de acompanhar a involução de tão nobre carreira pelo que, aqui deixo um manual de autodefesa e de boas práticas:

1º Nunca, mas nunca interrompa os telefonemas dos seus alunos na aula…certamente, razões superiores ao vosso parco conhecimento , justificam o uso do aparelho por parte da criança, além de que, fisicamente, pode ser perigoso para a sua integridade…

2º Está totalmente desaconselhado repreender a criança no fraco desempenho em matemática por exemplo. Se a criança não souber o resultado de 2+2, pelo menos premei-a pelo esforço de copiar do quadro a equação digna de engenheiro aeroespacial: 2+2…o esforço, o tempo e o facto de ele estar na sua aula envolvido em tão difícil raciocínio são prémio bastante para o levar a trocar a mesma por uma sessão de matraquilhos ou buliyng…

3º Se o aluno em Portguês escrever : “h-xar (agachar) premei-o pelo facto de trazer novos vocábulos à língua.

4º Nunca por nunca faça uma crítica ao primeiro ministro Maquiavel, perdão..Sócrates(aliás entre os dois encontram-se demasiadas semelhanças) pois arrisca-se a ver o seu conselho directivo invadido por polícias em busca de criminosos de alta periculosidade.

5º Por fim, ofereça sempre a outra face quando os alunos o agridem…é ser bom cristão, demonstra tolerância e, francamente, o sr.professor não tem, certamente, compleição física para cenas de pugilato ou wrestling com os mui dignos encarregados de educação

Último conselho: troque o ensino secundário por outra profissão, é mais segura, é mais limpa, ninguém o obriga a cantar o “Malhão” ou “Esta vida de marinheiro”, além disso, agora veio um tal de Magalhães dar aulas que resolve todos os problemas…além de que quando, finalmente, for idade de período de reforma, (se ainda estiver no domínio das suas capacidades mentais), em qualquer profissão, terá sempre um fundozinho privativo que lhe assegura o pecúlio ao invés, de se agarrar à sueca,(não uma loura de olhos azuis) mas, o jogo de cartas que o espera nos bancos do jardim da estrela com outros colegas de profissão, que é o que lhe permitirá a sua reforma de função pública com aumentos “anualizados” de 3,00 eur…

30 10 2008
domingos

Força Paulo!Você já irritou alguém que estará ligado ao “poder instalado”.É verdade que você já incomoda,porque é um bloguista com interesse e um activista digital com um exercício de coragem, perante toda a propaganda que este “poder” tenta impor, através de alguma comunicação social. Você não precisa de assessores ou de conselheiros para defender a classe a que pertence, ao contrário do poder ( Governo /ME/ Maria de Lurdes) que gasta o dinheiro dos contribuintes para pagar esse tipo de tarefas. Você consegue dizer a verdade ao “poder” e ao mesmo tempo defender os Professores deste ataque a que estão sujeitos. Parabéns

3 11 2008
António

Esse tal de Pedro Nunes está a mando do Sr Engenheiro Pinto de Sousa.
Vá em frente e não se deixe intimidar.
Grande negociata este Gamalhães para a súcia que nos Governa (e se Governa).
Olhe,nem sou professor,mas toda o meu apoio é pequeno para a vossa luta.
É muito injusto e indigno a maneira como este Governo trata os Professores.
Sou filho de uma Professora Primária e agradeço aos professores que tiveram a paciência de me ensinar,muito do que sou.
Temos razão e não desistiremos.

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