OS INEVITÁVEIS ESCLARECIMENTOS!

29 09 2008

Depois de tudo o que se está a passar em torno desta polémica sobre as Acções de Formação sobre o Magalhães e que está a ultrapassar os limites do bom senso e onde tenho sido figura central em tudo o que é Jornais, Rádios e Televisões, vejo-me obrigado a tecer os seguintes esclarecimentos, para que seja dita a verdade e nada mais que a verdade, pois os media jamais professarão esta máxima e noticiam o que querem e não o que devem:

1) Sou um cidadão livre, professor/coordenador TIC no Agrupamento de Escolas de Castro Daire (não de Cantanhede, como ouvi na Antena 1) e expressei uma opinião estritamente pessoal sobre os descontextualizados e absurdos conteúdos de uma Acção de Formação;

2) Sou autor, única e exclusivamente, do vídeo que está neste blogue, no final deste post, e que aqui coloquei para documentar a minha opinião; nele, ninguém é identificável, pelo que não posso ser acusado de utilização abusiva de imagens; não tenho qualquer responsabilidade sobre qualquer outro vídeo que anda a circular acerca do assunto;

3) Apesar de não concordar minimamente com as actividades em que os meus colegas se envolveram, sempre coloquei em causa a pertinência das mesmas e jamais a seriedade, honestidade e competência de algum colega; cada um se responsabiliza pelos seus actos e eu responsabilizei-me pelo meu, que foi o de não participar e, no final, estar excluído do sorteio dos 3 (e não 4 como já li algures) Magalhães;

4) Ninguém foi «obrigado a»! As senhoras americanas propuseram as actividades e apenas disseram que quem não participasse ficaria excluído do sorteio!

5) Jamais coloquei ou colocarei em causa a competência de qualquer individualidade envolvida na Acção. Coloquei, isso sim, em causa a eficácia de uma comunicação feita por pessoas a falarem em Inglês, com carregado sotaque de Leste, traduzidos simultaneamente, reportando-se a slides em Português, bem como a pertinência das actividades propostas pelas senhoras americanas! Tão somente isso!

6) Não sei, nem me interessa, quem é o máximo responsável pelos conteúdos! Apenas discordei deles!

7) Eu não teria capacidade de produzir cantigas, teatros, ou o que lhe queiram chamar, com a qualidade de muitos que vi e que consideraria excelentes se devidamente contextualizados; contudo, serem o produto de «sessões de trabalho com a Intel» numa Acção cujo intuito era receber formação para replicar (atenção) junto dos colegas do 1º Ciclo (e não com alunos, como li e ouvi), isso não me peçam para concordar e repetirei até à exaustão!

8) Num país normal, nada disto seria notícia; contudo, num país onde, por um lado, existe uma Comunicação Social ávida de «homens a morder cães» e um povo como que amedrontado de emitir opiniões públicas, isto tomou proporções absurdas, dando-me um protagonismo e exposição que não gosto, não quero e não procuro! Sou um simples e pacato cidadão, cumpridor dos seus deveres cívicos e profissionais, mas que jamais abdicarei de ser interventivo e opinar acerca daquilo que entender;

9) Claro que toda a azia que reina entre professores e Ministério (e sobre isso as minhas opiniões estão também profusamente expressas no meu blogue) apimentou toda esta questão. Quero aqui manter o meu veemente repúdio à política educativa deste Governo, sobretudo no que ao cerrado ataque à dignidade docente diz respeito, mas tenho lucidez suficiente para saudar o Plano Tecnológico da Educação; contudo, apelo para que não se troquem computadores por votos, se aposte muito mais na formação, para que todos os professores tirem todo o partido técnico-pedagógico das máquinas e estas constituam uma real mais-valia no processo educativo;

10) Continuarei a desenvolver o meu trabalho, bem como a ser um cidadão livre e activo; não me amedronto de opinar, pois se os Miguéis Sousas Tavares e os Emídios Rangéis podem verter fel e raiva para cima de uma classe que elegeram como inimiga, e ainda por cima pagos para tal, porque é que eu não hei-de poder, calma, civilizada e tranquilamente, opinar sobre uma Acção de Formação? E nem preciso que me paguem!…

11) Tudo o que vai para além do que aqui disse, é pura falácia, da qual me demarco.

Paulo Carvalho

SEJAM LIVRES, PORRA!

Quando escrevi o artigo de opinião, que se encontra no final deste texto, acerca da Acção de Formação sobre o «Magalhães» que teve lugar nos dias 25 e 26 de Setembro, estava a léguas de imaginar a celeuma jornalística que iria causar. Que o meu blogue já é visitado por milhares de pessoas, isso eu sabia, mas nunca que este artigo fosse causar tanto apetite à comunicação social, como se de algo transcendental se tratasse. Se calhar nem notícia chega a ser, mas enfim…

Depois de, nas últimas horas ser autenticamente entupido de chamadas e solicitações de rádios, televisões e jornais e de a todos dizer que nada de noticioso me parece haver na crónica, a não ser uma simples opinião contra os conteúdos e metodologia de uma Acção de Formação, eis que quase todos os jornalistas questionam o comportamento dos meus colegas na dita sessão; contudo, tive o cuidado de deixar claro que nada tenho a opinar sobre isso e que cada um se deve responsabilizar pelos seus actos. Apenas achei ridículas aquelas actividades, devido à sua completa descontextualização relativamente ao que eu esperava da Acção. Frisei, até, que as senhoras americanas foram muito impressionadas com a capacidade criativa dos professores; agora, tudo isto numa «sessão de trabalho com a Intel»? Essa não!

Mas o que me choca no meio de tudo isto, e é por isso que escrevo este texto, é que todos os jornalistas com quem falei tentaram obter opiniões de muitos outros intervenientes na Acção e todos se recusaram a dar a cara ou uma simples opinião. Ora, parece-me, ou aliás, tenho a certeza, que as pessoas vivem hoje amedrontadas e parece que a Comunicação Social é algum papão para lhes desgraçar a vida.

Eu gostava que todas as pessoas se sentissem livres, num Estado livre e não se coibissem de dar uma simples opinião que seja. Cidadãos interventivos e activos é que constroem uma sociedade democrática e participada.

Entristece-me assistir a milhares e milhares de professores que vão gritando para dentro, chamando nomes feios a Governo e governantes, mas depois perante uma câmara ou um microfone, parece que algo os amedronta, como se dizer que discorda da Ministra, faça com que esta, no dia seguinte, os exonere!

A todos esses quero dizer que o Governo agradece tal atitude e enquanto ela se mantiver, farão de vós o que quiserem. Não adianta juntarem-se aos milhares na rua e depois manterem-se escondidos atrás de um anonimato cobarde.

Sejam livres, porra! Dêem, pelo menos, a vossa opinião sobre o que vos rodeia! Uma sociedade de cidadãos amedrontados de, sequer, opinar, não é uma democracia. No dia que eu sentir que não sou livre de dizer o que penso, embalo a trouxa e, qual Zeca Afonso, zarpo daqui para fora!

Paulo Carvalho

(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES»

Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede para receber formação sobre o tão propalado portátil Magalhães. Lá fui eu para dois dias de trabalho, cujo programa era, em 90%, composto pela expressão « jornada de trabalho com a Intel»:

Hoje estou aqui para relatar aquilo que se passou naqueles dois dias, e se o estou a fazer, é porque algo de relevante se passou.

Pelas reacções que tinha lido nos fóruns relativamente às mesmas sessões de Porto e Lisboa, já ia a contar que aquilo não seria o que eu esperava; mas longe de mim imaginar que iria assistir a uma coisa absolutamente surreal.

Primeira nota triste do evento: a organização distribuiu «pen drives» de um Gb, oferta da Intel contendo toda a documentação. Acontece que tinham umas 100 unidades para dar a 200 pessoas. Claro que metade (incluindo eu) ficámos a ver navios, havendo dignos colegas que se açambarcaram de mais que uma, facto que também não me causa qualquer espanto, até pelo facto de ninguém imaginar que não haveria «pen drives» para todos. Mas para a Organização tratou-se de mais uma normalidade!

Comecemos pela manhã de Quinta-feira, onde fomos levados, em grupos, para pequenas salas do complexo, onde supostamente nos iriam ser dadas directrizes relativamente ao Magalhães e às suas potencialidades em contexto educativo, para nós transmitirmos aos professores do 1º ciclo. Aliás, esse deveria ter sido o grande objectivo deste encontro; recebermos formação para a replicar junto das escolas envolvidas.

Ao invés disso, e para ser muito mais sucinto do que gostaria nesta crónica, somos brindados com apresentações de powerpoints em português, lidas em Inglês com sotaque russo, traduzido por senhoras contratadas para o efeito, como se nunca tivéssemos ouvido uma palavra em Inglês na vida e como se isso fosse o entrave à formação. Num parque dito tecnológico, as redes funcionavam mal ou não funcionavam, ninguém sabia ligar, o senhor russo ia ironizando como se estivesse num país de 3º mundo e a senhora tradutora ia tentando fazer a uma espécie de ponte entre surdos mudos. A seguir, mais um estrangeiro qualquer a debitar informação em inglês sobre um powerpoint em português e depois apareceu um brasileiro (ena!!! Um brasileiro!!!) mas que nada de útil nos transmitiu.

Ou seja, depois de uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não domine, ninguém imaginava que o pior estava para vir.

Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo a que os meus olhos assistiram até hoje. O speaker de serviço que ostentava na lapela uma identificação de uma empresa que não conheço, mas que nem era do ME nem da Intel nem da JP Sá Couto, apresentou as três senhoras que tinham vindo expressamente dos States, com chancela da Intel, para nos brindarem com uma sessão de trabalho inolvidável. Eis que aparecem 3 senhoras com ar de quem está reformado há 20 anos, nos EUA, mas que em Portugal estariam no auge da carreira. Depois das simpatias ao país e de demonstrar que nada de útil iriam transmitir, resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso da Europa. Desde logo me demarquei e senti vontade de abandonar a sessão, mas os colegas… ah e tal… esquece isso… e tal…. Não te enerves… isto é sempre assim… e tal! Continuei a assistir e a incredulidade ia aumentando.

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.

Conclusão: à bela maneira dos professores portugueses, que são exímios na arte de obedecer, mesmo não concordando, e na arte de produzir conteúdos, ainda que lúdicos (pena ter sido num contexto absurdo), toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma senhora representante do PTE que, educadamente, tal como eu na abordagem que lhe fiz, esgrimiu as fundamentações para aquelas «sessões de trabalho com a Intel».

Salvou-se a Microsoft e a Caixa Mágica que, na sexta à tarde, nos mostraram, finalmente, algo de útil; no final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia.

Alguém me explique como se eu tivesse 8 anos, como é possível convocar 200 professores para dois dias de trabalho com a Intel, com a apresentação do «Magalhães» em pano de fundo e, basicamente, 3 senhoras americanas, apoiadas por pessoas de… uma empresa (!), gastarem um dia a obrigar-nos a produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras contratadas.

Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias. Aquelas senhoras devem pensar que somos um bando de imbecis e nunca vimos um computador na vida; tudo isto pago pela DREC, cuja Directora, no final, enalteceu o evento.

Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!!

Nota: O Magalhães é um excelente equipamento e, mesmo sem aposta na formação e com esta atabalhoada distribuição, julgo ser uma mais valia efectiva para a modernização do caquéctico ensino do 1º ciclo em Portugal.

Aqui fica um video que apanhei durante uma das actuações que mais aplausos arrancaram.

Paulo Carvalho

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232 responses

29 09 2008
Pela Blogosfera - Espaço Web De Paulo Carvalho « A Educação do meu Umbigo

[…] (de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES» […]

29 09 2008
Vítor Ramalho

Em Lisboa durante a apresentação às crianças esteve como convidado o Carlos Cruz.
O computador está ser uma mais valia para o governo e serve para encobrir todas as lacunas que existem no ensino.

29 09 2008
João Oliveira

Felizmente não sou o único a denunciar esta macacada. Devo acrescentar que mandei para a própria Intel um mail de protesto mas não recebi qualquer resposta.

29 09 2008
Celia

E quando pensava eu que já nada me podia supreender…..

My God, o “Malhão”… enfim

29 09 2008
arturcarvalho

Ao que estamos sujeitos! Cantigas ao Magalhães… Sabes que na minha escola veio lá um pai perguntar se podia levar o Sebastião? Como não há nenhum aluno com tal nome, acabou por se desfazer a confusão… ele queria o Magalhães!!!

Os profs. são a “escumalha” deste país… Não havemos nós de ter um ME na devida proporção. Para quem é bacalhau basta… diz o Sócrates!

Sabes a última?
Duas opiniões

Diz o Louçã:
– blá, blá,blá,blá… Sr. 1º Ministro, para resumir, estamos tão mal que até as universitárias já têm que se prostituir!

Sócrates:
– O Sr. já nos habituou às suas distorções da realidade… (blá, blá,blá). o sR. deveria antes dizer que estamos tão bem que até as prostitutas já são universitárias!!

29 09 2008
Carlos Santos

Caro Paulo Carvalho,
mais uma vez trataram os professores “abaixo de cão” e com cloegas nossos a participar… ou são parvos ou são lambe-botas…
Aplica-se aqui a expressão usada pelo brilhante actor e comediante José Pedro Gomes: “Era besuntá-los com mel e colocá-los numa jaula com ursos”.

29 09 2008
Paulo Marques

Mas a classe de professores é o que é. Até aposto que muitos vão querer um diploma de participação no evento, para ver se sobem qualquer coisita na carreira, hehehehe!!! Retratem-se.

29 09 2008
Vera C.S.Castanheira Nunes

Esperem, não li bem ou, como desconfiada que sou, não percebi bem!… Magalhães versus Malhão (..que vida é a tua? Comer e beber ó malhão malhão passear na rua…); crianças e Carlos Cruz ( aquele que etc tal ?), Crianças e Carlos Cruz!… Russos e americanas?!… Não fazes as macacadas não tens direito a prenda?!… É mais ou menos ” és anti-praxe, não podes andar mascarada/o, perdão, não podes usar o traje académico” (que peninha…).
Acho delicioso, anedótico, tipo ” não sei se chore se ria “. A mediocridade da Acção, o curioso encontro internacional com representantes dos Continentes Americano e Europeu, o comportamento carneirista e amedrontado de praticamente todos os professores que se vendem por um Magalhães e posteriormente rapinam pens, como hei-de dizer, no mínimo assemelha-se a uma cena de Fellini. Pois é, é triste, é comicamente triste. E porque não, ” uma acção nunca é de graça”, tal como os almoços. Querem prendinhas, querem? sai um magalhães para o malhão e o carlos cruz pra as crianças! Quem teria sido o artista que tal gesto teve?
Pois é, como sempre “Assim se faz Portugal, uns vão bem outros vão mal(bem mal)”
Um abraço

29 09 2008
Sandra Baptista

Mais uma palhaçada do nosso “choque tecnológico”! Só queria ser mosquinha para ver tal circo…
Pelo menos, deu para rir até não poder mais com a fantástica descrição do “importante” evento!!!

29 09 2008
JL

Li com incredulidade o seu relato. Minh’alma está pasma.

29 09 2008
Safira

Ora pois… O Malhão, o corridinho e o Vira. Já agora porque não o triste fado da educação?? E viva o Magalhães!

Pergunto eu: Que mais virá por aí??

29 09 2008
Zé Pais

É o país que temos, os Profs que temos e o Governo que merecemos. Não te ademires das chochices que vais apanhando, tudo serve para desviar as atenções através de campanhas eleitoralistas e para demonstrar qe o ensino melhorou e os resultados são bastante melhores, só que se esqueçem que os alunos sabem cada vez menos, o que é importante, pois no futuro seremos um país de ignorantes. Será que já houve alguém que defendeu isto?
Olha vale mais pedalar. Um abraço.

29 09 2008
Ana Silvestre

Sou professora e contra a minha classe falo. Que pena apenas dois colegas terem o discernimento e a coragem de dizer “não”. Mas é o país e o governo que merecemos. Quando deixarmos de ser ovelhinhas atrás do pastor, talvez se inove e o país ande para a frente.

30 09 2008
INÊS TELES

VALHA-NOS S.to AMBRÓSIO!!!
SEM COMENTÁRIOS; PORQUE JÁ TUDO FOI DITO!

QUEM VOTA EM PALHAÇOS…TEM, COMO RETORNO, PALHAÇADAS!
E CHEIRA-ME QUE, COM O APROXIMAR DE ELEIÇÕES ( VÁRIAS), A COISA VAI PIORAR! AI VAI;VAI !!!!!!!!!!!!!!!!!!

30 09 2008
Os melhores post´s de hoje! « ATer criacao de sites (11) 2527-3032

[…] (de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES» Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede […] […]

30 09 2008
arturcarvalho

“The circus come to town”

The new brand name for Magalhães road show!

And the show must go on… a bem das eleições em Outubro de 2009.

30 09 2008
Manuel Pinheiro

Pois, também lá estive, em Cantanhede.
Comentário: uma garrafa com água até meio está meia cheia ou meia vazia? DEPENDE DO PONTO DE VISTA!!!!!!!
Lá está, é como o caso das Prostitutas e das Universitárias: são umas que são outras ou sou outras que são umas?
Viva o Magalhães! Viva!!!

30 09 2008
JPG

«(…) tudo isto pago pela DREC, cuja Directora, no final, enalteceu o evento.»

Perdão?! Tudo isto pago pelo erário público, ou seja, por todos nós.

Sem tradução simultânea, não teria sido possível gastar a verba prevista (em que orçamento?, sob que concurso público?). Sem palhaçada, não seria possível gastar o dinheiro previsto para o cachet dos palhaços. Enfim, sem pessoas a bater palminhas e a cantar “lá-lá-lá”, não teria sido possível torrar mais uma fatia do bolo negocial – a finalidade única de toda esta negociata a que se convencionou chamar “Magalhães”.

30 09 2008
Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi

LOOOLLL não podes tar a falar a sério! Esse vídeo é surreal. hahahah

Da próxima sai mais cedo. A sério. E é ver os professores a bater palmas lol. Não sei quem foi mais ridiculo: se quem apresentou essas propostas de “trabalho” (?) se quem quis participar e com esse entusiasmo todo.

LOL

1 10 2008
Marco Vergueira

pera, pera, karaoke, há não e uma formação sobre o Magalhães, a boa maneira portuguesa…lol.xd

1 10 2008
(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES», por Paulo Carvalho « mb|Weblog v.2

[…] no seu blogue «espaço web de paulo carvalho… TECNOLOGIAS» é, no mínimo, curiosa. [Link] Filed under: Blogosfera […]

1 10 2008
Os prós e contras do Magalhães « Graciano Torrão’s Deblog

[…] (de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES» […]

1 10 2008
Miguel Bettencourt

“Paulo Carvalho é coordenador TIC e foi convocado para se deslocar ao Parque Tecnológico de Catanhede, no sentido de receber formação sobre o popular computador «Magalhães»…”

http://mbweblogv2.wordpress.com/

1 10 2008
Margarida Jesus

Benvinda seja a formação de carácter científico! Aquela que vai servir para os professores serem avaliados pela 1ª vez na vida com seriedade e rigor!!! Que pena que os orgãos de propaganda não mostrem a qualidade desta formação porque ela deixa bem clara a destruição dum sistema educativo com um mínimo de seriedade no qual os professores não façam figura de palhaços e os pais não paguem mais e mais para enriquecerem uns tantos protegidos do poder!!!!

1 10 2008
Armando Lopes

Parabéns pelo texto. Também eu sou Coordenador e só de me lembrar dos 2 dias inúteis que passei no Porto, até fico enjoado.
A minha reclamação vai seguir sobre a forma de carta para a DREN e para a Ministra da Educação. É claro que também vou enviar para os jornais e para os grupos parlamentares da AR. Este (des)Governo não respeita os Professores. Eu pelo menos não me vou esquecer disso nas próximas eleições.

2 10 2008
Sónia Pessoa

Por momentos pareceu-me que o Alberto João Jardim andava por ali a dançar… caro Paulo, força, coragem! Ainda há esperança… não muita é certo, mas…

2 10 2008
JMG

Infelizmente, aquilo que aqui li em nada me surpreende. Nem o evento em si, nem as reacções dos “estrangeiros”, nem o pseudocomputador português, nem a DREC…
Nem as reacções do meus colegas professores me surpreendem, infelizmente. Por isso é que somos tratados como somos.

É com profunda tristeza que continuo a constatar que somos mesmo o Burkina Fasso da Europa. Enquanto embarcarmos em palhaçadas estilo o rei-vai-nú, enquanto aceitarmos ser medíocres, enquanto não nos libertarmos deste lusitano provincianismo balofo e mesquinho, nunca iremos a lado nenhum. Aqui não falo só dos professores, falo dos portugueses em geral.
Sem um povo educado e consciente como se pode fazer avançar um país?
Não sei.

2 10 2008
Graciano Torrão

Boa!
Eu até já estou a fazer o meu próprio “prós e contras” 😉
http://gracianotorrao.wordpress.com/2008/10/01/os-pros-e-contras-do-magalhaes/

2 10 2008
Ctrl+Alt+Del ao Magalhães « SMS-SEM MERDA[s]-(politica, sociedade e alguma intimidade)

[…] [adenda: com o Magalhães em pano de fundo, vale a pena ler este relato de uma formação.] […]

2 10 2008
Maria Sousa

É muito triste o rumo que está a seguir o “sistema educativo???” em Portugal. Claro que o rumo é semelhante nas restantes áreas: saúde, economia…
O que me assusta é, sem dúvida, a mediocridade e a passividade, a característica que os portugueses têm de suportar as situações mais aviltantes. Somos um país de gente amorfa, sem espinha vertebral… Felizmente ainda existem alguns portugueses e esses são aqueles que poderão salvar a honra de um país afundado na propaganda, na vigarice, na ganância, na mentira, no roubo, na prosápia… poderia continuar…
Tenho 52 anos e acho que nunca me conseguirei adaptar a estes “valores???”. Sou professora e estou completamente desiludida. O meu objectivo individual é apenas reformar-me o mais depressa possível e nunca mais voltar à escola. Escolas, onde trabalhei 30 anos, para onde ia com alegria e orgulho de estar a desempenhar a minha função, desfrutar do convívio saudável com os colegas e com os alunos e ter a alegria de os ver crescer, aprender e progredir. Hoje, tudo não passa de aparências. Desde a avaliação às acções de formação…
É preciso que as pessoas e entre elas os professores tomem posições, denunciem o que está incorrecto e não se submetam a actividades circenses nem “de faz de conta”. CORAGEM! PARA A FRENTE É QUE É O CAMINHO!!!!

2 10 2008
Jorge T. Lopes

Estou tentado a repetir aqui neste meu comentário aquilo que o colega fez no seu blog; criticar, criticar e insultar. É claro que nem todos poderemos ser tão geniais como o Paulo e prescindir por completo da chamada formação, formação e não deformação porque apesar de todas as contrariedades e de alguns erros graves (a meu ver) durante os dois dias de apresentação, tivemos a oportunidade de aprender alguma coisa. Ficou-se a conhecer o Magalhães e a saber rentabiliza-lo nas nossas salas de aula, e até aprendemos que as ditas palhaçadas, i.e, “produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos” são afinal o produto de uma coisa que se chama prática colaborativa na sala de aula. O colega não fez estágio? Não aprendeu dinâmicas de grupo? Gestão de sala de aula? Nem tanto ao mar, nem tanto à terra! Recolher apenas os aspectos negativos de um acontecimento e depois replicá-los aqui, fora de contexto, para que pessoas que não estiveram presentes, que não sabem do que se passa, tecerem os seus comentários, faz-me no mínimo ficar bastante apreensivo, tanto como fico quando se fala na “carneirada dos professores” que alguém aqui mencionou.
Já agora,… “caquéctico ensino do 1º ciclo em Portugal”?! Para além da óbvia falta de classe e de respeito pelos colegas do 1º ciclo, sim…colegas, pois eles, tal e qual como o Paulo, também são professores; demonstra um total e absurdo desconhecimento da realidade, pelo menos no que diz respeito aos professores do seu agrupamento.
Mais uma vez, nem tanto ao mar, nem tanto à terra – existem comentários que se fazem apenas em casa e no nosso círculo de amigos mais restrito, ou porventura o colega, coordenador TIC, não sabe que na Internet não existem portas nem paredes mas somente janelas?
E para finalizar; Sim, é verdade; também estive numa dessas sessões de trabalho. Sim, é verdade; faço parte da equipa TIC do meu agrupamento. Sim, é verdade; sou professor do 1º ciclo e sim, é verdade; o Magalhães, para o fim a que se destina, é um excelente equipamento.

2 10 2008
Maria

Estou chocada e envergonhada por fazer parte do corpo docente e principalmente por viver neste triste e cínico país.

2 10 2008
mariaflor

Este video pareceu mais a asae em dias de feira,não consigo
encontrar em mim palavras que possam transmitir o que vi e li
.

2 10 2008
José Paulo Santos

Bem, as coisas contadas deste modo, amigo Paulo, estamos perante uma bela propaganda!!! Deu para me rir, deixando antever uma lágrima no canto do olho também…
Vamos indo e vamos vendo! Espero que tenham sido contempladas todas as surpresas que se vão atravessar ao Magalhães: ventos e tempestades na travessia do Cabo Bojador, onde espreitam “Adamastores”…

Como sempre, Paulo, apreciei o teu olhar crítico e sarcástico.

2 10 2008
Jorge

Senhores professores de um pobre e adormecido país que despreza a educação, que falha na organização de eventos na apresentação do «MAGALHÃES» e demonstra a falta de respeito por 200 professores presentes no evento promovido pela DREC. Pensaram alguns em partilhar nova formação sobre o assunto no novo P.C. , contudo a trapalhada destes «governantes» que, embora com uma preocupação de «governar» este belo país, não sabem dar uma dimensão digna ao evento e à real promoção de uma educação para todos. Lamento que a educação se tenha tornado num espaço de markting político para alguns que nem uma casa e uma família sabem cuidar ou «governar». Do Ministério nem vale a pena dizer nada, apenas devemos esclarecer aqueles que continuam a dizer que os professores trabalham pouco, porque não conhecem a realidade das escolas e alguns nem da vida dos seus educandos, infelizmente.
Os lamentos de muitos farão com que o futuro da educação fique adiado. Uns a ser avaliados num quadro legal de contradições em que a autonomia das escolas está em queda devido ao novo modelo de gestão, o qual ficará nas mãos das câmaras municipais, ou seja, os funcionários serão subordinados, os encarregados de educação poderão trabalhar para a câmara e os professores em minoria tomaram posição nos conselhos gerais que nomearão o NOVO DIRECTOR, que será escolhido pelo «esquema» montado pelas câmaras. Logo perdemos todos na nossa liberdade democrática, enquanto que outros se vão arvorizando no actual sistema que de socialista não tem nada. É preciso ir novamente para a rua manifestar novamente o nosso total desacordo pela falta de capacidade negocial do ministério, contudo alguns sindicatos deixaram-se «comprar» por um documento chamado «memorando» que serve sindicatos, mas não serve os professores.

3 10 2008
"Magellan-Initiative": 500.000 Notebooks fr portugiesische Schulkinder - Das deutschsprachige Portugal Forum

[…] 500.000 Notebooks fr portugiesische Schulkinder Portugiesische Lehrer tun mir wirklich leid (de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES» espao web de paulo carvalho… TECNOLOGIAS seht Euch auch das Video an […]

3 10 2008
Rosa Fajardo

SEM COMENTÁRIOS!!!!!!!!!

3 10 2008
zedeportugal

Nota: O Magalhães é um excelente equipamento… que estará completamente obsoleto dentro de 1 ano. E depois? Deitam-se fora e armam-se bancas nas escolas para vender o classmate de 3ª geração, perdão, o “magalhões” 2 , pois duvido que o governo volte a dar este bodo aos pobres. Para o ano que vem os meninos pedem o brinquedo novo e os paizinhos compram: afinal vão ser só(!) mais 200 e tal euros no início do ano escolar… 😆

Last but not least açambarcar, ou melhor, atirar-se sofregamente a qualquer porcaria desde que seja dada, é mesmo típico dos portugueses. Did you get the message?

Obrigado por ter desmascarado esta palhaçada.

3 10 2008
Milhouse

Não me admirava que um dia destes se veja um membro do corrente governo no conselho de administração da J.P. Sá Couto….

4 10 2008
cagalhães

Pois acho bem as crianças terem um computador barato só espero que o reciclem decentemente…

4 10 2008
Rony G

Estou pasmo… só dois docentes tiveram a coragem de não participar nisso??

Por vezes tenho vergonha da minha classe… -_-‘

Enfim… neste país das bananas só mesmo rindo destas coisas para não chorar de desespero…

4 10 2008
Portal Pimba » Blog Archive » O Magalhães

[…] Não, infelizmente ainda não é uma música sobre o famoso portátil (que espero que alguém se lembre de lhe dedicar uma música) mas é um texto que li num blog, e que penso que vale a pena ler. Aqui está ele […]

4 10 2008
Rute Almeida

Caro colega(s):

Quero elogiar o seu artigo e por também não ser um daqueles que tem “receio” de manter a sua posição.No meio de tanto “circo” e tantas acções crescentes no sentido de (des)educar e (de)formar as novas gerações deste país, não sei que mais iremos presenciar..remar contra a maré mostra-se cada vez mais difícil, mas também não serei nunca um dos muitos colegas que se irá afundar, por contribuição activa neste sistema por demais absurdo …em última instância mudarei de profissão,pois concerteza não faltarão oportunidades que não me façam perder a minha dignidade e carácter, quer como pessoa, quer como professora.
Coragem para todos!

4 10 2008
ContraFacção

Surreal!

4 10 2008
claudia melo

Essa vida de professora,
Está a dar cabo de mim,
Pam param param param
param param param! Iol

4 10 2008
Carlos Paiva

Profs a rapinar pens.
Pensava que tinham atingido o cúmulo do mais baixo que existe com a linguagem absurda e mal-educada que caracterizou as suas manifs.
Tristeza.

4 10 2008
(está para nascer um titulo) » Blog Archive » Formação no Magalhães

[…] Apenas deixo o link para o relato na primeira pessoa. […]

4 10 2008
“Formação” Magalhães « O Insurgente

[…] formação ministrada aos professores em Cantanhede sobre o Magalhães acabou em galhofa. Agradeço ao leitor Paulo Carvalho ter enviado esta pérola. Segunda vou a Angola. Acho que vou cancelar o bilhete de […]

5 10 2008
Ricardo Mota

Há quem esteja disposto a tudo para ter uma festinha na cabeça ou uma pen-drive para por na gaveta.
A Educação em portugal está reduzida a esta palhaçada. Fala-se de formação e entendem-se estas parolices como acções de formação produtivas.

5 10 2008
Carlos

Apenas para agradecer teres disponibilizado essas imagens… porque contado ninguém acreditava. o_O

5 10 2008
OLP

Falta de respeito por 200 professores?
Quase 200 …isso sim faltaram ao respeito a si próprios.
Se não houvesse um e outro como este saberia alguem destas palhaçadas?
Querem respeito? Façam-se respeitar…
Ou julgam que os diferentes governos tem feito de vcs o que tem feito porquê?
O próprio descreve como se “afiabraram” com mais que uma pen apesar de havar a menos para os presentes. Descreve também e mostra o resultado de uma das “apresentações” produzidas. Ele como muitos sabem que ainda vão solicitar os “certificados de frequencia” para a sua carreira?
Culpa da DREC? Da Intel?, das americanas? do russo e da tradutora?
Pelo amor de quem sois, então os professores não são uma das classes profissionais mais qualificadas, mais consciente do que é bom para o ensino, a escola?
Se são, como explicar a colaboraçao participaçao, pelos vistos, entusiastica da grande maioria neste “pequeno” exemplo dado?
Para mim e desculpem-me a linguagem, é tao criminoso o que comete o crime como o que colabora com ele.

5 10 2008
Rosa Lameiras

Ao ler o texto e apreciar o pequeno filme, as lágrimas vieram-me aos olhos…de tristeza! Que figura triste alguns conseguem assumir, “venderem-se” por tão pouco!…

5 10 2008
Fátima Chavarria

Parabéns pela lucidez!
O que mais temo neste momento é de a maioria de nós perder os pontos de referência sobre a dignidade e efectiva qualidade no ensino… por medo, ou mesmo por alguma imbecilidade. Boa denúncia!

5 10 2008
Há cenas lixadas! » Magalhães - Mais uma vez envolto em polémica

[…] formação de professores em relação ao nosso querido Magalhães. Pelo que consegui apurar aqui e aqui, o evento não podia ter corrido da melhor forma, como se poderá verificar no vídeo a […]

5 10 2008
Manuela

Paulo, partilho a sua indignação. Sou professora do 1ºciclo. Pasmei por, no final do seu texto, chamar “caquético” ao actual ensino no 1º Ciclo. Ele não é, de facto, o ensino com o qual sonhei e pelo qual me esforcei, durante uma vida inteira. Contudo, seria injusto não reconhecer o esforço de milhares de professores para investigar e inovar o ensino no 1º Ciclo. Olhe que, a avaliar pelo vídeo que publicou, sou obrigada a pensar que, com estas pessoas, talvez o ensino não vá melhor nos outros ciclos de ensino.

5 10 2008
Francisco

Sras. e Srs. Professores
Digam todos ao mesmo tempo:
méééhhhhh ~
O bom pastor J.S. levar-vos-á a bo pasto !!!!
É só uma questão de não sairem do rebanho, e de não terem a coragem de serem ovelhas negras !!!!

5 10 2008
flor de lis

Estou esmagada com este vídeo. Mais parece um dos festivais televisos para o povão analfabeto que não teve a oportunidade de desenvolver o seu carácter crítico e crivo estético exigente.
Em que lugar (País?) estamos nós? A assistência era formada por Professores?
Ainda que não queira ouvir a resposta presumo que ouviria um sim.

Quero fugir daqui!

5 10 2008
Portugal dos pequeninos at For those who think different

[…] Sigam o link. […]

5 10 2008
pjrcarvalho70

Caro colega Jorge Lopes:
Até agora não senti necessidade de comentar nenhum comentário; no entanto, e como calculará o seu comentário não pode ficar sem alguns reparos, porquanto são vários os deslizes que comete nas suas apreciações.
1-Critiquei, critiquei… agora, explique-me, onde é que insultei? Parece que temos noções diferentes de «insulto»; prezo-me de ter recebido educação suficiente para saber não insultar ninguém!
2-Se o colega ficou a conhecer o Magalhães e a rentabilizá-lo na sala de aula nesta formação, parabéns! Eu sou um bocado estúpido e não aprendi nada!
3-Aquilo a que chama pomposamente «práticas colaborativas na sala de aula»… Sim, colega, eu fiz estágio, e por duas vezes, e sei que tudo aquilo pode ter lugar numa sala de aula, mas não se esqueça que estava numa sessão de trabalho com a Intel e apenas com professores na plateia. Se me disser que achou útil tudo aquilo, no contexto em que estávamos, lamento dizer-lhe que tem espectativas muito… pequeninas!
4-Acusa-me de replicar aspectos apenas negativos fora de contexto! Pois quem está absolutamente descontextualizado é o colega, bem como tudo aquilo a que assistimos, pois foi exactamente esse o termo que usei perante a representante do PTE. No meu post nada distorço, pois relato rigorosamente o que vi e ouvi. Se calhar na sua sessão foi diferente…
5-Quem lhe disse que chamar «caquético» ao 1º CEB é falta de classe e de respeito para com os colegas? Meu amigo, eu sou professor do 1ºCEB de formação inicial e por lá dei aulas durante 6 anos, o que deu para ver duas coisas: que não há nenhuma política de investimento neste ciclo, onde tudo é igual ao Estado Novo (daí o caquético), sendo que ninguém vê que este facto é o grande culpado do fracasso educativo português; por outro lado, temos o verdadeiro heroísmo dos professores do 1º CEB que vão estoicamente lutando contra este cancro e fazem autênticos milagres com os recursos e as condições de trabalho que têm. Espero que tenha percebido o que é respeito e admiração.
6-Para terminar, não se atreva a dizer-me o que eu devo ou não publicar na Net. Não pertenço a essa classe de professores amedrontados que no círculo de amigos dizem cobras e lagartos e na hora de enfrentar a realidade são os primeiros carneirinhos. O meu texto, caro colega, nada mais é que o retrato daquilo a que assisti e para o qual fui oficialmente convocado. Assumo tudo o que digo e continuarei a mostrar a minha indignação por esta onda de banalização e facilitismo na Educação acompanhada por ataques brutais à dignidade dos professores. Enquanto este Governo (ou outros) promoverem esta cultura de assassinato da Educação, jamais me calarei.

Paulo Carvalho

6 10 2008
pjrcarvalho70

Peço à colega Manuela (5 comentários atrás) que leia o 5º ponto da minha anterior resposta ao colega Jorge Lopes, pois também ela não entendeu o termo «caquético».

6 10 2008
Pedro Sá

A grande maioria das acções de formação, públicas ou privadas, é uma palhaçada, portanto…

6 10 2008
João Sousa

Quando o foco das tais “práticas colaborativas na sala de aula” está colocado no próprio computador e não nos conteúdos, considero que a pedagogia subalterniza-se em relação à criação de mercado.

6 10 2008
mvda

Caros Colegas,
para onde vai o ensino… para onde vai a escola… para onde se estão a deixar ir os professores… qual será o futuro deste país…
Não vamos ba«ixar o braços, continuemos a lutar contra contra esta nova ditadura disfarçada que se está a instalar!
Medos, pressões, papeis que ninguém serve para que servem….

Já importamos jogadores de futebol, não podemos importar políticos decentes…

Está nas nossas mãos não vamos baixar o braços, continuemos a lutar…

Parabéns Paulo, é de muitos professores como tu que o País precisa… sem medo de falar e das consequências.

6 10 2008
Fernandes

Por alguma razão já se diz que todos os cretinos Portugueses começam a ser conhecidos por Socretinos !

6 10 2008
(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES» « Paulo Pereira

[…] Paulo Carvalho […]

6 10 2008
António

Ó Paulo,
porra, pá, que falta de sentido de humor!
Eu estou-me a rir há meia hora e ainda não consegui parar…
Obrigado por esta hilariante descrição do evento.
Pão e circo, meu, pão e circo!
(lá estou eu outra vez a rir…)

6 10 2008
Portugal dos pequeninos - Os blogs mais IN!

[…] Sigam o link. […]

7 10 2008
Oscar Pinto

Bom Dia!
Desde já meus parabens por descriçao tao pernorizada do evento.
Acho que tambem sairia de lá “indignado”.. Mas o que tenho a dizer é que pelos comentarios que li a grande maioria das pessoas está a por a principal culpa no governo em si, coisa que não considero justa.. Culpa é das empresas que nao olham para portugal como um pais da UE e minimamente evoluido.. Ainda nos vem como um pais de pacóvios..
Agora, tal como tu referiste o magalhães é bom para o ensino primário, mas muitas outras coisas tem de ser feitas.

7 10 2008
rui

Se os professores nos proporcionaram LULZ desta magnitude com o Magalhaes, mal posso esperar que o miudos tenham os computadores em mãos para mais LULZ

7 10 2008
sotnasr

E eu que pensava que já tinha visto tudo deste desgoverno! Parabéns ao colega pela coragem em denunciar esta política de faz de conta dos socretinos!

7 10 2008
Pasmado

Seria importante apurar como foi adjudicado este curso dito de formação. Se calhar ainda há alguém da Direcção Regional de Educação que meteu dinheiro ao bolso. Isto é um caso de polícia.

Pasmado

7 10 2008
marcogonçalo

[…] sobre o Magalhães. Nem sei com adjectivar o que lá se passou. Surreal? Parece-me bem..ora leiam. Deixo aqui o vídeo feito pelo autor do post e também os meus parabéns pela coragem que teve em […]

7 10 2008
americo

dia 15 de novembro (sabado) vamos demitir a ministra. Todos os profs para sermos mais de 100000.

7 10 2008
pedrocabrita

Caro Paulo Carvalho

– Se bem entendo este seu vídeo, ele pretende ridicularizar um trabalho realizado por colegas seus…
– Quando refere que havia 200 pen-drives para 100 pessoas e alguns “colegas” se abotoaram com duas, é também uma crítica contundente aos seus colegas de profissão…
– Quando refere que tiveram o desplante de colocar tradutoras como se não tivessem ouvido uma palavra em inglês na vida, está a pressupor que todos os 200 presentes são entendidos no inglês, como aparentemente você parece ser…
– O brasileiro (ena…?) que fala português é que não disse nada de jeito. Já foi pouca sorte ou coincidência, hein Paulo… Lá vamos ter que aprender brasileiro…
– Quando diz… “…uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada
de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não domine…”, quer-me dizer que os professores neste momento são tudo rapaziada que domina a informática assim como quem toma o pequeno-almoço todos os dias, é isso…? Assim como o Paulo…? Quer-me dizer que p.e. a nível do 2º ciclo não há verdadeiros analfabetos informáticos nesta altura, é isso…? Ó Paulo… Dê por aí uma voltinha… Conselho de amigo…
– “…O speaker de serviço…” Desculpe Paulo. Isto é o quê…? Você já começou a ensinar inglês aos seus colegas…? Desculpe, não acha bem mais pedagógico e responsável você falar português, que (ainda) é a sua língua…?
– Quando a dada altura refere relativamente às senhoras “dos States”, que lhe deveriam merecer mais respeito, que mais não fosse pela idade…”… resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso da Europa…”, você aqui referia-se ao facto das tais pen-drives gamadas pelos seus colegas…que terão levado as “mastronças” a pensar isso…?
– Você goza despudoradamente o trabalho dos seus colegas, dos seus pares, e depois arma-se em virgem ofendida e recusa colocar lá o papelinho, com que fim? Demonstrar o quê? A sua indignação? Ou a indignação pela “má” qualidade dos trabalhos apresentados pelos seus colegas…?
– “…No final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia…” Desculpe Paulo… Você sabe o que é a humildade…?
– “…Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!! Sim, mas esqueceu-se de dizer que sobrou você, Paulo. Aparentemente o único que não aprovou “aquilo” nem é gato, nem sapato…
– Por fim explique-me Paulo, como se eu não tivesse 60 anos e quase 40 de ensino… Você sabe o que é construir…? Sabe o que é criticar construtivamente…? Sabe o significado da palavra empreender..? Sabe por certo. Assim sendo, comece por aí… E já agora, não ridicularize os seus colegas. Se você é melhor que eles, ajude-os. Vai ver que acorda menos maldisposto e todos nós agradecemos.
Ah…! Parabéns pelo elogio ao Magalhães. Ao menos salva-se o projecto.
Um abraço.

Pedro C.

7 10 2008
Joao Almeida

E o mais ridículo é que este relato não me espanta muito…
Há mais histórias assim por aí.

Cumprimentos!

7 10 2008
João Ferreira

Para ser sincero não me espanta a qualidade da dita “formação”!
Deste governo já espero tudo!
Isto é assustador! No entanto, mais do que as políticas deste (des)governo são as situações que alguns colegas se sujeitam: “Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!!”
Não percebo como alguém participa numa “palhaçada” e depois aplaude quem critica este triste espectáculo!
É por isso que este governo vai conseguir impor estas novas “reformas”, continuamos “unidos” como sempre!

7 10 2008
Albertino Fernandes

Não sei se já têm conhecimento mas está a chegar ás escolas um oficio a ordenar aos coordenadores TIC que dêem formação aos colegas do 1ºCiclo, supostamente a mesma que recebemos em tão inútil ocasião. Pela minha parte se for obrigado vou dar-lhes música e organizar um grupo coral.

7 10 2008
Albertino Fernandes

Já agora outro comentário

Gostava que me explicassem como vão por os magalhães a funcionar em escolas sem rede wireless, com internet a 1MB, sem portáteis para os professores e sem o software de controlo. Sim porque o “Maga” esta aí mas o resto nem vê-lo.

7 10 2008
Alípio Sousa

Quer dizer; se… “toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma senhora da DREC…”, cá pelas minhas contas 99% do pessoal ficou e não achou que devia sair, o que não deixa de ser estranho. Ou será apenas um caso de susceptibilidade mais apurada?
Ora, tendo em conta que alguns comentadores, que aqui se manifestaram, não acharam aquilo assim tão “ridículo”…, querem ver que só o P.C. e o seu amigo P.P. é que viram bem o filme…
Ó Paulo!
Bata lá na ministra, bata no Sócrates, na governação, no ensino, mas deixe os seus colegas em paz.
Homem!
Você é um educador, um formador. Vá por aí. Eduque, nem que sejam os seus colegas.
Mas há-de saber, ou aprender, que não é ridicularizando os “alunos” que se constroem melhores alunos.
Ah…! Olhe que há melhores maneiras de atrair olhares para o seu blogue.
E parabéns pela honestidade de seu elogio ao Magalhães. É que já andam por aí daqueles portugas habituais a deitar abaixo tudo quanto ainda está de pé neste país.
Daqueles que, desde há 34 anos, outra coisa não fizeram senão deitar governos abaixo. Claro que este, por maioria de razão, não ficará de pé.

A.S.

7 10 2008
Pedro Silva

Rebuscando…

1-Critiquei, critiquei… agora, explique-me, onde é que insultei? Parece que temos noções diferentes de «insulto»; prezo-me de ter recebido educação suficiente para saber não insultar ninguém!

Será que você não consegue entender que insultou a maioria dos colegas que estavam ali consigo.??? Releia lá o que escreveu, homem.

2-Se o colega ficou a conhecer o Magalhães e a rentabilizá-lo na sala de aula nesta formação, parabéns! Eu sou um bocado estúpido e não aprendi nada!

Você não é estúpido. Você só não percebeu é que havia ali gente que sabia menos que você. Logo, aquilo foi útil e houve quem aprendesse. Se a DREC soubesse o seu nível de conhecimentos, não o teria, por certo, convidado.

3-Aquilo a que chama pomposamente «práticas colaborativas na sala de aula»… Sim, colega, eu fiz estágio, e por duas vezes, e sei que tudo aquilo pode ter lugar numa sala de aula, mas não se esqueça que estava numa sessão de trabalho com a Intel e apenas com professores na plateia. Se me disser que achou útil tudo aquilo, no contexto em que estávamos, lamento dizer-lhe que tem espectativas muito… pequeninas!

Espere lá homem de Deus. Mas o desafio que foi feito aos professores presentes destinava-se a construir material para professores, ou produtos para colher junto das crianças? Explique lá isso. A mim parece-me que você viu mal o filme.
E já agora. Pode dar-nos um cheirinho do seu trabalho que construiu numa ou duas noites para deixar a sua participação (colaboração e empenho) naquele encontro? Ou não conseguiu? Nem se deu ao trabalho? Falta de tempo? Falta de inspiração?

4-Acusa-me de replicar aspectos apenas negativos fora de contexto! Pois quem está absolutamente descontextualizado é o colega, bem como tudo aquilo a que assistimos, pois foi exactamente esse o termo que usei perante a representante do PTE. No meu post nada distorço, pois relato rigorosamente o que vi e ouvi. Se calhar na sua sessão foi diferente…

Paulo! Você continua a pensar que todos têm o seu nível.

5-Quem lhe disse que chamar «caquético» ao 1º CEB é falta de classe e de respeito para com os colegas? Meu amigo, eu sou professor do 1ºCEB de formação inicial e por lá dei aulas durante 6 anos, o que deu para ver duas coisas: que não há nenhuma política de investimento neste ciclo, onde tudo é igual ao Estado Novo (daí o caquético), sendo que ninguém vê que este facto é o grande culpado do fracasso educativo português; por outro lado, temos o verdadeiro heroísmo dos professores do 1º CEB que vão estoicamente lutando contra este cancro e fazem autênticos milagres com os recursos e as condições de trabalho que têm. Espero que tenha percebido o que é respeito e admiração.
6-Para terminar, não se atreva a dizer-me o que eu devo ou não publicar na Net.

Não! Você deve continuar a publicar aquilo que entender. Mas não se iluda Paulo. 90% dos seus apoiantes aqui no seu blogue, tendo em conta as dores por que passam os professores, apoiarão qualquer “coisa” que você escreva contra a ministra, contra o Sócrates, contra o ensino, contra o país… e até contra os professores… que muitos deles nem repararam. Sabe?! Quando a cegueira é muita a malta até o próprio rabo pisa, pensando que está a pisar o do outro.
Continue. Você ajuda a esclarecer muita coisa.

Não pertenço a essa classe de professores amedrontados que no círculo de amigos dizem cobras e lagartos e na hora de enfrentar a realidade são os primeiros carneirinhos. O meu texto, caro colega, nada mais é que o retrato daquilo a que assisti e para o qual fui oficialmente convocado. Assumo tudo o que digo e continuarei a mostrar a minha indignação por esta onda de banalização e facilitismo na Educação acompanhada por ataques brutais à dignidade dos professores. Enquanto este Governo (ou outros) promoverem esta cultura de assassinato da Educação, jamais me calarei.

7 10 2008
Valdemar

Mas isto não me surpreende em nada.

A maioria dos professores são uns tachistas que estão na área do ensino porque tudo o resto falhou. Cantar e dançar, como macacos amestrados ao som do que lhes disserem para tocar, não é uma grande diferença. Desde que no fim do mês, lhes façam passar um cheque para as mãos. O futuro dos alunos? Do país? Que interessa.

Chamar corajoso a alguém que se digne a fazer passar cá para fora a palhaçada que foi a tal formação, é o mesmo que chamar herói a um canalizador que desentope uma sanita com um desentupidor de borracha. Julgo que ambos não fazem mais do que a obrigação, não sendo umas amibas acéfalas.

Os outros que dançaram e cantaram ao som da musica, são a imagem da classe no nosso pais. Vão dançando ao som de músicas que lhes tocam os sindicatos, o governo ou os próprios interesses. Neste caso, a hipótese, uma em duzentas, de ganhar um magnífico portátil infantil. As crianças? Quais crianças? Ah, os alunos? O futuro do país? Epá, mas é um “Magalhães”…

Porquê parar de mamar, se a teta ainda pinga?

O barulho em volta de uma mera ferramenta de consulta e de trabalho para os alunos, mostra o alarvismo das facções pró ou anti-governo. Uns masturbam-se mentalmente ao som da propaganda ao mirrado aparelho, os outros juram que é um instrumento do demónio, vindo directamente do inferno para possuir a alma dos impressionáveis miúdos, e dar, entretanto
votos ao governo, coisa que não é, de todo, o que esses que refilam, querem, claro.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra. E eu que pensava, quando era pequeno, que os professores eram-no por intermédio de superior inteligência, educação, e (pasme-se na minha ingenuidade, à altura), vocação.

7 10 2008
migalhães

“Intel e gente”…

7 10 2008
João Oliveira

Eu também estive numa sessão lúdico-pateta:

http://educar.wordpress.com/2008/09/20/o-magalhaes-a-formacao-2/

7 10 2008
7 10 2008
pjrcarvalho70

Ao Sr. Pedro Cabrita:
1. Este relato e este vídeo pretende, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE, mostrar o quão desenquadrada e descabida foi a sessão, atendendo aos objectivos que estavam traçados no programa. O resto, são palavras suas e não minhas!
2. Houve, sim, colegas que tiraram duas pendrives! Sejam meus colegas de profissão ou o Papa ou quem o senhor quiser, criticarei sempre tão lamentável atitude! Estarei errado? Se estou, quero continuar a estar!
3. Em 200 colegas poucos deveriam ser tão «lerdos» em Inglês como eu; agora, meu caro, não me peça que acredite que algum professor seja do que for, precise que uma tradutora diga «Olá, o meu nome é Sergei Antonov» ou lá como se chamava o russo!
4. Caso o colega não saiba, a plateia era constituída por Coordenadores TIC e quando uso o termo «jeitoso de informática» refiro-me aos mesmos, os quais não acredito que não saibam o básico da Informática e onde me incluo.
5. O seu preciosismo sobre o «speaker» é de mau gosto, caro colega!
6. Quanto às senhoras dos «States» o meu amigo acha que respeitá-las era concordar com a inutilidade do que apresentaram? Ora, por favor, não brinque comigo, nem me queira ensinar o que é respeito! E, já agora, o Burkina Fasso é uma metáfora que toda gente entendeu e nada tem a ver com as pendrives.
7. “…No final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia…”. Como me parece que o meu amigo não percebeu a frase, eu explico: é estranho como 200 pessoas que colaboram com inutilidades, aplaudem quem as aponta. Agora pergunto-lhe: O que tem isto a ver com humildade ou falta dela? Bem se vê que não me conhece!
8. “…Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo…”. Mais uma frase que não entendeu, mas volto a explicar: Sou o maior defensor dos professores deste país e a sua competência (em geral) sobra para que pudéssemos ter um bom sistema de ensino; o mesmo pudesse eu dizer dos outros agentes (políticos à cabeça). Agora, isso não invalida que esses professores pactuem com actividades (repito) completamente descabidas, no contexto para o qual fomos convocados.
Eu não gosto de protagonismos nem de ser único em nada, mas de facto não gosto de ser gato-sapato nas mãos de um governo que mais não faz do que espezinhar professores. Resta-me o meu blogue para opinar e é o que faço, assumindo todas as responsabilidades pelo que escrevo.
9. Não me venha dizer o que é construir, criticar positivamente, empreender ou outros chavões do género que nada têm a ver com este assunto. Repito que não ridicularizei ninguém; ridicularizei uma situação que achei completamente absurda e descontextualizada relativamente aos propósitos que eu esperava! Aliás, dê uma olhadela no vídeo cujo link acabou de ser colocado no comentário anterior a este pelo Sr. MF e diga-me o que pensa, atendendo a que foi produzido numa coisa chamada «sessão de trabalho com a INTEL».
10. Ainda assim, agradeço-lhe o contributo, pois a democracia é isto mesmo; debate de opiniões com moderação e elevação.
Um abraço
Paulo Carvalho

7 10 2008
pjrcarvalho70

Sr. MF

Ainda bem que descobriu mais essa pérola no youtube para provar a minha simples tese de que estas produções dos colegas (cuja qualidade não questiono) nada têm de pertinente ou útil num contexto de FORMAÇÃO de Coordenadores TIC para o Magalhães e ainda por cima enquadradas numa actividade chamada SESSÕES DE TRABALHO COM A INTEL.
Meus amigos, só não entende quem não quer!

8 10 2008
pjrcarvalho70

Ao Sr. Valdemar:
Sou um apreciador da forma metafórica como brilhantemente escreve. Contudo, confesso que já me enjoam esses discursos de lesa-professor. Já disse várias vezes no meu blogue que há tão maus professores como há de maus médicos, de maus gestores, de maus polícias, etc, ou de maus profissionais na área a que pertence e que desconheço. Apenas lhe asseguro que há muito menos maus professores do que maus políticos.
Cada professor deve ter a consciência do seu valor e profissionalismo. Eu tenho a minha e não lhe admito a si nem a ninguém que ponha em causa a forma como todos os dias zelo pelo futuro dos meus alunos e do meu país. Garanto-lhe que há alguém a dar cabo do futuro dos alunos e do país mas, meu caro, não são os professores.
Não me parece que não tenham sido professores portugueses a instrui-lo para escrever da forma como escreve, por exemplo, o seu segundo parágrafo e com o qual concordo em absoluto. Realmente fico assustado quando algumas pessoas me chamam corajoso e outras coisas heróicas por simplesmente manifestar a minha opinião.
Caro Sr. Valdemar, não embarque no discurso anti-professor só porque está na moda. Estes professores que protagonizaram estas descontextualizadas situações provaram serem capazes de produzir o que se lhes pede e, repito, apenas condeno o desenquadramento e o absurdo de tais actividades numa formação dita técnico-pedagógica sobre um computador.
Quanto à vocação, Sr. Valdemar, tem toda a razão. Hoje não há professores por vocação e sabe porquê? Porque nenhum professor comete hoje o masoquismo de gostar de um sistema de ensino onde está ridicularizada e desvalorizada a sua função e onde impera uma estúpida política economicista de castração de carreiras profissionais, piscando o olho às estatísticas, promovendo um ensino oco, facilitista, obrigando os professores a fabricarem palermóides com grandes percursos académicos sem saber ler nem escrever.
Sou, sim senhor, um acérrimo crítico deste governo, mas tenho lucidez suficiente para saudar o Plano Tecnológico da Educação. Mas por favor, não se limitem a trocar computadores por votos e a promover formações como esta. Antes do telhado, façam as paredes!

Paulo Carvalho

8 10 2008
pjrcarvalho70

Ao Sr. Pedro Silva:
Muito obrigado da parte que me toca, mas para me elevar tanto não precisava de ser tão deselegante para os meus colegas…
Por amor de Deus, meu caro, não brinque comigo! Parece que a assistência era constituída por criancinhas de 6 anos, caramba! Não! A assistência era constituída por COORDENADORES TIC que, segundo constava na convocatória, deveriam replicar a formação junto dos professores do 1º Ciclo. Pelos vistos o Sr. Acha que eu devo chegar às escolas do 1º Ciclo do meu Agrupamento e em vez de explicar à professora como funciona o portátil, quer per si, quer em rede e como pode e deve ser rentabilizado ao serviço do progresso educativo, deveria dizer-lhe para ensinar aos alunos o Malhão do Magalhães e a vida de marinheiro do Magalhães.
Meu amigo: a si e a todos repito pela última vez e calar-me-ei sobre este assunto: não se trata de nível, falta dele, ridicularizar este ou aquele ou outras, não! NÃO!!!
Apenas isto:
Jamais alguém me conseguirá provar a pertinência das actividades levadas a cabo naquela formação, atendendo ao objectivo de formar Coordenadores TIC sobre a utilização do famigerado portátil. Tudo o resto é falácia!!!

Paulo Carvalho

8 10 2008
pjrcarvalho70

Sr. Alípio Sousa:

Pela última vez: NÃO RIDICULARIZEI PESSOAS, MAS SIM SITUAÇÕES!

8 10 2008
Alípio Sousa

Meu Caro Paulo Carvalho

Fico com a ideia de que, aos poucos, você vai caindo em si.
Esse seu desejo de dizer e fazer coisas a par de uma capa de justiceiro que quer vestir à força, vão-lhe tirando algum discernimento.
Diz que não voltará a falar sobre este assunto. Mas gostaria do seu comentário ao seguinte:

“E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho….”

Deste “seu caro leitor”. Responda-me, se faz favor:

Você teve náuseas de quê?
De ver 199 profs. ( e não 200, como referiu, pelo menos você não mexeu uma palha, não esqueça), “…imbuídos naquela actividade com todo o afinco… onde muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã…”??
Foi disto que você teve náuseas, Paulo?? Do afinco dos “seus colegas”? Dos “seus colegas” terem trabalhado on-line (com hífen) pela noite dentro…? Foi isto que o deixou tão maldisposto, Paulo?
Então e vem-nos, armado em ingénuo (desculpe o destempero), dizer que não ridicularizou pessoas mas sim situações? Afinal quem protagonizou as situações? Quem produziu os “trabalhos”, que você, mais uma vez, e de uma forma insultuosa, procura ridicularizar colocando os TRABALHOS DOS SEUS COLEGAS entre aspas?? Você quer iludir quem, quando ridiculariza situações procurando, AGORA, retirar as pessoas do contexto?
Quando você ridiculariza o governo e a governação, deixa de fora o Sócrates?
Quando procura ridicularizar o ME e as suas medidas, deixa de fora a ministra?
Meu Caro.
Seja mais comedido e temperado nas suas críticas. A Acção de Formação terá sido algo pouco apelativo, destituído de valores que se exigiam, enfim, uma desgraça. Estamos fartos que isso aconteça.
Cabia-lhe, tendo em conta a extrema preocupação que revela pela sua profissão e pela causa dos professores, ter, APENAS, criticado a forma e o conteúdo, mas de uma forma construtiva, alinhavando uma ou duas ideias alternativas (que as tem que ter, salvo se as quer só para si) que contribuíssem para um melhor trabalho no futuro, deixando de fora os seus colegas cujos trabalhos (sem aspas) denegriu e ridicularizou.
E meta isso definitivamente na sua cabeça. Arrependa-se da forma como o fez. Acho que todos já lhe desculparam a intenção que, acreditamos, não teve. Aquele vídeo esteve a mais e falhou redondamente o alvo.
Você diz algures que pode até ser o Papa que emita uma opinião que não se escapará de uma crítica sua, se for caso disso. Que não se calará…
Ó Paulo..! Olhe que, por vezes, não há necessidade…
Por vezes diz-se mais calado, que elevando a voz.
Deixe os seus colegas em paz e concentre-se no que é essencial. Um melhor ensino, uma melhor educação, um melhor ministério… e melhores professores.

A.S.

PS
Já agora.
Já vi escrito noutro local, por quem lá esteve, que aprendeu algo mais. Está a ver? É tudo uma questão de nível básico, ou de partida, de conhecimentos. Nem todos têm o seu nível de conhecimentos, nem a sua argúcia.
E não deixe de continuar a conversar, como ameaça.
Não se zangue com as eventuais críticas que lhe façam.
É que se você for perfeito… estamos desgraçados…

8 10 2008
Zézé

Quero começar por dar os parabéns pelo post.

Não sou professor mas a minha mulher é (contratada e coordenadora de TIC) .
Também ela foi convocada para esta “formação” e a opinião foi exactamente a mesma, perdeu 2 dias numa “formação” completamente absurda e ridícula (atenção para que não haja duvidas estou a falar da formação) onde não aprendeu rigorosamente nada e a única conclusão que tirou foi que perdeu 2 dias de trabalho com tanta coisa que tinha para fazer (e não era pouco) e vai ter de perder mais uns poucos para aprender (sozinha) a utilizar e tirar partido do Magalhães.
Uma vez que vai ter de explicar e ensinar a todos os professores da sua escola como trabalhar com o Magalhães pergunto de que serviu esta formação ??!!?? não era suposto esta formação dar uma ajuda, ensinar, dar ferramentas de trabalho, explicar, tirar duvidas, etc, etc ?! Sinceramente não percebo!! Talvez ponha os professores todos a contar!!

Há coisas que para mim me fazem uma certa (muita) confusão esta foi uma delas, mas existem outras que me fazem tanto ou mais, como por exemplo por uma contratada como coordenadora de TIC. Tenho uma empresa e não me cabe na cabeça por à frente de um departamento uma pessoa que sei à partida que apenas vai trabalhar lá num prazo muito reduzido, onde sei que por muito boa que essa pessoa seja não vai dar continuidade ao trabalho, que quando ela se inteirar de todos os problemas e falhas que possam existir não vai ter tempo de os resolver e no ano a seguir a pessoa que a vai substituir irá ter o mesmo problema. Tenho sérias duvidas que desta forma as coisas resultem mas quem sou eu para duvidar desta e outras politicas que se adaptam, não é verdade!?!?

Já agora deixo aqui a minha estupefacção quando a minha mulher (no ano passado) depois de vir de uma reunião me pergunta assim:

-Sabes qual é a taxa de aprovação que eu tenho de ter na minha disciplina? (isto com uma cara de espanto, nervosismo, medo, revolta, etc etc)

(eu) – taxa de aprovação ?!?!?! que raio de mer.. é essa?!?! como podes ter uma taxa seja do que for no início do ano?!?!?!

…. (silêncio)

– 100% …. (silêncio) …. Se não tiver esta taxa posso ter problemas

Alguém me consegue explicar isto?!?
Já agora este ano teve a mesma reunião com o mesmo resultado em escolas diferentes

O resultado desta e outras politicas vão ser o futuro de Portugal, vão ser os futuros eng., médicos, gestores… políticos (se estes já são maus imaginem no futuro)

8 10 2008
Pedro

Zézé

Apenas uma informação. Não leve isto para o confronto de ideias. Não é o local, nem a oportunidade.
No Canadá, que não é um país do 3º Mundo, antes pelo contrário, bastante avançado no sistema de ensino (tenho conhecimento local da realidade), não há reprovações.
Ou seja; a taxa de sucesso é de … 100%.
Claro que os alunos que revelam dificuldades têm apoios de vária ordem, que não são disponibilizados em Portugal com a mesma dimensão. Mas todos transitam de ano.
Ou seja; o Canadá entende que a reprovação é uma medida que não traz qualquer valor acrescentado para o aluno, para o sistema, ou para o país.
Não sei. Mas talvez seja tempo de colocarmos de parte esta nossa fixação na reprovação do aluno, como um instrumento, que, valha a verdade, não constrói, não educa e nos deixa sempre a dúvida de quem é a culpa; se do aluno, se do professor, se do sistema.
Ainda não tenho uma opinião firmada sobre o assunto.
Mas com medidas acertadas e eficazes que conduzam à resolução das dificuldades daqueles alunos problemáticos (que não será com uma, duas ou três reprovações que se tornarão melhores alunos) não sei se a resultante não seria bem mais positiva. Bem, os canadianos, pelo menos, já não têm dúvidas.
A questão, meu Caro.
A questão está na implementação do chamado ensino profissionalizante, que parece agora com algumas pernas para andar, o qual irá absorver estes alunos em determinada altura da sua formação académica, retirando-os da área essencialmente intelectual, onde, naturalmente, muitos, ou quase todos, os que referenciam sintomas problemáticos, não albergam as necessárias capacidades, ou vocações (chamemos-lhes assim), para uma vertente de ensino que pouco lhes diz.
Sabe qual foi o maior erro político/educativo deste país democrático? Admitir que todos tinham direito a um canudo, todos tinham direito ao DR.. O que todos têm, de facto, direito é a uma educação/formação compatível com as suas potencialidades, que é algo bem diferente.
A ver vamos…
Entretanto não exclua nada que lhe pareça absurdo.
Porque absurdo tem sido algum, ou muito, do ensino que temos tido, ou vamos tendo.
Aceite o meu abraço.

Pedro

8 10 2008
Alberto de Almeida

Caríssimo, há muito que não dava umas gargalhadas tão sonantes!!! Não, não estou, de todo, a brincar convosco (prof’s) … se não fosse dramático, era mesmo para rir a bandeiras despregadas!!
Parabéns pela cruzada que me parece ter encetado; vós constitueis uma classe cuja dignidade tem sido mais que achincalhada (como outras, nesta espécie de país) e necessitam de uns abanos fortes para que despertem de um certo torpor que me parece ter-vos afectado (a alguns, diga-se)- aliás, Portugal está entorpecido da cabeça aos pés…

Receba um abraço de coragem pela frontalidade e por me ter feito arrancar meia dúzia de gargalhadas!!!

Alberto

8 10 2008
maria botte

inacreditável……!

8 10 2008
Ana Martins

Boa tarde,

Sou jornalista da Sic e estou interessada em fazer uma reportagem sobre a experiência… acima descrita.

Caso esteja interessado por favor responda para o seguinte e-mail: anamartins@sic.pt

Cumprimentos,

Ana Lúcia Martins

9 10 2008
António Oliveira

Olá,
ao contrário de ti, gostava de ter estado presente!
Já agora, sabiam que serão os profs do 1º ciclo que tem que introduzir os dados e assumirem a responsabilidade pelos dados fornecidos pelos encarregados de educação?
Bem, adiante…

9 10 2008
pjrcarvalho70

Ao Sr. Alípio Sousa
O Senhor pode entender aquilo que bem lhe apetecer.
O Senhor pode continuar a exercer este papel de advogado dos colegas que diz terem sido denegridos e ridicularizados por mim, mas de uma coisa pode estar seguro: ninguém, numa democracia, está imune à crítica e mantenho a minha opinião que os colegas se deveriam ter insurgido contra o descabimento daquelas actividades. Não coloco em causa aquilo que produziram; eu não faria melhor! Mas quando falo em «circo» ou noutras metáforas, a minha intenção é apontar única e exclusivamente o rotundo absurdo que aquilo constituiu, atendendo a que se tratava de uma sessão de trabalho com a Intel, cujo objectivo era formar Coordenadores TIC para operarem técnico-pedagogicamente com o Magalhães! Essa descontextualização é que me causou náuseas, entende?
O temperamento das minhas críticas, sou eu quem decide; elas são reflectidas e por elas me responsabilizo. Eu que sou um acérrimo defensor da classe docente que temos, que tanto me tenho insurgido contra os alarves que nos mancham a dignidade, não posso, no entanto, deixar de criticar alguma passividade e subserviência a que assisto por parte de alguns professores. Asseguro-lhe que 99 % dos colegas que advoga, concordam comigo nas minhas apreciações; no entanto, preferiram alinhar calma e ordeiramente naquelas inúteis actividades, olhando ao contexto que se inseriam. A única diferença entre mim e eles, é que eu não consigo disfarçar quando estou incomodado com algo que julgo desagradável, impróprio e, muito menos, ridículo.
Que fique claro como água, que rejeito qualquer crítica de auto sobrevalorização ou de diminuição dos colegas; sou um simples professor como outro qualquer, que tento cumprir o meu trabalho o melhor que sei e posso e preconizo os valores de ética e respeito que os meus pais e a minha formação me transmitiram.
Não me arrependo de nada que escrevi e mantenho a minha crítica contundente à completa descontextualização daquelas actividades e à forma como os colegas a elas aderiram.
Vou terminar usando uma frase sua: «A Acção de Formação terá sido algo pouco apelativo, destituída de valores que se exigiam, enfim, uma desgraça. Estamos fartos que isso aconteça.».
É isso, caro Alípio! É exactamente isso! Tudo o resto é acessório e o meu amigo pode entender da forma que lhe apetecer. Se toda a gente presente tivesse em mente esta frase, talvez não fossem precisas metáforas nem aspas!

Paulo Carvalho

9 10 2008
Carlos Gomes

Apesar de não ser professor (ainda sou estudante) concordo em tudo o que o Srº disse. É inacreditável a falta de raciocínio e caracter moral que há neste país.

9 10 2008
tiagoamaralcarvalho

Só visto, é mesmo uma vergonha. Estão a brincar com o tempo das pessoas.

9 10 2008
maria teresa

Kafka ao pé disto… é uma brincadeira de crianças!!!!

9 10 2008
Alípio Sousa

Caro Paulo Carvalho

Não vou incomodar mais a sua consciência.
Vejo que insiste na dificuldade em assumir, na sua plenitude, as asserções que deixou.
Só lhe pedia um breve exercício de inversão de posição.
Você é agora um dos tais colegas que se esmifrou noite dentro (e caramba, parece que foram quase todos) e lê, dirigido a si, o seguinte:

!… O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair…”

Sente-se bem por o seu empenhamento ter chegado às náuseas de um seu colega…?

Muito bem, Paulo. Ficamos por aqui.
Mas deixe-me dizer-lhe: no futuro você vai ter mais cuidado nas críticas que faz aos seus pares. Estou certo. É uma aposta.

E não se zangue.
É como você diz: “…ninguém, numa democracia, está imune à crítica …”.

A. S.

9 10 2008
camarao

LOL…

Nenhum professor se queixou da formação, mas ficaram todos ofendidos quando os chamaram carneiros.

O problema, Paulo, é que não percebeu que pelos vistos há Coordenadores TIC só de nome e que mal sabem ligar um PC.

9 10 2008
Isabel

Colega
por amor de Deus com tanta fome nas escolas quem poderá pensar hoje em dia em Magalhães ou como dizem certos pais no Guimarães. Na minha escola os mais necessitados foram os primeiros a pedir o dito Magalhães.
Por favor colegas comecem a pedir, ou melhor a exigir que os nossos pais ganhem o suficiente para poderem dar de comer aos seus filhos e deixem – se de demagogias baratas.

9 10 2008
Oliveira Marques

Apenas 1 desbafo!….
Perante tudo o que li…..uns defendendo o Governo que temos…outros refilando porque se sentiram “ofendidos”…….cada vez tenho mais orgulho em ser Salazarista!…..pelo menos, “naquele tempo”…… a carneirada não palmava pens, não ía para apresentações dançar o “bailinho”….e toda a gente sabia, EXACTAMENTE, quais os limites em que podia viver!….Hoje….diz-se que vivemos em democracia…..mas….continuamos com os comissários” politicos, o faz-de-conta que que se tem livre expressão (desde que não se diga mal) ….. e um dia destes……. vamos lá malta do PS e PSD (k nos tem governado desde do 25A)…coloquem também na auto-avaliação o vosso nº. de filiação!….É bonito e fica bem!…….Ah…. já agora kero dizer-vos k tenho 29 anos como professor……

9 10 2008
AMCL

Sr. Paulo Carvalho, não sou professor, nem nunca fui. Desempenho no entanto funções de informático num grupo de empresas, sem nunca ter sequer ter tirado nenhum curso de informática. Posso dizer que trato os computadores por tu… seja em que contexto for (hardware software, programação), embora exista sempre algo que nós não sabemos, e que outros nos podem ensinar. Isto para dizer que defenitivamente, fiquei estupefacto com a “suposta” acção de formação de que os professores convocados foram alvo, isto porque eu, “um zé ninguém” dou sempre que é necessário formação a pessoas, algumas destas com “canudos”, e bem graduados dentro da área, e nunca me passaria pela cabeça, sugerir sequer, a essas pessoas tais barbaridades. Teatro? Cantar? Decididamente os professores que se deslocaram (perderam tempo) para a acção de formação, tiveram tudo menos uma acção de formação. Ressalvo aqui o papel da Microsoft, que como sempre faz juz ao seu nome e fama. É triste a situação em que a classe de professores actualmente se vê. É lamentável a contínua castração do intelecto de quem quer aprender, pois atingindo-se os professores indubitavelmente atingem-se os alunos, pena que os nossos governantes não percebam isso (ou será que percebem?), enfim…
Desde já o congratulo pela forma como opinou, a meu ver, bem demais, para infelicidade de muitos e esperança de tantos outros.

Aqui deixo os meus melhores cumprimentos

10 10 2008
Marta

Estou chocada:

1º – Pela situação relatada. Sou professora e estou habituada a participar, como oradora e como assistente em congressos, seminários e sessões de trabalho. Nunca pensei que pudesse haver propostas de trabalho tão ridículas.

2º – Pela incapacidade dos participantes em recusar-se a realizar tais tarefas. Como é que alguém se deixa rebaixar tanto? Já sabia que existiam professores tontos e que não percebessem inglês, mas não fazia a ideia de que pudessem ser tão submissos e com tanta falta de espírito crítico.

3º – Pelos diversos comentários que li em defesa da dita “jornada de trabalho”. Como é que se pode ser tão pobre de espírito? Isto apenas demonstra que são pessoas pouco ou nada habituadas a participar em eventos sérios, produtivos e dos quais resultam conclusões práticas de importância relevante. A ignorância paga-se cara…

As americanas que pensavam que vinham a um país do 3º mundo tinham, afinal, razão! Essas é que estavam certas!… Em nenhum país desenvolvido se assistiria a tal “produção”.
Quanto aos autores das cantigas e teatrinhos, bem como os seus defensores, uma palavra apenas: CUIDADO! É que este tipo de gente também vota…

Cumprimentos ao Paulo Carvalho, que felizmente tem a mente aberta para se conseguir pôr à margem da carneirada.

10 10 2008
Paulo Ribeiro

Também fui um dos professores contemplados com a referida acção de 2 dias… só queria anotar a cena mais cómica do encontro (que pelos vistos ainda ninguém comentou)… COMO É POSSÍVEL uma das “reformadas” vindas dos states, “funcionárias” da Intel, escrever um link com espaços entre os caracteres! Foi projectado em tela gigante algo do género: “www. e escola.pt”… o processador da senhora seria um 286? Sem Turbo!!! Ah… deve ser cozinheira da Intel 🙂

10 10 2008
JOSÉ SANTOS

COMO É FÁCIL ENGANAR AS CRIANCINHAS!!!!

COMO É FÁCIL ENGANAR OS PAIS DAS CRIANCINHAS, QUE SE TIVEREM VERGONHA, VÃO DEVOLVER OS “MAGALHÃES” AO MINISTÉRIO E SE POSSÍVEL, PESSOALMENTE, À MINISTRA LURDINHAS!!!

MAS INFELIZMENTE, UMA GRANDE PARTE DESTES PAIS, NAS ELEIÇÕES, VÃO BATER PALMAS, ISTO É, DAR VOTOS A ESTES ALDRABÕES…

O POVO PORTUGUÊS, DEVE DESTA VEZ, TER VERGONHA DO GOVERNO, QUE ALGUNS, ESCOLHEU… (EU FUI UM DELES).

10 10 2008
Maria do rosário vaz

Tristes de nós que temos o país que temos e não somos capazes de o contestar.
O que o colega convidado para a sessão de formação do “Magalhães” nos relata é a prova de que os professores se têm deixado enxovalhar uma vida inteira e, por isso, as coisas chegaram ao que hoje vemos. O Ministério da Educação sabe com quem se mete.
Colegas, atenção, o sentido crítico é uma coisa indispensável. Cumpram para poderem exigir, mas não sejam mais papistas do que o Papa!

10 10 2008
Nocas

Parabéns colega Paulo, a tua redacção é explêndida. Tens o mesmo tom sarcástico que eu uso a falar e a escrever sobre a palhaçada em que se tornou a operacionalidade desoperativa deste ME. Continua.

11 10 2008
hiperbato

O mais engraçado é que apesar de contrariados, comportaram-se como bons “meninos” e fizeram a música.

Subservientes duma figa. Já não há orgulho próprio em Portugal.

11 10 2008
Mário Gonçalves

Creio que está tudo a condizer. Será que merecemos melhor ?

11 10 2008
Moriae

… não percebi

recebi isto lá no meu canto: indigena deixou um novo comentário na sua mensagem “e-lá!!!”:

http://br.youtube.com/watch?v=nCBrqM2rz8I

https://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%c2%abmagalhaes%c2%bb/#comments

cumprimentos,
m.

12 10 2008
JP.Filipe

LOLOLOLOLOL … Nããããããããão .. ah ah ah ah ah
oh pah isto tem de ser mostrado na TV. A sério …
Qualquer jornal nacional da SIC ou TVI dava o co*hão esquerdo para falar disto ..
Ainda não acredito no que li … ainda não lolololol

12 10 2008
Gil

Uma autêntica palhaçada foi o que foi! Infelizmente ainda há cidadãos estrangeiros que pelo facto de virem trabalhar para Portugal, pensam estar a ensinar um cambada de incompetentes.
Por isso é que se formam os melhores engenheiros elecrotécnicos da Europa na Univ. de Aveiro ou quando começarmos a ser hackers vistosos talvez haja algum respeito pelo tuga.

12 10 2008
gamalhães

Óh gama óh que linda gama
Óh gama da oliveiga
O teu pague é o mais lindo
Que and’aqui na goda inteiga

12 10 2008
bregalhães

Permitam-me resumir matemática e metaforicamente:
E=mc^2
A energia em assunto resulta do produto da massa popular pela velocidade ao quadrado do efeito surpresa!
Quem poderia imaginar que o piiiii (favor subentender o que a vossa subjectividade associar a inqualificável) iiiiior iria acontecer?
Aqui entra a capacidade – que não me surpreende mas entristece por ser rara – de antecipação das e nas mais variadas situações… Uma espécie d’a ocasião faz o ladrão, mas ao contrário. Vou mais longe: agora, claro, não funciona… já passou… mas se os intervenientes na triste e involuntária “bregalhães”, repito e note-se, involuntária, induzida mas sempre involuntária, tivessem sido confrontados com a realidade que os esperava, acredito que a maioria teria de alguma forma evitado mais ou menos proactiva ou preventivamente tão medíocre resultado para tão nobre objectivo – obviamente que alguns limitar-se-iam a simplesmente evitar estar presentes…
Estou completamente solidário com todos sem excepção, mas não posso deixar de acrescentar que com mais PCs* a história teria tido um final mais feliz para uns e menos feliz para outros… como sempre…
*PCs: não são Personal Computers nem Partidos Comunistas, são mesmo (Paulo Carvalho)s; posso ainda traduzir Personal Computers para computadores mas ainda podemos pedir aos Intel e gentes para mandarem os senhorres russos trraduzirrem :OD

13 10 2008
M.L.

Caro Colega
Infelizmente é o país que temos. Não me espanta a palhaçada política, o que mais me entristece é não conseguir compreender minimamente a atitude dos professores. Sou profesasora há 22 anos e embora adore ensinar e consiga ter um óptimo relacionamento com os alunos, sinto vergonha de pertencer a uma classe que está disposta a fazer palhaçadas com um objectivo (!) que não consigo entender…
M.L.

13 10 2008
Aline

É bom que estas coisas sejam divulgadas… embora ainda não sejam o suficiente pois a opinião pública (leia-se “papás, mamãs,…”) estão convencidos que isto do Magalhães é mesmo a sério e é a solução para todos os problemas dos seus meninos. Aliás, a este ritmo, qualquer dia já nem precisam de aprender a escrever à mão… E então se os próprios profs alinham nisto…
Haja alguém ou algo que lhes abra os olhos, para bem de todos nós…

14 10 2008
Ricardo Castel-Branco

Gostaria somente de fazer um pedido a todos os que presentes, ausentes, concordantes e discordantes, nas, e com as acções de formação relativamente ao Magalhães…
Ajudem as nossas crianças a pensarem pela sua cabeça. Exijam delas a sua opinião.
Como professores, mais do cantigas, líricas ou outras, ensinem às crianças a importância de se manifestarem e de participarem nas decisões que os afectam.
O futuro depende disso, e as próximas gerações vão decerto ficar-vos gratos.
O Magalhães e outros artefactos são “fait-divers” quando a qualidade do professor é uma realidade.
A minha professora usava o quadro de giz, e conseguiu imprimir na grande maioria da turma, uma vontade de aprender e um espiríto “crítico” que nos levou sempre mais à frente, e que nenhum Magalhães pode substituir.
Acima de tudo garanto-vos uma coisa…
…Coloquem um ser pensante em frente de uma máquina que passado algum tempo ela não terá segredos para ele.
…Coloquem uma máquina à frente de quem não sabe pensar, que passado algum tempo o próprio se transformará numa máquina.

Nota de roda-pé: Um pequeno esclarecimento de não somenos importância… Magalhães, ou melhor, Fernão de magalhães não tem qualquer relação com “Adamastores” nem com o cabo Bojador (África).
Fernão de Magalhães foi o impulsionador da primeira viagem de circum-navegação (qua aliás foi financiada pela coroa Espanhola após a recusa de D. Manuel), que atravessando o Atlântico e seguindo para Sul ao largo da costa do Brasil, Argentina e Chile, atravessou o chamado “Estreito de Magalhães” para o pacífico, evitando assim a passagem pela “Terra do Fogo” e a obrigatoriedade de dobrar o sempre tempestuoso “Cabo Horn”.
Após diversas dificuldades. Magalhães veio a falecer vítima de envenenamento por “curare”, provocado por uma seta envenenada durante o desembarque nas Filipinas.
Foi o seu imediato na expedição, Sebastián D’Elcano que terminou a viagem.
O mais interessante… é que tudo isto foi feito sem computadores!!!!

Bem hajam os aventureiros e pensadores livres

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_de_Magalh%C3%A3es

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_horn

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Magellan%27s_voyage_PT.svg

14 10 2008
MCF

Já lá dizia o outro:
“Desde que vi um porco andar de bicicleta, já nada me admira!!!”
Estou como ele…

14 10 2008
Rui Trindade

O que eu quero é que o meu filho passe de ano! Se assim não fôr, a culpa é dos professores, pois são pagos para ele aprender. Viva este governo!

14 10 2008
ondamarela

Muito bom!!

14 10 2008
Vasco da gama

Quase tão espantoso como o relato que nos faz (bem haja) e com o vídeo que o documenta são os comentários bacocos de gente que aqui vem defender o indefensável, chamando a esta fantochada nomes pseudo-técnicos extraídos do jargão do pedagogês. Não perca tempo a comentá-los, Paulo: não passam da continuação do que se vê no seu you tube. As imagens já dizem tudo. Enxerguem-se, porra!

14 10 2008
Natália Rosa

Natália Rosa

Caro Colega

Realmente a história do “Cagalhães” vem realçar a ideia que eu já tinha desta treta toda que é o nosso ensino hoje. Pensei que só as crianças é que acreditavam no Pai Natal. Só estou para ver a palhaçada que isto vai dar no dia em que entregarem esses brinquedos!! O pior disso tudo é que o Governo está a fazer propaganda à custa dos professores.

14 10 2008
Filipe Afonso

Antes de mais muito obrigado, jamais saberia o que acontecera caso não fosse o seu brilhante relato. Apraz-me saber que ainda existe escrúpulos pelos que servem a coisa pública. Houvera mais com esta coragem de dizer verdade e não seríamos um país de covardes!

14 10 2008
Gaspra

Boa Noite,
parabéns pelo blog e queria dizer que soube dele pela rádio. Respeito muito os professores porque sou aluna universitária e já tive muitos professores e aprendi muito com cada um deles. Sei o quanto é esgotante ser professor porque sempre fui o tipo aluna bem comportada e assisti do lado de fora o que os “perturbadores de aulas” fazem(ex:arremessar cadeiras pelo ar) e os professores a permanecerem calmos. É uma profissão que nunca executaria e agradeço que haja pessoas dispostas a tal aventuras.

Quero dizer que a primeira coisa em que pensei quando ouvi e agora li o seu texto, que aquilo só podia ser uma burla, que enquanto vocês estavam nessa sala, as fechaduras dos vossos carros deveriam estar a ser violadas e as contas bancarias acedidas. Ou então, era um esquema do Ministério da Educação para vos distrair enquanto colocavam alguém no vosso posto.
Espero bem que nada disto tenha acontecido ou até se calhar preferiria porque significaria que o ministério não tinha descido tão baixo ao ponto de andar a ridicularizar os seus profissionais, mas sim os nossos burlões teriam ficado mais sofisticados ao ponto de nos burlar com as novas tecnologias e também o ministério mais sorrateiro.
Continue o bom trabalho.

14 10 2008
Rocha

Sera que vao aproveitar os videos para a campanha eleitoral nas proximas legislativas ?
Coragem ! Critica e indignacao tambem podem ser construtivas.

15 10 2008
Carlos Rebola

Já são cantigas a mais para um “Magalhães” que pelos vistos, há muito tempo nasceu nos “Steits” também já deu a volta ao mundo e que agora chegou a Portugal e ficou português do “malhão” pelos vistos.
Lembro-me daquela notícia “Cavaco oferece telemóvel português a Juan Carlos” mas não me lembro de ver o tal telemóvel português no mercado.

Que as tecnologias sejam postas ao serviço das pessoas, o contrário não me parece correcto.

15 10 2008
pjrcarvalho70

Olá a todos os leitores e comentadores do meu blogue!
Apenas para dizer que estou estupefacto com a divulgação deste meu post, que não passa de um relato de um acontecimento cujo conteúdo me pareceu completamente desadequado relativamente ao que deveria ter sido; o resto é secundário, ainda que bem real!
Tenho sido contactado por diversos órgãos de comunicação social, casos da Antena 1 e da revista Sábado que fizeram noticia do meu blogue, mas aqui repito o que lhes disse: a atitude dos meus colegas, para mim não me interessa, apenas a relatei e cada um assuma a sua postura. O que é importante destacar é a inutilidade daquela formação e aquilo em que aquelas 3 senhoras transformaram as «sessões de trabalho com a Intel!».

Quero aqui deixar claro que estas minhas críticas não são à toa nem procuram protagonismo; longe disso! Procuram manifestar a minha opinião que, sendo genericamente favorável ao Plano Tecnológico da Educação, vai contra esta linear troca de computadores por votos, com pouca ou nenhuma aposta na formação e antes, sequer, de dotar as escolas de meios tecnológicos, essencialmente redes e servidores, para que se possa retirar todo o partido dos computadores, e para que estes não se transformem (que é o que parece vir a acontecer) nos meros brinquedos de jogar para trazer na mochila.

Paulo Carvalho

15 10 2008
pjrcarvalho70

Apenas dois comentários a comentários:

1
Muito obrigado pela pérola que nos deixou Sr. Ricardo Castel-Branco! Se razão pagasse imposto, o Senhor estaria cheio de carimbos!
Sem brincadeiras: o meu amigo tem uma visão absolutamente espantosa da Educação. Acredite que se todos pensassem como o Senhor, os «magalhães» e outros «fait-divers» como brilhantemente os apela, não passavam de meros acessórios electrónicos ao serviço de seres pensantes e pode estar certo que todos seriam bons: os alunos, os professores, o sistema e até os políticos se sentiriam envergonhados e teriam de fazer também um esforço suplementar para serem bons!
Bem haja pelo seu contributo!

2
Caríssima Gaspra:
Tenho a certeza que se os alunos fossem iguais a si não era preciso avaliações de coisa nenhuma e teríamos um ensino finlandês!
Agora pergunto-lhe: acha que nos tempos de hoje a sua professora seria bem avaliada por si? E pelo seu colega que atirou as cadeiras pelo ar?
Deixo aqui esta reflexão no ar!
Muito obrigado pelo comentário!

Paulo Carvalho

15 10 2008
Ricardo

?!? ai que raio!! Que vergonha………..

15 10 2008
Ricardo

Ho xor Pedro Cabrita, é preciso virem 3 senhoras da intel para pedir a 200 professores que façam uma musica!?!? PALHACADA!! E de que serviu a actividade?!? Publicidade… Mas ainda nao sabem que o Magalhaes se vende à 2 anos no e-bay, e que a versao portuguesa é a segunda versao, so muda mm a capa. E que originalmente foi construido por ser um computador para o terceiro mundo?

haaaaaaaaaaaa e estou_me literalmente borrifando para comentários do genero que isto se escreve assim ou assado e bla bla bla erros ortograficos

15 10 2008
Ó Malhão… Magalhães! « +Lapas

[…] Vejam.. é de partir o cuco….  a chorar! […]

15 10 2008
Fernando

Não sou Professor. Mas respeito muito a profissão.
Afinal o que seria da sociedade sem “aqueles que ensinam”?
O problema reside no facto destes se dividirem, na minha modesta opinião, em três grupos bem distintos. A saber: os que já estão quase na reforma e que ao pensarem que já falta pouco não aderem à verdadeira causa nem querem aborrecimentos. Os que agora estão a iniciar a carreira e que dão tudo o que possuem e o que não possuem por um lugar ao sol. E, finalmente, os que ainda vão a meio da caminhada, como a minha esposa, e que se imaginam impotentes para combater os outros dois grupos. Mas não pensem que se trata de uma missão impossível. O importante, mais uma vez na minha modesta opinião, e até porque vejo o quanto ela trabalha e quanto traz para casa ao fim do mês, dizia, o importante é manterem-se unidos. Não digo unidos em deslocações infrutiferas cuja guerra acaba sempre por ser vencida pelo poder central, digo unidos, por exemplo em serem capazes de cumprir o horário de trabalho (as 35 horas semanais) sempre dentro da escola onde leccionam, de forma a não trazerem trabalho para casa, que tanto vos obriga a gastar tempo como resmas de papel, toners de Laser, tinteiros das Inkjet, energia eléctrica durante a noite, e todo um conjunto de recursos que os lares dos professores DÃO ao ME sem qualquer tipo de retorno que não seja a imagem de não fazer nada que a ministra se encarrega de transmitir nos média.
Pensem. Vão TODOS para a escola AO MESMO TEMPO. Solicitem ao Executivo as condições para que possam exercer a vossa profissão. Quando vos perguntarem “O que estás aqui a fazer?” respondam “Então não é este o meu local de trabalho?”. Afinal, Professor não se limita a leccionar. Também necessita elaborar enunciados, corrigir testes, lançar notas, fazer actas das reuniões, participações / missivas aos encarregados de educação, justificação de notas inferiores a 3 (???) e todo um conjunto de documentos que todos conheceis melhor do que eu.
UNAM-SE, mas façam-no com pragmatismo. Encham as escolas com a vossa presença. Mostrem ao mundo que não há, e muito dificilmente haverá, condições de trabalho nas escolas. E que este ministério vos está a exigir resultados sem dar condições de trabalho. E que para além disso gasta uma parte elevada do seu tempo a denegrir a vossa imagem.
E que ainda por cima faz publicidade fraudulenta.
Gostei do que li sobre estes eventos relacionados com o Magalhães, o computador que não necessitou de concurso público para que a sua assemblagem fosse adjudicada à JP Sá Couto, empresa que está, supostamente, envolvida num esquema de carrossel de IVA, tendo, supostamente, lesado o Estado num montante razoável, assunto que está a ser dirimido em tribunal.

15 10 2008
Pedro

Segundo fontes da Intel, os próximos Magalhães, chamados “Socratães”, terão como brinde uma pandeireta em vez de uma pen drive.
Não consigo compreender como é que uma empresa com a dimensão e o prestígio da Intel, num projecto desta natureza e impacto, faz uma palhaçada dessas. Nos protocolos assinados com o ministério devem ter ficado acordadas estas acções de formação, que custam dinheiro e que provavelmente a Intel se está borrifando porque o negócio já está feito. Se calhar é preferível e mais barato contratar essas majoretes que dormem numa banheira de formol, provavelmente vindas directamente do “Al Garve” dos programadas para os hotéis da 3ª idade, a dar uma perninha e animar a malta.
Resta é apurar de quem é a responsabilidade do programa. 90% não está a cargo da Intel ? Então 90% será da responsabilidade deles. Pelo menos em termos de conteúdo. Será que quem acompanha os eventos por parte do ministério ou do organimo competente faz a mínima ideia de qual devia ser o conteúdo ?
Por outro lado, não entendo como é que um coordenador de TIC precisa de ir a uma acção de formação de dois dias sobre o magalhães… Não é suposto que o coordenador de TIC tenha conhecimentos de informática ? Se assim não é, não é esse um ponto muito mais importante a modificar ?
O Magalhães tem, tanto quanto sei, dois sistemas operativos e dois pacotes de produtividade associados, um para cada. Dois dias para aprender a trabalhar com tudo isto, partindo do princípio que a experiência do interveniente é pouca ou nenhuma, não me parece que dê para grande coisa. Se calhar foi mesmo melhor dançar o malhão… Não é muito melhor pintar as fachadas e deixar o interior a cair ? É que os turistas só vêm de fora.
Com tanto dinheiro envolvido e tanta acção de formação presencial, luzes e neons, não seria muito mais interessante criar um sistema de e-learning, com conteúdos de apoio aos programas leccionados em que o seu início poderia ser aprender a utilizar o magalhães, assistido quer pelos coordenadores quer pelos próprios professores, encarregados de educação e eventualmente alunos ? Em sessões de divulgação públicas ou algo semelhante ? E cujos conteúdos ficassem disponíveis para consulta futura ? E que de facto houvesse uma maior preocupação com a “rentabilização” do magalhães existindo conteúdos acessíveis a todos ? É que eu posso dispender 40 ou 60 euros para os meus dois filhos terem acesso aos conteúdos através de um site de e-learning de umam editora, mas os outros pais todos podem ? E quantos deles sabem ajudar os filhos de 6 e 7 anos nisso ? Podíamos estar aqui o dia todo a falar sobre o Magalhães & al, é um EXCELENTE passo, mas que deve ser acompanhado de muitas outras acções.
Quanto aos professores e tentar generalizar uma classe com tantos profissionais é como negar que sejamos… indivíduos…

Para terminar, vergonha para a Intel por promover uma acção de terceiro mundo, vergonhosa e insultuosa. Porque a Intel é uma empresa de top, com milhares de profissionais qualificados e com fortuna suficiente para, em caso de escassez de recursos, contratar uma empresa de formação para estas acções e apresentar um trabalho de qualidade.

15 10 2008
15 10 2008
Manuel Rocha

É deprimente e indigno.

Mas cabe dizer que, se foram tão poucos os colegas presentes que se rebelaram contra esta palhaçada (pelo que sei, acontecida pelo país todo), compreende-se melhor os maus resultados obtidos na educação das nossas crianças. Com esta mentalidade de “carneiros” como esperam que lhes tenham respeito? Com esta “pobreza mental”, como poderão ensinar a pensar, a ter espírito crítico, a sentir a curiosidade e o prazer de aprender e saber?

Seria de esperar, penso eu, que, perante tal proposta de actividade, os colegas se levantassem e saíssem para fazer algo mais útil.

Sinais dos tempos?

15 10 2008
ocritico

Sr. Professor Paulo Carvalho, gostaria apenas de lhe deixar alguns pensamentos de quem esteve presente nessas jornadas de trabalho.
Em primeiro lugar o sr. Professor critica com bastante veemência as referidas sessões, mas não apresenta 1 única alternativa.

As mesmas foram constítuidas por diferentes sessões, que contemplavam a apresentação de diversos conteúdos que serão essenciais para a utiliação do Magalhães – Segurança e Colaboração, e contextualização na sala de aula, além da Caixa Mágica e da Microsoft.

Foi precisamente para tentar mostrar uma actividade de trabalho para miudos de 6 anos que foi pedida a participação de grupos de professores para a criação de algo que tentasse relacionar vários temas e que puxasse pela criatividade de cada grupo. O sr. Professor (deve ser cansativo ter que puxar pela cabeça, é preferível pegar no manual e desbobinar a matéria) deverá ser contra este tipo de actividades na escola, que obriguem os alunos a pesquisar, criar e apresentar (competências essenciais para se evoluir no competitivo mercado de trabalho actual). Não tenha qualquer dúvida que os míudos que forem estimulados a participar em actividades como estas, terão apreendido conceitos que lhes serão essenciais no futuro.

Para si já não seria criticável, que chegassem ali uns senhores de fato e gravata e lhe pusessem umas dezenas de powerpoints à frente, falassem durante 2 ou 3 horas e no final agradecessem. Assim não teria que ser criativo e aprendia muito mais concerteza. Concerteza ia para casa a pensar, estes gajos sabem mesmo disto… (Mas o que é que o senhor ficaria a saber?)

Além do mais esta jornada de trabalho, serviu essecialmente para dar um primeiro contacto com o Magalhães a todos os coordenadores TIC, pois eles irão desempenhar um papel essencial no suporte dos seus colegas do 1º ciclo, ou seja, todos aqueles professores que estiveram presentes puderam durante 2 dias utilizar o referido equipamento, conhecer as suas características e explorar de alguma forma o seu conteúdo.

Outras das razões das actividades “circenses” era a utilização desta mesma ferramenta no contexto educativo, como utilizá-la para explorar conteúdos, como construir uma apresentação, e quais as suas capacidades para sermos criativos e inovadores (por exemplo a utilização de som e imagem).

As apresentações eram uma forma de partilhar a criatividade e as diferentes utilizações possíveis. Ouve grupos que fizeram filmes, outros apenas usaram o som com o slideshow, outros apenas processador de texto…

Gostava também de saber se a partilha de experiências com colegas de outras escolas, que provavelmente não conhecia foi desinteressante e inútil. Talvez ache que sim…

Relativamente aos tradutores só para lhe dizer que na minha sessão, houve um colega que pediu a tradução pois não se sentia totalmente à vontade com o inglês.

15 10 2008
pjrcarvalho70

Caro OCRÍTICO:

Por muito poéticas que possam ser as suas alegações digo-lhe, em primeiro lugar, que isto não é nenhuma campanha eleitoral em que um candidato tem de apresentar alternativas ao outro; então eu, um simples coordenador TIC de um Agrupamento de Escolas, é que tenho de dizer o que se deve fazer? O que até nem seria difícil, pois qualquer Acção de Formação tecnico-pedagógica dada por um ou dois dos milhares de PORTUGUESES capacitados para o efeito, seria bem-vinda, desde que abordasse claramente o «magalhães» numa perspectiva construtivista, começando pela parte técnica, passando pela pedagógica, contemplando diversas formas de utilização do equipamento em situação de sala de aula.
Mais uma vez reforço que naquela acção se provou que os professores são pau para toda a colher e produzem afincadamente o que se lhes pede, o que só vem provar a minha teses de que temos um excelente «parque» de docentes que têm levado por tabela com as culpas da degradação cultural e educacional deste país. Repito que apenas me insurgi contra a descontextualização completa daqueles conteúdos.
No dia em que o Senhor ou alguém me provar que é produtiva e eficaz uma formação dada por um russo a falar um torpe inglês, traduzido na hora, sobre slides em português, e depois colocarem 3 senhoras americanas a apelar a 200 professores para inventarem conteúdos multimedia sobre o magalhães, de índole lúdica, são conteúdos apropriados para uma sessão de trabalho com a Intel, dentro de um programa de dois dias, com convocatória oficial sobre FORMAÇÃO com o «magalhães», repito, no dia em que o senhor ou alguém me provarem isso, eu vou-me embora!

Pego nesta sua frase, «Além do mais esta jornada de trabalho, serviu essencialmente para dar um primeiro contacto com o Magalhães a todos os coordenadores TIC, pois eles irão desempenhar um papel essencial no suporte dos seus colegas do 1º ciclo…», para lhe perguntar honestamente: se esteve presente, é capaz de me assegurar que aquela foi a melhor forma de recebermos formação para replicar junto dos professores do 1º CEB para que estes tirem partido do equipamento?

Parece-me caro colega que não está a ser sensato. Parece-me que há pessoas que acham criminoso darmos a nossa opinião sobre algo. Parece-me que há centenas de colegas, muitos dos quais estiveram envolvidos, que concordam em absoluto comigo, mas algo os faz manterem-se serenos e obedientes mesmo não concordando com as situações.
Eu não procuro qualquer tipo de protagonismo, sou avesso a ele, mas há uma coisa de que não abdico: sou um cidadão livre, num Estado livre e tenho direito à minha opinião!

Cumprimentos
Paulo Carvalho

15 10 2008
Arrastão: Vivó Magalhães, raparaparaparaparaparaparim

[…] Vale a pena ler esta descrição de como é feita a formação de professores sobre o computador Mag… […]

15 10 2008
Pedro Machado

Ser contra à corrente, é nos dias de hoje, verdadeiramente admirável…
Se calhar vai trazer-te Paulo uma carrada de inconvenientes de todo o tipo, alguns dos quais nem percebes de onde “caiem”. Está assumido que não vais ter nunca mais um classificação de Excelente, mas tambem na tua escola a Quota já foi esgotada.

Parabéns, esta é a verdadeira Democracia! Viva a Web 2.0.
PS. O Magalhães é um “chaço”

15 10 2008
Manelito

Nem sei o que dizer… Este país não tem futuro. Perante o relato dos tristes acontecimentos do amigo P.C. ainda há uns senhores, ditos professores, a defender esta política, esta triste actuação destes pseudopoliticos e destes pseudogovernantes. Não serão eles família ou boys do partido que vêm para aqui a defender o que não é defensável? Tenham juízo e abram os olhos. Esta “gente” do governo do PS tem que se colocar no sítio! A nossa ESCOLA não aguenta mais este desgoverno, este autoritarismo, esta estupidez total e geral, esta ditadura que torna ignorante os que, ainda, se mantém despertos. Basta de fazer pouco dos professores. Basta de formar a próxima geração, uma geração ignorante, sem formação nenhuma para nada. Vamos mostrar a TODOS os políticos que, assim, não há salvação nem futuro para este triste país e esta pobre gente. Aproveitemos as próximas eleições para mudar de caminho. Abramos os olhos e arregacemos as mangas para colocar estes ditadores democratas a gerir e a afundar os seus “barcos”, não os nossos, do povo.

15 10 2008
msoares

magalhães…. ou será cagalhães

15 10 2008
APinho

como hei-de começar… é a triste realidade onde vivemos… chame-se República das Bananas ou 3º Mundo da Europa!! receio olhar porque não que em meu redor existem mais papistas que o Papa e então no ensino!! Upa, upa!! como já disse hoje, não resolve mas vou para os States, até já comecei a campanha para Elections 08, passa no Channel 3 :

vejam o link que se segue…

http://www.tsgnet.com/pres.php?id=46832&altf=Boupojp&altl=ef1Qjoip

New Presidential Candidate… It’s someone we know!!!!!

saudações leoninas

APinho

15 10 2008
Sónia Meira

Que tristeza, é vergonhoso e de tão ridículo e insólito que é, mais parece um sketch dos gato fedorento.

15 10 2008
maria

Caro Paulo:
Parabéns pela frontalidade.
Quanto às manifestações de discordância, não faça caso…………………o melhor mesmo é nem dar resposta…………não merecem o tempo dispendido……………………….
Para qualquer português minimamente dotado de inteligência e de capacidade crítica, o seu relato e o vídeo dizem tudo (e a semelhança com a realidade, infelizmente, não é mera coincidência).

15 10 2008
Magalhães « Mau-Maria Papoila

[…] do Magalhães em ambiente de sala de aula e deparo-me com este elucidativo relato de um professor que esteve numa dessas formações e com membros da Intel, vindos directamente de terras do tio Sam […]

15 10 2008
x-pressiongirl

Que tristeza. De facto é pena que tenha havido professores a entrar nessa saloiada. É gravíssimo o que nos conta! Obrigada por partilhar.

15 10 2008
quimicopata

Caro senhor ocritico:

Li o seu texto atentamente. Não resito a fazer algumas citações:

“…só para lhe dizer que na minha sessão,”

Pelos vistos participou numa dessas sessões! Assim sendo das duas uma:

1) O colega é um coordenador TIC, o que é grave tendo em conta que escreveu o seguinte:

“Outras das razões das actividades “circenses” era a utilização desta mesma ferramenta no contexto educativo, como utilizá-la para explorar conteúdos, como construir uma apresentação, e quais as suas capacidades para sermos criativos e inovadores (por exemplo a utilização de som e imagem).”

Um coordenador TIC supostamente já não deveria saber fazer tudo isso? Assumindo que seja um coordenador TIC, não me diga que, no seu caso, ainda sente dificuldades em fazer powerpoints…
( aparentemente pelo que li, foi nisso que se resumiu a sessão de formação)

2) O colega participou na sessão pois integra a organização/dinamização da mesma.
Se for esse o caso, lamento mas a sua intervenção não passa de uma tentativa de amenizar a polémica sobre o sucedido.

PS: Por muito incrível que possa parecer a quem está afastado do mundo escolar, a verdade é que a situação 1 não é improvável. Os critérios para a escolha (não confundir com “casting”) dos coordenadores TIC nas escolas por vezes são… algo subjectivos!
Mas a culpa não é de quem os nomeia nas escolas… é de quem possibilita a nomeação nos moldes em que é, ou seja dos génios governativos do Ministério da Educação.
Mas por aqui me fico, pois falar destes senhores dá pano para mangas…

Saudações Corrosivas!

15 10 2008
kapitão

E o circo desceu à cidade!

Isto está cada vez mais divertido! E o problema é que não me espanta nada…

15 10 2008
Ana Rita

Estou a ver que o horário dos professores tem de ser mais alargado. Como só trabalham 22 horas por semana, com um dia livre, têm todo o tempo do mundo para andarem por aqui, tipo garotos.
Gostava mesmo de poder avaliar os professores. Ministra, não baixes os braços. Estou contigo.

15 10 2008
Vítor Ramalho

Os ricos têm milhões
Os pobres têm migalhões.
Estamos quase á beira de um estado policial é natural que as pessoas tenham medo.
Portugueses presos por delito de opinião, buscas em sindicatos, cargas policiais em manifestações; só um cego é que não vê a costela estalinista do Socas.

15 10 2008
Paulo Guinote

Paulo,
Em muitos contactos que vou tendo em off com jornalistas, o principal problema é esse.
A maior parte não quer dar a cara, mesmo quando quer a sua história contada.
E não podem ser sempre os mesmos a aparecer.

15 10 2008
pjrcarvalho70

É isso companheiro Guinote!
Mas eu pergunto: porquê? Porquê ter medo de dar opiniões?
Um povo calado é um povo resignado e deixa de ter legitimidade de se insurgir contra o que quer que seja!
Um abraço

16 10 2008
Safira

Olá Paulo!

Estou a divulgar a todos professores e não só, mas também a pessoas dos meus contactos…

Dia 15 todos a Lisboa!

Abraço solidário,

Safira

16 10 2008
quimicopata

Há participações que de facto me fazem reflectir…

” Estou a ver que o horário dos professores tem de ser mais alargado. Como só trabalham 22 horas por semana, com um dia livre, têm todo o tempo do mundo para andarem por aqui, tipo garotos.
Gostava mesmo de poder avaliar os professores. Ministra, não baixes os braços. Estou contigo.”

Ó cara Ana Rita:

Chamo a atenção que Ana Rita também por aqui anda… assim se eu partilhasse a sua linha de raciocinio, poderia deduzir que a Ana Rita deve ter todo o tempo do mundo para andar por aqui, tipo garota…
Obviamente que não penso assim. Estando no século XXI, é natural e desejável que as pessoas [professores incluídos] aproveitem as novas tecnologias para opinarem e discutirem democraticamente sobre assuntos socialmente relevantes.

Mais, aproveito para lhe informar que as 22 horas que refere são aquilo que se designa por “componente lectiva”, ou seja uma parte do horário do professor. Fora desta componente há a considerar: aulas de substituição, aulas de apoio aos alunos, reuniões de trabalho entre professores (que cada vez são em maior número, mais longas, e de utilidade duvidosa para a melhoria das aprendizagens dos alunos) sobre as várias “inovações didáctico-burocráticas” que constantemente são emanadas do ministério da educação, etc.
Acredite que, no estado actual das coisas, para alguns esta componente acaba por ocupar quase tanto tempo como a componente lectiva.
Por fim, ainda há que ter em conta o tempo de preparação das aulas, elaboração/correcção de testes [note que são frequentes os professores que têm mais de 100 alunos de vários níveis de ensino ] que é feito em casa porque o ministério da educação, por razões economicistas, assumidamente não constrói escolas com condições fisicas para albergar simultaneamente os professores todos em trabalho.

PS: Não sei se é mãe, mas se for, espero que este seu desejo de avaliar os professores não seja uma tentativa de procurar encontrar um processo de corrigir eventuais insucessos escolares do(s) seu(s) filho(s), mas sim uma vontade honesta de ajudar a criar uma escola mais justa, VERDADEIRA e adequada para a sociedade tecnológica em que estamos destinados a viver.
Afinal, a Ana Rita até usa a internet, como os professores…

Saudações corrosivas

16 10 2008
Plumitivo

Porra, que bom… temos agora o “Magalhães” pimba…

16 10 2008
Isto não pode estar a acontecer « BLASFÉMIAS

[…] Publicado por helenafmatos em 16 Outubro, 2008 SEJAM LIVRES, PORRA! […]

16 10 2008
FMS

Viva Paulo,

Força. O país há-de estoirar e nessa altura veremos para onde se viram os apaniguados.

Abraço,

16 10 2008
Descobri Algo Mais Embaraçoso Que O Karaoke « A Educação do meu Umbigo

[…] Paulo Carvalho já escreveu o essencial sobre muito do que rodeia a questão, tendo sido ele a assumir de forma mais intensa o desmontar do […]

16 10 2008
Alexandre

Não é a primeira vez que ‘vejo’ estas palavras. Ouvi este artigo de opinião, no dia seguinte ao evento, se não me engano, na estação de rádio Antena 1. Não sei se foi narrado por si ou por alguém que teve acesso ao seu texto.

Deixe-me dar-lhe os parabéns porque foi o artigo de opinião mais cómico, sério, honesto e esclarecedor que ouvi nos últimos tempos. Juntar o primeiro adjectivo que referi com os três últimos não é fácil, mas o Paulo conseguiu.

Obrigado por nos mostrar que isto das novas tecnologias Socretinas continua a ser cada vez mais uma palhaçada (detesto esta palavra mas nada descreve melhor este evento) publicitária do que propriamente serviço cumprido a bem do país.

16 10 2008
arturcarvalho

AMIGO ESTOU CONTIGO:

Nem percebo porque te dás ao trabalho de responder a alguns… como dizer… alguns daqueles que provavelmente militam nos partidos políticos, como ovelhas num rebanho, neste caso no rebanho rosa. Levam com a vara e fazem méeéee… dá-me mais…. . Não será possível nunca sermos uma classe unida, enquanto houver gente indignada com os ataques aos poderes e interesses instalados.

Como sempre estiveste em grande… Ainda vais parar a “menistro” da (des)educação. Acautela-te
Um abraço

16 10 2008
César Adegas

Não é fácil ser respeitado quando não nos damos ao respeito.

Ao ler o Post e alguns comentários fico claramente com a ideia de que quem fica pior nesta fotografia não é o Governo nem a Ministra da Educação, muito menos o MAGALHÃES, mas sim quem participou na brincadeira.
Não sou professor, todavia já participei em várias acções de formação, sei e aceito que devem existir alguns momentos mais descontraídos para que todo o processo de formação seja mais facilmente assimilado, mas, em 2 dias, 1 de momentos descontraídos!…

Quanto à questão das Pens!
Bem isso é típico da Xico Espertice Portuguesa.

Meus caros concidadãos, estamos perante uma grave crise de valores, sim de Valores.

A tão propalada crise financeira, que na verdade como defendem alguns (muitos) não é mais do que um soluço (digo eu) da crise económica, tem vindo a ser gerada e alimentada pela, essa sim muito grave, CRISE DE VALORES.

16 10 2008
politicaportugal

Não pode ser!!! O sistema goza com tudo e todos mas a lenga lenga parece que quer continuar. Portugal, estás tramado!!!!

16 10 2008
maria

Dei umas belas gargalhadas ao ler o seu texto descritivo da acção de formação.
Podia ter sido um skech dos gatos fedorentos, mas não, foi mesmo verdade, como a realidade ultrapassa a ficção! É que nem Fellini!
Um abraço.

16 10 2008
Jose

Perante este vídeo e outros dois que vi e que parecem estar relacionados pergunto aos profs presentes porque não abandonaram a sala. Os outros vídeos aparentemente foram filmados por camâras de filmar ou de telemóvel por um dos Profs e parecem estar todos na galhofa como se uma de uma brincadeira se tratasse. Se estavam a sentir-se mal recusavam-se a participar nesta treta.

16 10 2008
rendadebilros

Assim querem os professores e alunos: sem espírito crítico e repetindo sem cessar yes, minister… quando se chega a este nível, que mais esperar???

16 10 2008
Rui Ferreira

Senhor Paulo,

Com o devido respeito, os professores em geral, uma vez mais demonstram
pela falta de conteúdo inovador nos temas ou pela falta dele, que para se exporem baseiam-se na crítica do próximo.
É a nossa realidade e temos de viver com ela, apesar de haver pessoas como o Paulo Carvalho a tentar mudar um pouco o sistema.

A nossa triste realidade é outra.

SIMPLESMENTE ARRASADOR

Portugal visto de Espanha. AS VERDADES OCULTAS EM PORTUGAL

LISBOA, 21 sep (IPS) – Indicadores económicos y sociales periódicamente
divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de
pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986
el ‘club de los ricos’ del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la
Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal
se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del
sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso
de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos
señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30
países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del
‘grupo de los pobres’ de la UE), Portugal no supo aprovechar para su
desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde
Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y
económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica
Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década
atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el
ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos
países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del
bloque.
‘La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE
pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en
los ingresos por persona’, afirma la organización.
En el sector privado, ‘los bienes de capital no siempre se utilizan o se
ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas’,
afirma la OCDE.
‘La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los
trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros
de Europa central y oriental’, señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema
central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en
remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto,
pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los
servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los
miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación
profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por
habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de
acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas
hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en
debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos
del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera
de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad
social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos
hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas
públicas tienen los sueldos más altos.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que ‘el mercado decide
los salarios’. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas
(1995-2002) y actual diputado socialistaJoão Cravinho desmintió esta
teoría. ‘Son los propios administradores quienes fijan sus salarios,
cargando las culpas al mercado’, dijo.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con
accionistas minoritarios privados, ‘los ejecutivos fijan sus sueldos
astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo
bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia’,
explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, ‘son a la vez altos ejecutivos, y todo
este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve
como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los
directivos’, lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos
años ‘está siendo pagada por las clases menos favorecidas’, dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.
El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas
de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000
dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche,
Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares),
lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento
en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue
una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su
estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes
para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil,tiene más autos
Ferrari por metro cuadrado que Italia.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según
su experiencia con empresarios portugueses, éstos ‘están más interesados en
la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo’.
Para muchos ‘es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta
de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono
celular, que la eficiencia de su gestión’, dijo Felipe, aclarando que hay
excepciones.
Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al
desarrollo de un país’, opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del
sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la
crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la
población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los
trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los
últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas
cabezas, manteniendo situaciones ‘obscenas’ y ‘escandalosas’, según el
economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
‘En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de
aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno
(conservador)decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que
es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin
coherencia ideológica, sin visión de futuro’, criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros,
aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta
de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales
liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos d
ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de
10.864 (13.365 dólaree 9.277 (11.410 dólares) y los
ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, ‘le roban
nueve a la comunidad’, pues estos profesionales no dependientes deberían
contribuir con15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo
singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos ‘roban
más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y
nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales
liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo’, comentó con
sarcasmo.
Si un país ‘permite que un profesional liberal con dos casas y dos
automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año
tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe
un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos,
significa que el sistema no tiene ninguna moralidad’, sentenció.

16 10 2008
Ludo Rex

Sem denúncia não há Informação. Vi agora a sua entrevista, Acredito na Liberdade. Sejam Livres, Porra!
abraço

16 10 2008
Jorge Gonçalves

Vejo o meu filho cada vez mais desmotivado, pois diz-me que não é preciso fazer nada para passar de ano. Onde é que isto vai parar? Se é assim, basta os meninos irem à escola dois dias por ano. No primeiro, fazem a matrícula e no segundo, levantam o certificado.
Eu se fosse professor, já não aguentava mais esta macacada deste governo mentiroso e hipócrita. Revoltante!
Professores, ou vocês se unem uma vez por todas ou daqui a pouco estão como os alunos. Não vale apena fazer mais nada!

16 10 2008
tomás pereira

e os lápis da microsoft…????? quantos foram… quantos tens…???? eu vi… lol

16 10 2008
Jorge Magalhães

caro colega, já agora, a quem pediu autorização para colocar este vídeo na Internet? E, logo o do meu grupo, porquê não colocou antes o do seu? Não teria sido melhor?
O Ministério terá os seus motivos para nos ter convocado. Afinal não foi assim tão mau!!! Estamos sempre descontentes!!!
Não estou nada arrenpedido, até achei proveitosa a sessão e até tive a sorte de ser um dos felizes contemplados!!!

Cumprimentos

O Magalhães

16 10 2008
nuno costa

Confesso que não li os comentários todos, não sou professor e muito menos formado, sou informático e sei muito bem as dores de cabeça que tive quando dei suporte técnico, razão pela qual agora apenas programo e sou feliz!

Agora imagino o difícil que vai ser ter que explicar a pessoas (que na sua maioria, não têm formação informática) a rentabilizar o magalhães nas duas vertentes, windows e linux, bem como a catrefada de software que vem incluído

A ideia desta formação era FORMAR FORMADORES e não um convívio de 2 dias

Pelo que relata só posso concluir que o Magalhães deve funcionar a “boa disposição” daí as danças e a musica!

Fica a questão como vão dar formação sem a ter tido ?

16 10 2008
JoséMario

Claro, que um grande grande crítico dos professores portugueses, o senhor José Sousa Tavares tinha que enaltecer esta suposta acção de formação.. .mas é assim….

16 10 2008
delfim

Deus ! Os velhos do Restelo continuam a agoirar Portugal Não admira que sejamos o pais mais atrasado da Europa

16 10 2008
Sónia F.

Ainda não percebi para que sevem estas formações.

O Magalhães é um computador como os outros, mas mais básico. :S
A única coisa que poderia causar alguma confusão, caso fosse diferente dos computadores que já existiam, seria o sistema operativo (mas neste caso é o windows).
Mas uma vez que esse computador, desculpem a expressão, é uma boa m*** (em relação ao preço/qualidade), e tem o Windows XP, não me parece que professores necessitem de formação. :S

Mas enfim… houve professores que se inscreveram na formação, certo? Quando tiver filhos vou ter que pensar muito seriamente onde matricula-los… vai ter mesmo de ser!

16 10 2008
Neno

Cara Ana Rita:
Não sei se é o desejo infantil de provocar (quiçá ressentida por – talvez – ter sido cábula…) ou se é a ignorância militante, sobejamente alimentada pela propaganda primária debitada pela 5 de Outubro. 22 horas? Deixe-me rir..Sabe quantas horas são necessárias para leccionar 22 horas? “Não há maior cego do que aquele que não quer ver”, ou saber. Assim vai este Tugal cinzentinho, com uns matizes de rosa, que as ditadurazinhas pseudo-democráticas também se querem pós-modernas…e com cidadãozinhos desinformadinhos e mesquinhos.
A bem da naçãozinha, da Lurdinhas e da Selecçãozinha…e do Magalhãezinho!

16 10 2008
Armando Lopes

Parabéns Paulo.
Tal como comentei aqui há algum tempo, também estive presente nesta (de)formação. Manifestei a minha indignação por escrito, ao Ministério.
Na revista Sábado desta semana (n.º 233 – pág. 71) lá está uma pequena entrevista que me fizeram.
Obrigado por existir! Fico contente por não ter sido o único a indignar-me com isto e a recusar-me a participar em tão absurda “coisa”.
Cumprimentos.

16 10 2008
abc

Eu acho que o senhor ficou lixado por não ter conseguido arranjar uma Pen da Intel… 😛

16 10 2008
Hugo

Bom….como professor do grupo 550, juro que gostei de ver que existem muitos colegas na coordenação das TIC que de informática percebem pouco, mas para ir para um circo, estão na categoria de titular…lamentável….

16 10 2008
casper™

Não me dei ao trabalho de ler todos estes comentários, mas li o artigo todo e como já tinha visto de “raspão” a notícia na tv e como achei a coisa nais ridícula e estúpida que vi até hoje um docente (e presumo que seriam todos docentes) fazer, deixo aqui expressa a minha indignação a todos os que participaram dessa palhaçada toda promovida pela Intel.

Aproveitando para expressar os meus parabéns ao autor do artigo por ter tido a coragem de denunciar tão rídicula e caricata situação, e quanto aos outros professores que tão “lindas” figuras fizeram e que todo o país viu (apesar dos videos já não se encontrarem no Youtube) duas palavrinhas: tenham juízo e portem-se como uns homenzinhos e não como uns “putos” que era o que mais parecia. Afinal são vocês que andam a educar os nossos filhos nas escolas, belo exemplo de educação, sim senhor.

Ah e não se esqueçam da grevesita que têm já agendada para Novembro, não faltem e vão lá lutar pelos vossos direitos, que depois do que vi hoje acho que ninguém vos vai levar a sério, mas como tudo é possível neste país, já nem sei se levam ou não!

Cumprimentos.

16 10 2008
Tito de Morais

Obrigado por não se resignar e ousar gritar que “o rei vai nu”!
Como há pouco me dizia um colega seu “adorava que este projecto desse certo”, mas como desde o início suspeito, assim não vamos lá.
Cumprimentos

17 10 2008
piscoiso

Acho que devias arranjar uma câmara decente.

17 10 2008
ViriatoFCastro

À boa maneira portuguesa, demos agora em copiar os supostos bons hábitos de indivíduos como o CEO da Microsoft, Steve Balmer. Passem pelo youtube e vejam-no histérico ou como agora se diz numa “pedagógica motivação” dos seus trabalhadores.

17 10 2008
jorge

Parece a convenção do Reino de Deus!!!

17 10 2008
Camarada Choco

Divulgação

Onde estavam os adolescentes no 25 de Abril?

“Na Terra do Comandante Guélas”

António Miguel Brochado de Miranda
Papiro Editora

Papelaria “Bulhosa” Oeiras Parque, Papelarias “Bulhosa”, FNAC ou http://www.livrosnet.com

Filmes de Apresentação no “Youtube” em “Comandante Guélas”

http://www.camaradachoco.blogspot.com

17 10 2008
Tiago

Força Paulo

Como sempre temos colegas que falam falam mas não fazem nada.

Abraço
Tiago
http://democraciaemportugal.blogspot.com

17 10 2008
Fernando

O Sr. Ocritico é um covarde de cara tapada. Deve ser do PS.

17 10 2008
Maria R. R.

Não sou professora nem tenho filhos, mas interesso-me pelo estado da Educação e tenho dado muita formação ao longo da vida.
Parece-me que há certos pontos que devem ser esclarecidos:
1. Uma acção de formação deve ter uma dinâmica própria e dificilmente poderá ser entendida por quem não pertence ao grupo. O facto de nos parecer ridículo não quer dizer que, no contexto da acção, o seja.
2. A avaliação de uma acção de formação não pode ser feita através de um relato que tem, inevitavelmente, um ponto de vista individual e subjectivo.
3. Para avaliar esta (ou qualquer outra) acção de formação têm de ser definidos os objectivos concretos, ponto por ponto, e feita a avaliação em concreto dos resultados: foram ou não atingidos esses objectivos? Por exemplo: Objectivo nº 1- Saber ligar o Magalhães; Resultado – Os formandos atingiram esse objectivo 100%.
4. Mas é evidente que, para atingir esses objectivos, há que ter em conta a criação de uma metodologia apropriada ao nível cultural dos formandos. Não só para que a mensagem passe mais facilmente, como para que haja ambiente propício à sua interiorização. Nada mais difícil do que dar formação a grupos formados por elementos com origem socio-cultural muito diversa. Nivelamos por onde?
Posto isto, a questão que se coloca aqui parece-me ser esta:
1. Quais foram os objectivos concretos desta acção? Foram ou não atingidos?
2. A metodologia utilizada teve como pressuposto um nível cultural muito baixo. PELOS VISTOS FOI O NÍVEL CERTO: basta ver os modos quase “arruaceiros” da apresenração do projecto – estavam ali para fazer um recreio ou para trabalhar e desenvolver consistentemente uma ideia? Uma coisa é entusiasmo e alegria, outra coisa é… o que está à vista! Triste país este onde um grupo de professores nem é capaz de cantar afinado!!!!
Assim, fica claro:
1. Você, Paulo Carvalho, é que está “fora do baralho”. A grande maioria sentiu-se bem! Até estiveram dois dias fora de casa, a “curtir numa boa” (como ouvem dizer nas telenovelas brasileiras a que assistem)! ESTA ACÇÃO DE FORMAÇAO FOI UM SUCESSO! Só acho estranho que para si tenha sido surpresa! Não conhece os seus colegas?
2. O Ministério da Educação tem de saber dizer claramente que nível cultural deseja para os seus professores. Serve-lhe este?
Como os pais ricos estão cada vez mais a colocar os filhos em colégios privados, talvez que para ensinar os “pobrezinhos” este nível seja suficiente.

17 10 2008
Ana

Uma palhaçada o que se passou. Haja respeito pelos Professores!

17 10 2008
casper™

Meu caro Paulo Carvalho, e pela segunda vez que por cá venho deixar a minha opinião, apenas para lhe fazer passar a mensagem que se está a ser o alvo principal que se gerou em torno desta polémica toda, julgo que é perfeitamente mais do que natural.

Pois se foi a pessoa responsável a denunciar esta situação tão bizarra quanto rídicula (conforme já fiz ver no meu primeiro comentário mais acima e do qual tenho também opinião expressa no meu blog, e que não lhe retiro uma única vírgula) e a meu ver muito bem, pois estamos num país livre e situações como estas só merecem é mesmo que “saltem” cá para fora.

Está a ser julgo eu, e isto é a minha opinião, o alvo de todas as críticas não por ter denunciado a situação mas sim por ter mostrado ao país as figuras ridículas em que colegas seus participaram nessa dita pseudo-formação (e por causa deles afora “come você por tabela”), e que me deixa deveras preocupado. Pois tenho uma filha a frequentar actualmente o 7º ano de escolaridade, mas vou acreditar e quero acreditar que foi uma situação esporádica e pontual, levado por uma “histeria colectiva” de docentes, que se propagou tal rastilho de pólvora e que ninguém o conseguiu apagar.

Julgo também que nesta altura, todos os que participaram nessa brincadeira de “jardim de infância” (e estou a ser brando com o “jardim de infância”), devem de estar arrependidos do “espectáculo” em que foram os principais protagonistas, muitos serão concerteza pais de família e de certeza que não gostariam que os seus filhos os vissem a protagonizar uma palhaçada daquelas.

Só para terminar, gostaria de saber qual foi a sua real intenção da denúncia deste triste episódio, se denunciar a “formação” levada a cabo pela Intel, ou se (e não acredito nesta segunda hipótese como é óbvio) foi para nos mostrar como até professores (e aqui falo em professores porque são eles que estão em causa) conseguem “ir na cantiga” duma empresa e exporem-se assim ao ridículo.

Cumprimentos.

Ricardo Vilela

P.S. Não assinei a primeira opinião que deixei, porque julguei que não fôsse relevante mas devido ao delicado do tema, achei por bem identificar-me.

17 10 2008
pjrcarvalho70

Caro colega Jorge Magalhães:
A ser verdade o que diz, em primeiro lugar parabéns por ter sido contemplado com um homónimo seu; em segundo lugar o vídeo que coloquei na youtube foi o único que, aleatoriamente, captei e… calhou no seu grupo. Agora diga-me: vê-se o seu grupo? Vê-se o colega? Ou apenas se vê, sem qualquer qualidade, um magote de pessoas num auditório e ouve-se em fundo o tema «Vida de Marinheiro» dos Sitiados? Portanto, caro colega, não se sinta ofendido com o vídeo e estou cansado de dizer que nada tenho contra o que vocês fizeram; apenas me demarquei de tais actividades por considerá-las inúteis e descontextualizadas numa acção cujos propósitos deveriam ter sido outros!
Achou proveitosa a Acção? Quem sou eu para colocar isso em causa! Parabéns por opinar!!!

Paulo Carvalho

17 10 2008
pjrcarvalho70

Caro Ricardo Vilela!
Assumo que algumas metáforas do meu texto original acerca de tudo aquilo possam aludir ao ridículo protagonizado por colegas! Mas acredite que a minha ÚNICA intenção é demarcar-me daquelas actividades que achei inúteis e descontextualizadas, atendendo aos propósitos daquela Acção. Já começo a cansar-me de tanto repetir isto!
Reparem que eu tenho o cuidado de afirmar que os professores portugueses tudo são capazes de fazer… Porque são competentes! E as senhoras americanas foram maravilhadas com o que viram. Produziram-se excelentes conteúdos multimedia e até «lindas cantigas», que num outro contexto poderiam ser maravilhosamente rotuladas. Mas, meu caro, numa SESSÃO DE TRABALHO COM A INTEL para formar tecnico-pedagogicamente Coordenadores TIC, para replicarem a formação junto dos professores do 1º CEB, pergunto, acha aquilo útil? Eu não! Mil vezes… EU NÃO!
Um abraço

17 10 2008
casper™

Caro Paulo Carvalho.

Ficou bem claro no seu texto, que a sua intenção era demarcar-se (e eu faria exactamente o mesmo, se não mesmo abandonar em definitivo a acção de formação) daquelas actividades que eu sinceramente as considerei deveras ridículas, e protagonizadas por professores (é o que me deixa boqueaberto no meio disto tudo).

Não terá a Intel dinheiro, para contratar profissionais da área do teatro e da música para promover o “Magalhães”, seria a opção mais sensata por parte da empresa e não aproveitarem-se da boa vontade, ou ingenuidade(!) de todos os que estavam presentes naquela sessão.

Acredito piamente quando diz que os professores portugueses (não digo 100% mas uma percentagem bastante alta) são capazes de tudo e que se empenham ao máximo quando lhes é solicitado, nalguma acção no sentido de melhorar ou colaborar em qualquer género de iniciativas. Mas bolas era preciso aquela representação toda numa acção que era/seria, de formar os coordenadores no sentido técnico-pedagógico da utilização do “Magalhães”?

Nem precisa de dar a resposta, pois já sei que irá de encontro à minha e entendo perfeitamente o quão inútil fora esses dois dias, ou o pouco proveito que vocês todos retiraram dessa acção, tirando claro o extra convívio que vocês todos confratenizaram concerteza.

Pelos vistos poucos ou quase nenhuns dos presentes, tiveram a clareza de espírito para ver o rídiculo que “aquilo” se iria tornar, pelos comentários que li na “diagonal” aqui postados, e ainda se revoltam com a sua atitude em denunciar publicamente o que foi aquela sessão de trabalhos. Se querem continuar a fazer essas figuras tristes, enfim que continuem, e só peço que um dia mais tarde a minha filha não venha a encontrar nenhum desses professores a leccionar aulas dela, pois tenho receio de… (e mais não digo para não atear ainda mais a fogueira, e que não me digam que estou aqui a criticar toda uma classe que me merece muito respeito e consideração, mas há limites para certas e determinadas situações, e neste caso foram completamente ultrapassadas).

Engraçado, é que alguns dos que se insurgem contra si pela atitude tomada em tornar isto público e que acharam que a acção foi o máximo. Mas mais engraçado ainda, foi ter visto os videos colocados no Youtube (em que se via claramente o rosto de alguns professores) “desaparecerem” rápidamente.

Quer isto dizer qualquer coisa não?

É uma no cravo, outra na ferradura. Lá diz o velho ditado.

Cumprimentos e obrigado pelos esclarecimentos, que julgo que serão úteis para todos daqui para a frente.

Ricardo Vilela

17 10 2008
Amadorjp

Pelo que li nos comentários, parece que ainda há quem não tenha percebido que ridicularizaram os professores naquela sessão… Aquilo não era um meio de promover o Magalhães aos alunos, mas sim aos professores. Se fosse aos alunos, seria um belo método, mas os professores estavam ali para conhecerem o Magalhães e tudo o que ela contém, não era para fazer teatros e músicas.
Aqueles que vêm aqui criticar o artigo e se sentem ofendidos, devia era reflectir, pois durante aquele espectáculo, quem lá esteve não aprendeu nada, fazendo no entanto uma figura deprimente para quem vai a uma formação profissional.
Eu pessoalmente, como informático, aplaudo o Paulo, pois alguém tem de mostrar ao país e ao Mundo como são mal dadas as formações em Portugal. Não se explica nada e enche-se o tempo com “trabalhos” inventados à pressa para que as formações tenha 40 horas.

17 10 2008
Um folclore chamado Magalhães « Denúncia Coimbrã

[…] por essas escolas do país. “OS INEVITÁVEIS ESCLARECIMENTOS!” ficam a cargo de Paulo Carvalho, no seu espaço Web dedicado à […]

17 10 2008
Denúncia Coimbrã

Gratos pelos “OS INEVITÁVEIS ESCLARECIMENTOS!” .
http://denunciacoimbra2.wordpress.com/2008/10/17/um-folclore-chamado-magalhaes/

17 10 2008
Manuel António

Pois ei estive em Cantanhede, na dita formação e gostei bastante. Discordo totalmente da opinião do Professor Paulo.
Se queria protagonismo, aí o tem. Agora desenrrasque-se.
Só sabe criticar, e fazer??????????????????’

17 10 2008
Paulo Roberto

Mas… não tou a perceber… a INTEL não é o nome de um circo novo!?… é q a avaliar pelo video, por algumas imagens que já vi e pelo comentário, não só teu mas de outros colegas que participaram no porto e em lisboa na mesma formação, até eu que ando na informática à uns anitos pensei que isso de INTEL já tinha sido mudado para circo!…. ainda por cima um circo internacional!…. (qual Cirque du Soleil!…..)

(é que cá em Portugal não há ninguem com capcidades pa apresentar o magalhães…. somos todos muito burrinhos…)
Valia mais terem contratado o Marco Horácio ou os Fedorentos…. até mesmo o Herman!… pelo menos n precisavam de pagar a tradutores!…..

P.S. Ontem qdo vi as imagens pensei e comentei com a minha esposa…. Olha… o que é q os gato fedorento inventaram desta vez?!????…. afinal…..
haiiiii…..
🙂
100% de apoio………………
abraço

17 10 2008
Sérgio

O rapaz está a falar bem !

Parabéns ! ! !

17 10 2008
João Carlos Loureiro Pereira

Caro Paulo

Dou-te os PARABÉNS e felicito-te pela tua coragem, pela tua lucidez, pela tua liberdade (sempre com o cuidado de respeitar os outros), pela forma como escreves e, sobretudo, por seres um PROFESSOR que continua a lutar contra um ministério que deu uma machada maquiavélica na educação portuguesa.
Eu também estive três dias, numa formação sobre avaliação, promovida pelo Ministério da Educação. Foi uma operação de charme! Procuraram transmitir-nos que este novo Modelo de Avaliação centra-se, fundamenta-se na Supervisão. Seria bom que fosse assim. Se o avaliador pudesse assumir o papel da supervisão como parceiro que permite, pela reflexão, pela partilha, pela investigação, a melhoria da prática pedagógica potenciando um clima favorável ao sucesso educativo de cada aluno… Seria óptimo. Mas esta avaliação levanta muitas dúvidas, incongruências e injustiças. Ela fundamenta-se numa visão meramente economicista e controladora. De reguladora pouco ou nada tem.
Se calhar não tive a coragem de denunciar, como tu o fizeste, as falsidades e inverdades da formação a que estive sujeito.
Continua com a tua liberdade, o teu sonho.
Portugal precisa de Homens livres. De Homens que não se deixem intimidar e manipular. Por vezes isso tem custos. Por vezes isso é ser minoria.
Em defesa da Educação deste país.
Em defesa dos meus alunos.
Em defesa da minha dignidade docente.
Em defesa da liberdade… Dia 8 de Novembro estarei em Lisboa, como o estive na grande marcha, a gritar bem alto:
– Basta! Haja respeito pelos alunos, pelos professores, pelas famílias. Este Ministério sóm tem uma saída – demissão!
Um abraço.
João Carlos Pereira

17 10 2008
17 10 2008
RuiVianaPereira

Talvez por não ser professor e me encontrar há 38 anos longe dessa floresta eriçada de troncos que é o meio académico, consigo ver o que, em cerca de 200 comentários e diversos “workshops”, ninguém viu (bom, confesso que não tive paciência para ler todos os 200 comentários avulsos…).
Perdoem a observação, mas por vezes os professores vivem tão atarefados com as suas pequenas guerras de comarca, que se esquecem de estudar e olhar além da árvore mais próxima.
Tentarei aqui dar uma panorâmica breve (demasiado breve) do que está realmente em causa nesta coisa do Magalhães, para além dos restritos interesses nacionais e corporativos:
Há mais de 40 anos, um senhor chamado Nicholas Negroponte viu pela primeira vez na sua vida um computador. Nessa época, esse computador tinha o tamanho da minha sala de estar. Mas o Sr. Negroponte, como visionário que é, viu mais além e disse: um dia, este monstro há-de caber dentro do meu bolso, há-de evoluir de tal forma que todo o conhecimento do mundo caberá dentro deste meu bolso, como a caneta que aqui trago; e nesse dia será urgente que todas as crianças do mundo tenham um.
A partir desse dia, e durante mais de 40 anos, incansavelmente, Negroponte dedicou-se a esse projecto: criar as condições para que todas as crianças do mundo pudessem ter um computador de bolso, ao preço de uma esferográfica – em especial as crianças dos países pobres, porque o sr. Negroponte sabe que elas constituem a maioria da população mundial, e que, se a essa população dermos a oportunidade de revelar os valores e génios que por lá possam existir, e sabendo-se embora que apenas serão um em cada milhão, ou menos, que é a percentagem normal em toda a parte do mundo, pobre ou rica, ainda assim isso bastaria para que a humanidade desse um espantoso salto em frente.
O sr. Negroponte, ao longo de décadas, foi reunindo à sua volta instituições, criadores, técnicos, gente de igual génio e visão, como Alan Kay, entre muitos outros. Pouco a pouco, o projecto foi-se materializando num objecto concreto, que viria a chamar-se XO. Trata-se de um computador portátil com um preço de custo máximo de 100 dólares (provavelmente menos de metade disso na origem) e que, além de ser revolucionário no hardware, é revolucionário na concepção: pode funcionar sem corrente eléctrica (com gerador manual num país sem electricidade, ou até simplesmente com a corrente eléctrica produzida pela pele humana!); o sistema operativo é “open-source” gratuito e está aberto (não se trata de uma caixa negra cujas engrenagens não podemos ver nem alterar nem entender); o software é *todo* open-source gratuito; contém processadores de texto, uma panóplia de programas criativos para multimédia (vários tipos de programa para cada uma das áreas, gráfica, texto, imagem, vídeo, som…); browser tipo Firefox e diversos outros instrumentos de comunicação, edição e autoria em rede; diversos e variados ambientes de programação não comercial (incluindo Python, Javascript, CSound, Squeak, Java, etc.), de forma a encorajar ao máximo as crianças a criarem, em vez de consumirem, os instrumentos e obras de que necessitem; tónica no software criativo e multimédia; um sistema de emissão e recepção que permite que estes computadores, uma vez ligados, constituam eles próprios uma rede mundial, completamente independente e incontrolável pelos grandes servidores e sistemas de controle de rede. E muitos outros utensílios didácticos que seria longo e complexo listar aqui.
Cito: “It’s an education project, not a laptop project.” — Nicholas Negroponte [“é um projecto didáctico, não um projecto para produzir um laptop”]
Finalmente, após 40 anos de luta, Negroponte e a sua equipa conseguiram arrancar com o projecto concreto; o XO foi fabricado e distribuído por algumas, poucas, regiões do mundo, a título experimental. Este avanço foi conseguido graças ao apoio de algumas instituições internacionais e locais, e, espante-se, de algumas grandes companhias tipo Intel e outras (desculpem, não tenho aqui à mão documentação exacta sobre estes apoios).
Agora, porém, vem esclarecer-se o espanto: as grandes companhias de hardware e software quiseram estar presentes para não perderem mão dos acontecimentos; após os primeiros passos experimentais, verificaram que o XO tem grandes potencialidades nos países pobres (leia-se: serve para criar mercado futuro). Portanto retiraram-se do projecto com uma desculpa esfarrapada e vieram ter com o sr. Sócrates, perguntando: olhe lá, você não quer ser o nosso testa-de-ferro para criar laptops baratos para as crianças, mas com tecnologia e software exclusivos da nossa marca? O sr. Sócrates esfregou as mãos de contente e disse quero! quero! quero! que bela figura vou fazer! e dinheiro empochar!
E pronto, assim nasceu o Magalhães. Agora, caros professores, vão a laptop.org e olhem para o XO; observem de seguida o Magalhães. Pergunta: quais são as diferenças?
1) O XO é verde; o Magalhães é azul.
2) O XO é todo (sistema operativo e software) open-source, gratuito, experimental e ao mesmo tempo altamente eficaz; o Magalhães é todo fechado, a pagantes, modulado para encaminhar o consumidor para futuros produtos profissionais comerciais, não aposta nos ambientes de programação/criação, e é totalmente baseado em MS/Windows, ou seja, incompetente e cheio de problemas operacionais.
3) O XO não é um projecto de laptop, é um projecto didáctico; o Magalhães é, antes de tudo, um projecto consumista de laptop e software comercial, e, por estratégia comercial, arremeda-se didáctico. [Nota: quem não estuda os modelos avançados de programação e sistemas abertos provavelmente não faz a mínima ideia do que estou para aqui a dizer.]
4) O XO foi feito a pensar em populações tão pobres que provavelmente nem sequer têm electricidade (o que não significa que tenham perdido o espírito de curiosidade e a vontade de aprender); o Magalhães é escalado para sociedades que já não são capazes de sobreviver se não tiverem um frigorífico para guardar os iogurtes e onde pelo menos existe riqueza suficiente para comprar um laptop baratinho e mais uns quantos produtos de consumo associados.
5) O Magalhães está equipado para funcionar em redes mainstream, devidamente controladas pelas grandes companhias, os governos, os directores de escola e os professores; o XO está equipado não só para se ligar a essas redes, como para constituir a sua própria rede independente.
Etc.
É evidente que as grandes companhias de comércio informático, ao verem que o projecto tinha pés para andar e que o XO funcionava mesmo, entraram em pânico. A existência e sucesso do XO significariam que daqui a uma geração, as crianças de hoje perguntariam: pagar software que eu próprio sou capaz de construir? pagar redes que eu próprio sou capaz de abrir? pagar laptops por fortunas, com processadores de não sei quantos gigabytes, quando tenho aqui um por 100 dólares, que com um processador de 400 MHz funciona melhor que qualquer MS Windows ou Mac? Vocês devem estar mas é maluquinhos…
Era preciso contra-atacar rapidamente, antes que esta onda avassalasse o mercado. Felizmente para MS e Intel, existem testas-de-ferro como o sr. Sócrates e totós desinformados como o público português e respectiva classe professoral (repito, srs. professores, sem ofensa pessoal a ninguém, trata-se de uma questão cultural e social que não recai na culpa individual de ninguém… quanto ao restante público, desculpem lá se isto de não haver “culpas pessoais” soa um bocadinho a desculpas de manga-de-alpaca em juramento de Nuremberga…).
Que os professores tenham dançado o Malhão e ido para casa ler manuais em resultado de sessões de trabalho inconsequentes, é coisa que não me preocupa minimamente! Desconfio que eu próprio já terei feito piores figuras…
Mas, ó srs. professores, atentem lá nisto: o que está aqui em causa não são vocês mesmos, nem os coitadinhos dos vossos alunos, que todos juntos nem chegam a somar a população do Bronx.
O que está aqui em causa, é que o Governo português, ao criar o Magalhães para esmagar o XO, cometeu, a longo prazo, um crime contra a humanidade.
Não, não estou a exagerar. Se isto ainda não pode tornar-se claro dentro das vossas cabeças, claríssimo será para os vindouros, daqui a 50 anos ou menos.
Os exmos. srs. professores que me estejam a ler lembrem-se que isto nem sequer é caso inédito em Portugal. A Microsoft adora este país! Há poucos anos, veio o sr. Gates a Portugal assinar diversos acordos com o sr. Guterres. Resultado: em TODOS os países to mundo compra-se o MS Office incluindo dicionários de todas as línguas do mundo à borla… excepto em Portugal, onde foi assinado um acordo de exclusividade com o Governo e a Porto Editora! O bom do português, depois de comprar o Office, se quiser escrever sem erros e entender o significado do que lê, há-de pagar o dicionariozinho.
Solução: não usar o MS Office, mudar para o OpenOffice.
Mas entretanto, a língua, que é propriedade universal (ou devia ser, e cada vez mais com a evolução das tecnologias digitais abertas), tornou-se em Portugal, ao arrepio de todo o mundo, propriedade privada.
E os srs. professores, que tiveram eles a dizer, como classe mais informada e formada? Nem tuge nem muge! Não me lembro de ouvir um só piu. Noutro país qualquer minimamente civilizado, no dia seguinte haveria uma campanha de protestos, e no mês seguinte software linguístico open-source, ao dispor de todos.
Mas o bom do portuguesinho vai à escola e provavelmente ouve o professor dizer: olha, vê lá se compras o dicionário electrónico da editora Tal-e-Coiso, que não há pachorra para aturar tanto erro que fazes.
E então, de quem é a culpa deste estado de coisas? De ninguém, claro está, sobretudo sua não é, sr. Professor, à semelhança do que dizia o pobre do funcionário encarregado de abrir as torneiras de gás em Auschwitz: “eu cá só estava a obedecer a ordens, eu sou apenas um humilde trabalhador a ganhar um salariozinho de merda”.
Os meus cumprimentos a todos os professores e os meus votos de que um dia possam despertar para a consciência que costuma nascer por alturas da adolescência, juntamente com o pêlo,
RuiVianaPereira

17 10 2008
Silvia

Já nada me surpreende neste governo, eu que não sou nada dada a politicas, vejo-me envolvida em cenas diárias deste governo do senhor Sócrates.
Sendo eu professora do 1º ciclo, sou obrigada a vender os Magalhães. De+pois quando eles avariarem eu pergunto: Sou eu que vou dar assistência técnica?
As danças que tenho visto por aí são já uma preparação de publicidade para os melhores vendedores.
será que também seremos avaliados, quantos masi vendermos mais nota temos???!!!!

17 10 2008
Rui Sousa

Não queria comentar o que vi, nem o que li. Contudo, quando falam em Coordenadores TIC acho estranho que os colegas, que são perfeitamente identificáveis em outros vídeos (nomeadamente no sítio do Público), sejam professores de outras disciplinas e não tenham nada a ver com a Informática. Neste caso, solicitar uma apresentação com imagem e som para promover as potencialidades do “Magalhães” teria os seus méritos se não parecesse mais uma sessão de venda de um qualquer produto travestida de “formação interpares”.
A distribuição de “pendrives” em menor número do que os inscritos e o sorteio de um presunto digo, computador no final é revelador.
Realmente as escolhas das escolas para esta função devem ter razões insondáveis.

Rui Sousa

17 10 2008
Rui

Só me ocorre dizer…ainda bem que deixei de dar aulas.

17 10 2008
Pedro Simões

Caros professores.

Tenho muita consideração pela vossa profissão. Já percebi que a vossa ministra, que de educação nada percebe, tentou passar para nós, cidadãos, uma mensagem que vizasse deplorar a vossa imagem, para por fim, tentar ter legitimidade para implementar medidas lesivas à classe docente.
Já não saberei ir a outros pormenores, pois para isso teria de ver a legislação. Contudo, vejo pelos professores da minha filha, que passa pela implementação de um horário de trabalho que transvaza inúmeras ilegalidades assim como bloquer qualquer progressão na carreira. Pelo que sei, os vencimentos dos docentes são miseráveis, com a excepção do topo da carreira. Se esse acesso foi cortado, ficam miseráveis para sempre. Assim, esses políticos poderão continuar com as suas mordomias escandalosas e a defendar os vencimentos chorudos dos administradores dos cargos públicos.
O que vejo à minha volta, é no mínimo, escandaloso.
Deveriam era de fazer uma greve por tempo indeterminado para acabar com esta situação, que na verdade, já me mete nojo. Desculpem o desabafo.
Como camionista que sou, participei há cerca de 3 meses numa greve que ia paralizando este país. Façam o mesmo, para se darem ao respeito.

17 10 2008
hajakalmah

So nao arranjaste um malhao ou um corridinho porque nao o eras capaz… que raça de musico es? Ali, professores sem os teus conhecimentos musicais (em principio), esfolaram-se para fazer um trabalho a altura, com nivel, que se inserisse no objectivo da sessao! E tu, indignado por te ultrapassarem numa area na qual, a priori, dominavas, vens para aqui falar mal do sucedido! Devias era ter arranjado o “Solo de bateria do Magalhaes” ou o “Magellan Drum Solo” para que depois fosse traduzido pelas moças, pois ali dentro ninguem sabe ingles, como e certo! “Bai mas e trabalhare!”

Edgar

P.S.: Agora a serio, grande Paulo! Continua a “dar-le” que, mesmo que nao haja melhoras, vais aquecendo os espiritos! Abraço!

17 10 2008
casper™

“Manuel António”
Pois ei estive em Cantanhede, na dita formação e gostei bastante. Discordo totalmente da opinião do Professor Paulo.
Se queria protagonismo, aí o tem. Agora desenrrasque-se.
Só sabe criticar, e fazer??????????????????’

Ora cá temos alguém que discorda em absoluto que aquele “teatrinho para meninos crescidos”, não foi uma verdadeira fantochada.

Mas como sei respeitar uma opinião contrária à minha e como suspeitava que haveria de haver alguém no meio de tantos professores, que tivesse achado útil e agradável a formação, só me resta dizer:

Caro Manuel António, se por um acaso vier um dia leccionar para a cidade do Porto, informe-me por favor para que escola vai. Para poder assim de antemão confirmar se irá dar ou não aulas à minha filha, e assim precaver e garantir que ela não irá ter aulas consigo. Pois não consigo conceber na minha cabeça que ela um dia também poderá ficar assim como você (e todos os que participaram nessa tão útil acção de formação), por influência dum professor que um dia se deixou também ir na “histeria colectiva” de danças e cantares do “Magalhães”.

Se calhar também gostava de ter tido algum protagonismo, parece-me que noto aí uma pontinha de inveja do Paulo Carvalho não? Mas meu amigo há os que têm coragem e dão a cara por denunciarem situações que nem em sonhos me passaria pela cabeça, e depois há os outros… Entenda como quiser este último parágrafo.

(Tenho a impressão que foi daqueles que conseguiu “açambarcar” mais uma pen ou duas do que os outros. Hum não sei porquê, mas!…).

Ricardo Vilela

17 10 2008
Ana Freire

Tenho 50 anos e acho que nunca me conseguirei adaptar a estes “valores???”. Sou professora e estou completamente desiludida. O meu objectivo individual é apenas reformar-me o mais depressa possível e nunca mais voltar à escola. Escolas, onde trabalhei 27 anos, para onde ia com alegria e orgulho de estar a desempenhar a minha função, desfrutar do convívio saudável com os colegas e com os alunos e ter a alegria de os ver crescer, aprender e progredir. Hoje, tudo é uma vergonha. Desde a avaliação às acções de formação…
Desculpe, uma colega por eu ter copiado um excerto do texto dela mas não tenho tempo para fazer o meu próprio (infelizmente).Estamos todos (professores ) à beira do colapso. Tenho já 2 colegas na minha escola com depressões e sei de outras, em escolas perto da minha, que também estão . Eu própria já estive em Janeiro com esse problema ( quando entrava na escola só chorava, andei assim 2 meses, até que me resolvi ir ao médico).
Muita força para todos os professores

17 10 2008
INÊS TELES

CARO COLEGA PAULO CARVALHO:

DEIXE-ME DIZER-LHE QUE SÃO HOMENS, PROFESSORES COMO VOCÊ QUE ME DÃO ALGUM ÂNIMO PARA CONTINUAR A LUTAR, A LECCIONAR, ENFIM A FAZER PARTE ACTIVA DAQUILO A QUE SE CHAMA A CLASSE DE PROFESSORES PORTUGUESES!!!!!
SIM, PORQUE EU TENHO 35 ANOS DE SERVIÇO, 56 DE IDADE ESTOU NO 10º ESCALÃO E , COMO É BOM DE VER, JÁ VI DE TUDO AO LONGO DA MINHA VIDA PROFISSIONAL !
NÃO TENHO VONTADE DE ME REFORMAR ?
ENTÃO NÃO TENHO?
ESTOU NO PLENO USO DAS MINHAS CAPACIDADES COMO PESSOA E COMO PROFESSORA ( GRAÇAS A DEUS) MAS PERANTE O CENÁRIO DANTESCO DO NOSSO SISTEMA DE ENSINO E DAS NOSSAS ESCOLAS, APETECE-ME FUGIR ! CLARO! NÃO SOU DOIDA ! MAS:

1º “XATEIA-ME” QUE ME ROUBEM QUASE 30% DO MEU VENCIMENTO!!!!!!!!!!!

2º PRECISO DO MEU JUSTO VENCIMENTO!

3º ADORO SER PROFESSORA!

4º NÃO ME APETECE DAR ESSA ALEGRIA À “INEFÁVEL EQUIPA MINISTERIAL DA D. LURDES”. UMA SENHORA QUE ESCONDE QUE FOI

PROF DO 1ºCICLO COMO SE DE UM CRIME SE TRATASSE….JAMAIS MERECERÁ SER MINISTRA DA EDUCAÇÃO!!!!!!!!!!! SÓ P’RA SERENAR OS ÂNIMOS – EU

SOU PROF. DO 2º CICLO, 10 ESCALÃO, LICENCIADA EM FILOLOGIA ROMÂNICA HÁ 35 ANOS. NÃO FIZ O CURSO NUMA QUALQUER UN. INDEPENDENTE

NEM FIZ O CURSO NO ISCTE, SOFREGAMENTE, PARA PODER UM DIA “LIXAR” A CLASSE DOCENTE….COMO É HOJE ÓBVIO QUE CERTAS PESSOAS ESTÃO A FAZER.

5º ESTOU FARTA!!! ESTOU!!! MAS VOU-ME AGUENTAR !!!!

6º ESTOU FARTA ATÉ DOS COMENTÁRIOS SENIS DO MIGUEL SOUSA TAVARES!!!!!!!! OUVI-O ONTEM NA TVI: SÓ POSSO CONCLUIR QUE O HOMEM ESTÁ SENIL…HABITUEI-ME A UM OUTRO NÍVEL NOS SEUS COMENTÁRIOS. ERA RIGOROSO, ISENTO, INTELIGENTE. COMO NÃO ACREDITO QUE SE TENHA VENDIDO AO PODER, RESTA- ME ACREDITAR QUE ESTÁ PRECOCEMENTE SENIL.
NO MÍNIMO, POSSO EXIGIR-LHE QUE SE INFORME, ANTES DE COMENTAR PARA MILHÕES DE PORTUGUESES, SOBRE AQUILO DE ESTÁ A FALAR !

7º SÃO PROFESSORES JOVENS COMO O PAULO CARVALHO, QUE ME ANIMAM E FAZEM ACREDITAR QUE, QUANDO FOR PARA A REFORMA, AINDA CÁ FICAM PROFESSORES COM P GRANDE, DIGNOS, COM COLUNA VERTEBRAL, COM CÉREBRO PARA PENSAR e QUE NÃO SE VENDERÃO JAMAIS POR UM QUALQUER MAGALHÃES ,POR MAIS VALIOSO QUE SEJA!

FORÇA, PAULO! OBRIGADA POR SER O PROFESSOR E O CIDADÃO QUE É !!!!
A MINHA GERAÇÃO LUTOU PARA VER PROFESSORES DE CORPO INTEIRO COMO VOCÊ !!!!!!! ACHO QUE GANHÁMOS!!!!!!!!!

UM ABRAÇO SOLIDÁRIO,
MARIA INÊS FALCÃO TELES

18 10 2008
Ferreira

TEREMOS MESMO QUE ACEITAR ISTO,
sem fazer nada?

Segundo sondagens recentes, o nível de credibilidade que os portugueses têm nos nossos potíticos, é de pouco mais de 4%. Ou seja, dez vezes menos que os mais de 40% que temos nos nossos professores.

E os políticos não iam fazer nada para tentar inverter a situação?!!!

No mínimo desacreditar e enxovalhar os professores…. E ainda mais, faze-los sentir “QUEM MANDA.” E ainda melhor, para além de lhes atirar com a ministra, arremessar com o ensino até onde fôr possível, para as câmaras municipais, ou seja, para debaixo dos senhores feudais que mandam nos municípios, e salvo raras excepções, delapidam sem qualquer resultado os dinheiros de todos nós. E com o seu exemplo deseducam os nossos filhos dos bons princípios e das boas maneiras – a base da educação.

Até se entendem as dificuldades remoneratórias da sociedade actual, consequentemente também na área do ensino. E mesmo a possibilidade de restrições na progressão das carreiras de todos. E mesmo aí alguma reestruturação. Isto está mau, e tem que haver cortes. Mas não subjugação.

O que não se entende é que, com o objectivo directo da redução da despesa, se invente uma metodologia de progressão na carreira para um sistema público, ao modelo de avaliação individual, tal como o de uma empresa do tipo industrial comum. Isto explicitamente para impedir a generalidade das progressões, mas também permitir a progressão de meia dúzia de boys do partido que estiver no governo, seja ele qual fôr. Ou de afilhados do presidente da câmara, se fôr no escalão inferior… por enquanto.

Conhecem como se fazem os ingessos das pessoas nos quadros dos municípios… provavelmente já lhes tocou na família, ou entre os amigos. É porta que se abre apenas para alguns… Pois era tão bom fazer o mesmo com os lugares disponíveis nos quadros do ensino… E aí vão eles. Têm que arranjar forma de dispôr dos professores, tal como já dispôem do resto do país.

E para que os professores não tenham dúvidas disso, tal como fazia o industrial de baixos conhecimentos… e grande poder…: põem-se a ridículo os ditos professores, sob qualquer pretexto, na primeira oportunidade, debaixo de ameaças da bitola do avaliador, que vai ter acima o político supremo, que vai pôr e dispôr.
Viamos fazer isto a qualquer escroque que mandava, e até pensavamos que já tinha acabado. Triste lembrança esta agora.

NÃO ME ADMIRA A SUJEIÇÃO, SEM REACÇÃO, DOS CERCA DE DUZENTOS PROFESSORES, AO ACTO DE PIRATARIA INTELECTUAL A QUE FORAM SUJEITOS.

Têm família em casa para alimentar. Têm a casa para pagar. Têm um partido, onde ficam as esperanças de, um dia, conseguirem a cunha para um emprego seguro. Têm aquilo que temos, grande parte dos portugueses, neste jardim à beira mar plantado: um azar do caraças de, grande parte das vezes, não conseguirmos eleger políticos cultos e honestos para nos governarem, representantes meritórios das classes profissionais que apenas aí estivessem o máximo de cinco ou seis anos, e depois voltassem para as suas profissões.
TEMOS POLÍTICOS PROFISSIONAIS, que não sabem nem valem mais que não seja aproveitar-se da falta de cultura do nosso povo, e da sua falta de reacção.

E como os professores são uma das classes mais cultas, e dos poucos que não estavam subjugados ao SISTEMA, tinham mesmo que se meter com eles. Até porque eram ainda dos poucos que tinham comida na mesa, e podiam falar, ou mesmo agir, nos termos em que vimos acontecer por essa Europa fora, onde muitas vezes foi a classe ligada ao ensino que inverteu gestões públicas danosas e corruptas.

Toda a paranoia gerada agora em volta do ensino, não vai melhorar o nível cultural do povo. Pois isso nem sequer lhes interessa. Interessa obter resultados estatísticos de cultura da população, a apresentar à Europa, e sobretudo uma subserviência a um sistema altamente corrupto que não nos deixa sair da sua cauda.

Quando quiserem melhorar a cultura do povo, ponham as instituições públicas a funcionar, ou melhor, deixem os técnicos fazer isso. Estabeleçam condições para que as pessoas tenham acesso ao ensino, estabeleçam condições iguais de acesso ao emprego, façam com que os nossos filhos tenham comida em casa sem termos que nos humilhar, e eles não tenham que aprender isso; acabem com a corrupção, deiam o exemplo senhores políticos.

Porque os professores, se os deixarem trabalhar, ensinam os nossos filhos, e até lhes dão o carinho que por vezes não têm em casa, ou mesmo a sopa, ou o livro, ou a camisola. E por isso têm a credibilidade que têm dos portugueses.

Vocês fazem precisamente o contrario. Estão a desmotivar os honestos que trabalham, em prol de criar meia dúzia de palhaços divertidos, pensando que os nossos filhos, ao aprender a fazer essas palhaçadas, atingem o nível de cultura que é motivada por estes meios nos países desenvolvidos; só que lá isto é apenas uma mais valia relativamente a toda a ordem restante que já está subjacente.

Senhor primeiro ministro, desculpe, mas começou pelo lado errado, as palhaçadas eram mais lá para o fim. Primeiro o exemplo dos princípios de ordem, o ensino, a humildade, a integração, o desporto, a informática ao nível de um mínimo de qualidade sem tanto “show off”, enfim, seria de dar um exemplo de boa educação, respeitar os professores, ao saber motivar sem humilhar nem ameaçar castigar.

Seria preferivel não deixar progredir nenhum professor, enquanto isso não fôr possível, e trabalhar a motivação, disponibilizando formadores e estabelecendo parâmetros no ensino, TAL COMO EVOLUI UMA EMPRESA PRIVADA COM UM NÍVEL DE CULTURA ELEVADO, do que estar a pescar do privado os maus exemplos, há muito ultrapassados, e que não se aplicam aqui.

Isto é apenas o estender dos tentáculos do poder, da forma mais “rasca” que se pode imaginar. A história já demonstrou que é por isto que de vez em quando nascem os ditadores… e depois lá vamos aturar o oposto… alguma ordem nesta tropa e a varinha do poder também por cima. Não há mesmo um meio termo???

Peço desculpa por me ter alongado.
Mais um abraço solidário ao Paulo Carvalho, de que não tinha houvido falar até hoje, mas que demonstra a única atitude que nos pode tirar do covil onde estamos mergulhados: ser interventivo, e demonstrar que os carneiros que que a generalidade dos nossos políticos querem, um dia destes vão ter mesmo que lhes morder nas pernas.

Ferreira

18 10 2008
casper™

Se me permite caro Paulo Carvalho, deixe-me só “desmascarar” um pouco este tão propalado “nosso Magalhães”, e que tão grande polémica provocou.

Talvez vos interesse a todos os que estiveram envolvidos em acções de formação promovidas pela Intel, ler isto:

Espero que possam ficar um pouco mais elucidados como e de que forma “nasce” o portátil, e em especial os moldes das “negociações” como foi feito o concurso público para a montagem (sim leram bem montagem) do dito cujo.

Cumprimentos.

Ricardo Vilela

18 10 2008
O nosso estado não se recomenda « O Insurgente

[…] Vale portanto a pena contextualizar: Salvo algum vídeo, mais oportunista, pós-produzido estamos a assistir a vídeos produzidos no contgexto duma “formação” para professores aprenderem a usar o Magalhães. O Paulo Carvalho, que esteve presente, descreve: Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo a que os meus olhos assistir… […]

18 10 2008
hans welling

Bom ou mau, aqui está uma ferramenta muito útil para o novo instrumento do ensino. Uma página de abertura com sites úteis e seguros para os nossos filhos em idade escolar.
Aproveite: http://www.indeks.pt/magalhaes.php

parabens para o blogue e a súbita popularidade

abç
Hans

18 10 2008
albertini Lifar Mudás Kuekas

Afinal o que é qué magalhães?

18 10 2008
albertini Lifar Mudás Kuekas

magalhães? num sei o qué!

19 10 2008
Maria do Céu

Quando deixar de ter capacidade de leccionar com qualidade, irei então para político. De preferência, para Ministra da Educação!
Irei colocar mais uma categoria de professores, para o meu vencimento como ministra continuar garantido com vários direitos, tais como:
– Motorista;
– Uns milhares de euros em subsídio de transporte;
– Outros milhares de euros de subsídio de residência, mesmo morando em Lisboa.
– Garantia de reforma por inteiro no final do mandato.
Assim, também irei garantir mais umas benesses para a classe política. Coitada…desganta-se tanto para se comportar como criançolas!
Também não esquecerei de enganar a opinião pública, pois um povo inculto engana-se facilmente.
Ai ai…

19 10 2008
Pedro S. Nunes

Parabéns Paulo.
Você lá conseguiu a fama. Li-o no “Expresso”.
Passando os olhos por algumas das suas pérolas inscritas no seu blogue, uma deu-me uma vontade de rir que nem calcula.
Esta: ”…Eu não procuro qualquer tipo de protagonismo, sou avesso a ele…”
Homem, quem diria.
Você faz falta, sabe. Porque as pessoas precisam de quem lhes cante a música que elas gostam de ouvir. As pessoas tem uma necessidade tremenda de ajudar a zurzir em algo que as incomode, mas não sabem como o fazer. Vai daí, apanham a primeira boleia que lhes passe pela frente e aí vão. Batem até cansar. Até ao colo o levam se for caso disso, Paulo. Acho que você é que ainda não percebeu; ou percebeu desde início?
É um pouco aquela filosofia da acefalia das multidões: matam, destroem, mas “ninguém” tem culpa. O ruído ululante da multidão há-de dissipar uma ou outra responsabilidade individual ou a (des)necessidade de protagonismo.

: ”…Eu não procuro qualquer tipo de protagonismo, sou avesso a ele…”
Claro. Compreendo. Aliás parece-me claro, lendo as suas atitudes.
Ele são rádios, televisão, imprensa escrita… que horror. “Eu nem gosto de nada disto…”, parece que o ouço dizer, com aquele ar de enfado de uma pessoa que quer é estar no seu canto e que não a aborreçam. Mas o que é que você há-de fazer? Eles caem-lhe aí à sua porta e você não os pode enxotar. Compreendo.

Mas, se não gosta e “… é avesso”, Paulo, porque participa? Porque não nega? Porque não diz: “A minha opinião está escrita e publicada e isso chega-me. Nada mais tenho a acrescentar”. Porque não vai por aí?
Você ficou bem na foto, Paulo. Noto que está com ar contrariado, mas que fazer. Não se pode defraudar uma oportunidade destas. Uma pessoa “…é avessa” a protagonismos e lá tem que levar (melhor; obrigada a levar) com rádios, televisão e imprensa escrita. Um aborrecimento que a sua imagem In Expresso bem documenta. Foi um frete. Bem se entende.
Claro que li o texto da Margarida Cardoso e da Carla Tomás. O acrescento das “Outras Polémicas” que juntaram ao lado da sua foto, explica tudo em termos do objectivo político com que o “obrigaram” a romper com essa sua declarada “aversão” ao protagonismo. Dou-me por admitir que o objectivo não andará muito distante daquele em que milita o Paulo, mas isso, obviamente, é um direito que lhe assiste.

Mas hoje em dia é assim. Quando para lá forem os outros, os que lá estão fazem a mesma coisa. É a nossa forma de ser e estar. O nosso fado. São os podres desta nossa sociedade, que, todos, o Paulo e eu, ajudamos a construir. A isenção e o sentido construtivo das coisas nunca fizeram parte desta nossa malfadada maneira de ser; a sua e a minha.
Da leitura que faço do Expresso, há dois ou três pormenores que me saltam à vista e que gostaria de referir.

Diz: “… Quanto ao Magalhães”, até elogia o “excelente equipamento” e a sua “mais valia efectiva”. Não deixa de referir o “empenho” dos colegas (quais patetas em números “circenses”; este acrescento é meu; só para lembrar), a “maioria sentiu o ridículo mas serão mais obedientes e esforçaram-se por cumprir”.
Portanto, a circunstância da disponibilidade de um “excelente equipamento” e “uma mais valia efectiva” é algo despiciente que, tendo em conta as tremendas preocupações do Paulo pela coisa da Educação, refere de passagem sem se prender muito na sua “relativa” importância.
Importante sim, foi aquela malfadada Acção de Formação. Aquilo sim foi um problema nacional, que tem origem no Paulo, quer agora queira, ou não queira.
Aquilo foi um vulcão. Veja bem. A importância do Magalhães, que se dane! Aquela coisa da formação é que é o mais importante, dando direito a rádio, TV e imprensa escrita.
Eu sei. O Paulo até nem queria. Foi só um desabafo. Entrou por denegrir a postura de colegas, mas isso dissipa-se em favor do direito de opinião e por uma lavoura de rêgo a direito e quem por lá estiver há-de ser enterrado também.
Normalmente você assume-se, refugiando-se de seguida na retórica fácil do direito de opinião e liberdade da mesma. Não insista. Ainda vamos tendo disso. Vamos ver é até quando.
“A maioria sentiu o ridículo da situação…”.
Desculpe Paulo; você no seu texto referiu apenas dois heróis: você e um amigo seu. Apenas dois com náuseas. O resto da maralha seguiu em frente, aplaudiram e até “… esforçaram-se por cumprir… pela noite dentro…”. Vamos lá ver se agora não mudamos o discurso.
Da mesma maneira que você neste seu “frete” ao Expresso deportou, sabe-se lá para onde, “ … a náusea que sentiu com a apresentação dos trabalhos dos seus colegas…”; os tais “obedientes”.
Esqueceu de referir? E ”obedientes” significa o quê? Mentecaptos, cegos, (des)professores, tontinhos…? Explique aos colegas. Eles gostarão de saber o que você pensa dos seus pares, que é um direito que tem à opinião livre e democrática; fique descansado.

Descobrimos afinal que a proposta visava a construção de power points que servissem como exemplo a intervenções de professores do 1º ciclo e com destino a crianças de 6 anos, ou por aí perto.
Assim sendo, como diabo conseguiu você sentir-se nauseado com os trabalhos dos seus pares, que (pela noite dentro e “obedientes”) se lembraram de utilizar canções de índole popular ao alcance da disponibilidade das crianças daquele escalão etário? Estava a contar com quê? Com algum calhamaço técnico? Qual foi a sua proposta alternativa? Qual foi a sua diferença? Qual foi a sua crítica construtiva? Não ter mexido uma palha? Ter começado de imediato a construir um enorme pavão destrutivo que lançaria no dia seguinte no seu blogue (e poria a circular na Net, pois então), obviamente por aversão ao protagonismo e a uma imagem pública que diz repudiar, mas não perde uma única oportunidade de aparecer?

Diga-me Paulo. Além de críticas, o que é que já publicou de construtivo para a Educação e para a reconstrução dos seus colegas “obedientes”, cegos e “artistas de circo”?
Sabe o que me faz lembrar este tipo de comportamento? Aqueles críticos de arte que são capazes de deitar abaixo um quadro de um qualquer artista, destruindo-lhe a estética, a forma, as cores… e até a moldura, mas são incapazes de pintar uma tela de branco com um risco preto em diagonal.

Vou facilitar-lhe as coisas. Quem é politicamente este gajo? Chegado aqui já me tirou a “pinta”.
Pois. Olhe que não sei.
Avaliação. Quer saber o que penso do maior cavalo de batalha dos professores que, estranhamente, fez esquecer todos os outros problemas da Educação? O que não deixa de ser estranho, porque ao professore deve interessar toda a problemática do sistema educativo e não apenas aquilo que lhe diz respeito; a si e à sua carreira.
Pois então; a avaliação dos professores é apenas um golpe económico, um entretém que, além de colocar os professores uns contra os outros, os divide e os desvia dos reais problemas do ensino, os destrói pelo cansaço, roubando-lhes o tempo necessário à construção de uma melhor escola, e melhores professores, e por fim uma mistificação do escalonamento das carreiras, objectivamente coarctado pela imposição de cotas.
Entendidos por aqui?

Paulo. Um conselho. Ainda que eu ache que, chegado aqui, me terei tornado num péssimo conselheiro e uma má flor de se cheirar.
Não se iluda com este clamor de palmadinhas nas costas. Se se der ao trabalho de reler tudo o que lhe vêm escrevendo no blogue, tomará nota de que a maior parte se aproveita para descarregar a sua ira e insatisfação na problemática dos professores em geral e não pela malfadada formação do Magalhães. O Magalhães foi o cavalo. As pessoas estão descontentes e com razão. Mas não se deixe iludir com este uso e abuso de uma atitude sua que não se enfeitou de todos os méritos. Você é racional e entenderá isso.
Desafio.
Abra um verdadeiro debate sobre os reais problemas da Educação e dos professores. Diga o que pensa e o que propõe. Exija diversidade e essencialmente propostas alternativas. Seja, e promova, o espírito construtivo.
Faça por contornar a problemática política, embora sem a esquecer, porque a classe e o país merecem melhor que uma pura perda de tempo com discussões estéreis de politiquices e politiqueiros que, não tendo até agora merecido o esforço e empenhamento dos professores ao longo de mais de trinta anos de democracia, merecem menos ainda que percamos tempo a defendê-los ou denegri-los; os que estão e os que querem entrar.
Ah! Por fim.
Admita que não esteve totalmente bem nesta sua intervenção.
Não recue nesse seu desejo de participar activamente nas coisas que lhe dizem respeito.
Mas confira sempre os alvos…. e as setas.

Pedro Ene

19 10 2008
Domingos

Estes vídeo só mostra que os professores estão no mesmo nível que os alunos.

A fazerem vídeos a procurarem denegrir entidades superiores… no caso dos alunos os professores, no caso destes o governo. A diferença que alguns já deviam ter idade para ter juízo.

É a birrinha é o procurar ser do contra, escudados numa pseudo-liberdade, para esconderam as suas infantilidades.

Depois admiram-se da forma que os alunos se comportam, pudera, com este tipo de professores, mas não se esqueçam, qq bom professor culpa sempre os pais dos alunos ou o sistema.

Rematando: O Circo é mesmo (youtube) só mudam os palhaços

20 10 2008
Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi

Bem Paulo, ficaste famoso. Direitos direitos! =P

20 10 2008
tomás pereira

eheh… és o orgulho do Paulo… Portas !!!!!!!!!! ahahahahahahahahahah

20 10 2008
Hernani

Apelidar isto de circo é insultar os profissionais circences. Chamar os professores de palhaços é demasiado fácil, difícil é ler comentários como o do Sr Domingos “…denegrir entidades superiores…”, será que está a falar do palhaço chefe, ou será da su ajudante? Ainda bem que cada um pode aqui deixar a sua opinião emboram algumas sejam de gosto duvidoso.
Nada disto me surpreende, não interesa ser, interessa parecer, não interessa a qualidade, mas apenas a quantidade. A formação foi feita, até aposto que no final passou a dita folhinha para a valiação da mesma, não me espantaria que tivesse sido avaliada de muito boa. Convém continuar assim, tapar o sol com a peneira e assobiar para o lado. Em vez de se apostar numa formação séria que possa rentabilizar um recurso pago por todos os contribuintes, promove-se uma pseudo-formação onde pouco ou nada se aprende. Afinal alguém é capaz de explicar como seremos capazes de tirar partido desta “poderosa” ferramenta? Parece-me que não. Parabens colega, não deixe silenciar a voz da indignação.

20 10 2008
pjrcarvalho70

Exmo. Sr. Pedro Nunes:

Começo por dizer que se o senhor me conhecesse pessoalmente, não escreveria, decerto, tal texto! Mas como nunca me viu mais gordo, o senhor achou por bem poetizar a minha «aventura» mediática, alvitrando que a ela me predispus e que agora virei herói de uma classe que, aplaudindo as minhas opiniões, se faz notar como delatora do Ministério da Educação.

Confesso-lhe que me daria jeito saber quem é o senhor, o que faz na vida, e para quem! Isso, para além de repor alguma equidade no que ao juízo do outro diz respeito, ajudar-me-ia a tecer uma linha de rumo retórico; mas como não sei, e não espero que mo diga, apesar do «para quem» não ser difícil, pelo menos, suspeitar, usarei um método muito simples de lhe provar que se engana redondamente a meu respeito.

Cansado que estou de repetir que apenas opinei acerca dos conteúdos e actividades de um Acção de Formação, como aliás opino acerca de muitas outras coisas no meu blogue, não sou daqueles que se serve do «ruído ululante da multidão para dissipar a minha responsabilidade individual»; não me resigno a esse insignificante e cobarde estatuto!

Eis que uma opinião minha, talvez pela forma como está expressa, agita as águas dos media (famintos de regabofe) e resolvem assediar-me em catadupa, para explicações! Ora, o senhor acha que um cidadão simples e pacato como eu, que é avesso a protagonismos, de tal devia fugir a sete pés! E nessa altura o comentário do Sr. Pedro Nunes seria «…isto sim é de homem; dar a opinião num blogue e depois rejeitar mediatismo quando se lhe pedem explicações é que é de homem…»! Não, senhor Pedro! Eu já dei para esse peditório! Nessa altura, o senhor atirava-se a mim, chamando-me impropérios por lançar a polémica e depois não dar a cara! É sempre assim!

Pergunte à Margarida Cardoso, ou a qualquer dos jornalistas que me abordaram, qual a primeira coisa que lhes disse! «Eu não tenho notícias para vocês! Aqui não há nada que vos interesse, porque o que vos interessa é a polémica, nomeadamente, dos vídeos e das pessoas envolvidas e sobre isso eu não tenho qualquer responsabilidade! Mas lá vinham os pedidos de esclarecimento e eu… esclarecia-os! Claro que ficavam desolados com a minha postura e provaram-no com as ínfimas peças que passaram, comparando com o tempo de reportagem; a SIC, por exemplo, nem se deu ao trabalho de passar o que quer que fosse (pelo menos até agora); por certo, e muito bem, por não viram motivos para tal!

Se eu procurasse protagonismo, senhor Pedro, não teria declinado o convite que o próprio Ricardo Araújo Pereira me fez para colaborar no Gato Fedorento, dizendo-lhe que jamais entraria em sarcasmos com uma coisa tão séria.

As outras polémicas, senhor Pedro, não as do Expresso, que nada me interessam, mas aquelas que são as grandes questões que opõem ME e professores, não são polémicas; são rudes e cruas verdades, atentatórias da dignidade profissional de 150 000 pessoas, e nem o senhor, nem ninguém, podem ousar denegrir algum professor que delas se queixe.

Continuando a sua ode ao meu narcisismo, alega que fui despiciente no comentário à inegável mais-valia dos «Magalhães» e que me preocupei em fazer de uma Acção de Formação, uma notícia nacional! Portanto, o meu amigo acha, no fim de contas, que a Acção foi um sucesso, porquanto durante uma tarde e uma manhã (fora a noite) mais não se fez do que exortar ao «Magalhães»! Ou seja, o meu amigo alinha no diapasão de que a formação técnico-pedagógica em contexto de sala de aula, é um pormenorzinho de somenos importância! Isto é, uma professora do 1º CEB, de 50 anos, com vinte «Magalhães» e vinte «manganões» à frente, mais não precisa de saber do que mandá-los ligar, olhar para eles e… bater palmas!

E prosseguindo no seu ensaio sobre meu umbiguismo, bate no ceguinho do costume, afirmando que denegri colegas. Desta vez já não vou trivializar, dizendo simplesmente que não tive tal atenção! Prefiro dizer o seguinte, e quem me dera que todos os ditos colegas lessem este trecho: Já reparou que quem se sinta denegrido, por alguma coisa será? Já reparou que se os colegas, como espero, assumirem os seus actos com responsabilidade e sem arrependimentos, podem, eles próprios, denegrir-me a mim por me ter negado a tais actos? A diferença será que eu não sinto tal denegrição! E eles? Já reparou que alguns se apressaram a retirar da net os vídeos que eles próprios colocaram para testemunhar e partilhar o seu trabalho? Ainda assim tive o cuidado de não usar a imagem de ninguém no ÚNICO vídeo da minha responsabilidade!

Ali não houve heróis, senhor Pedro! Houve duas pessoas que quiseram manifestar-se contra tais actividades, dada a sua descontextualização! Que diabo! Estarão o PTE, a Intel, o ME e as outras empresas envolvidas, imunes a falhas de planificação?

Depois, essa técnica de retorquir cada metáfora que usei para relatar o sucedido, merece-me as seguintes precisões: «náuseas» foi quando vomitei tudo o que tinha no estômago para cima do vizinho da frente; «circo» foi quando o Sr. Cardinalli montou uma tenda gigante no meio do auditório e soltou dois leões; e «obedientes» foi quando os colegas subiram ao palco, vestidos às riscas, com umas bolas de ferro atadas aos pés e sob as vergastas das formadoras!

Pelo amor de Deus!

Ó senhor Pedro: o que eu penso dos colegas é tão importante como o que eles pensam de mim, ok? Apenas protagonizámos comportamentos divergentes de acordo com a forma de ser e de estar de cada um. Eles só têm de assumir os seus actos tal como eu assumo os meus! Elementar, mau caro Watson!

Em vez daquilo, senhor Pedro, eu não queria calhamaços técnicos, mas a minha alternativa, a minha diferença e a minha crítica construtiva foi efectivamente transmitida à senhora representante do PTE que estava no exterior e com quem esgrimi um debate de ideias, dizendo-lhe que esperava mais tempo dedicado à formação técnico-pedagógica, sem atritos linguísticos e onde se explorassem as inegáveis valências dos PCs, nomeadamente em termos de redes de grupos de trabalho. Mas também a dita senhora, e pelos vistos tal como o senhor Pedro, achou aquela sessão espectacular e absolutamente profiláctica na arte de explorar técnico-pedagogicamente um computador.

Parece-me, senhor Pedro, que já fiz, em 16 anos de professor, alguma coisa útil para a Educação! Tenho o bem mais precioso para o atestar – os alunos! Mas é óbvio que o meu amigo considera muito mais obra, meia dúzia de críticas, que escrevo no meu blogue!

O maior cavalo de batalha dos professores, senhor Pedro, dos bons e dos maus, porque os há, é a terminante recusa em aceitar serem unicamente culpabilizados por um fracassado sistema educativo, e o aberrante tipo de avaliação vigente bem como a castração de carreiras, servirem de palmatória.

Acha então que me vou iludindo com palmadinhas nas costas! Pois, meu caro, a prova que não me iludo é o veemente repúdio que dou a manifestações de força que recebo, aludindo a uma espécie gladiador que encarnarei, publicando as minhas opiniões. E sabe como as repudio? Por exemplo, com o texto «sejam livres, porra!» que encontrará antes do texto que despoletou tudo isto! Eu vivo com os outros, senhor Pedro! Não dos outros nem para os outros!

O meu blogue tem dezenas de artigos onde se debatem os reais problemas da Educação; o problema é que me parece que divergimos naquilo que achamos serem os reais problemas da Educação! Tenho vários textos onde faço propostas, nomeadamente, quanto à avaliação!

Segue-se a pérola do seu texto:

« Faça por contornar a problemática política, embora sem a esquecer, porque a classe e o país merecem melhor que uma pura perda de tempo com discussões estéreis de politiquices e politiqueiros que, não tendo até agora merecido o esforço e empenhamento dos professores ao longo de mais de trinta anos de democracia, merecem menos ainda que percamos tempo a defendê-los ou denegri-los; os que estão e os que querem entrar».

É muito difícil, senhor Pedro, mas prometo tentar doravante!

Admito, sim senhor, que não estive totalmente bem nesta intervenção, unicamente pelas metáforas linguísticas que usei e que podem ser mal interpretadas! De resto, não retiro uma vírgula; portanto, meu caro senhor Pedro, continuarei a ser um cidadão livre e interventivo, continuarei a ser «avesso» a mediatismos e quanto a esta polémica, que os media transformaram em notícia, poderia rever uma seta ou outra, mas os alvos mantenho-os!

Felicito-o pelo comentário!

Paulo Carvalho

20 10 2008
chegalhães

Óh Sr Professor Manuel António!
Chega!
Será assim tão pouco evidente que o Professor Paulo Carvalho não está a atacar a classe em que inequivocamente se insere? Bolas! Eu nem aqui devia de estar, nem sou Professor, sem o ensino secundário tenho completo e tenho (ou penso que tenho) cabeça para interpretar assim! Porquê este tipo de ataques, passe a expressão? Que o Sr até tenha gostado, menos mal, agora não nos venha dizer que concorda que os objectivo e propósito a que se destinavam aqueles dois dias foram atingido e adequado, respectivamente!…
Ah! Essa gramática!… só um ‘r’ no desenrasque-se…

21 10 2008
João Pedro

Caro Sr. Paulo Carvalho,

Gostaria de comentar esta situação uma vez que me chegou por e-mail e invariavelmente para relatar mais um absurdo em torno deste computador “Magalhães”.
Concordo em pleno, que tendo decorrido essa acção de formação da forma como a descreveu, só terá servido para desfalcar mais um pouco o erário público e fazer perder tempo a quem quer trabalhar.
O que mais me deixa perplexo é o facto de actualmente ninguém questionar o contexto em que surge o computador, nem a forma como tudo em torno deste assunto se está a desenrolar. Quem está a pagar esta propaganda vil e escandalosa? Para que vai servir o computador no âmbito da aprendizagem e ao nível da aquisição de conhecimentos básicos como aprender a ler e a escrever? Em suma, vai ser realmente útil para esta fase do ensino – 1º CEB?
Não deixo de mencionar que tenho uma filha no 1º ano do CEB e quando tiver que levar um computador para a escola vai levar o portátil dela com o qual vai aprendendo muita coisa com o acompanhamento dos pais.
Em várias conversas já me apercebi que muitos pais vão comprar o computador aos seus filhos, mas ainda não perceberam que se calhar a s escolas ainda não estão preparadas e equipadas sequer para receber esta parafernália de tecnologia. Vai haver rede wireless gratuita? Quem vai pagar routers e afins? Será que todos os pais vão fazer um acompanhamento adequado e atento ao mundo a que os seus filhos vão passar a estar expostos?

SOU CONTRA O COMPUTADOR “MAGALHÃES” não pelas vantagens óbvias que reconheço que poderá trazer, mas na forma atabalhoada como tudo está a ser conduzido e principalmente na propaganda escandalosa que está a ser conduzida pelo governo.

Cumprimentos

22 10 2008
M.L.

Olá a todos

não posso deixar de manifestar a minha incompreensão de algumas medidas tomadas por este “maravilhoso” governo(?).
Sou professora de informática numa escola em que a maioria dos alunos são provenientes de famílias que vivem à base de subsídios de reinserção social. Como as verbas para as escolas diminuiram, não temos 1 única impressora que os alunos possam usar. Nós, professores, temos uma única impressora na sala de trabalho. Temos de controlar o número de fotocópias, temos de comprar resmas e resmas de papel e imprimir os nossos trabalhos em casa. Relativamente aos alunos, precisam de entregar os trabalhos impressos e recorrem às salas de informática onde não existe 1 única impressora. Sinto-me tão envergonhada que habitualmente pesso-lhes para passarem os trabalhos para a minha pen e imprimo-os em casa.
Resta salientar q na escola funcionam 2º, 3º ciclo e secundário. A nível de professores somos mais de 500. As turmas funcionam com 26 alunos (e faltam-nos salas…)

Não sei se posso ser reformada com pouco mais de 20 anos de serviço mas sinto que não devo estar a funcionar bem da cabeça porque não consigo perceber mt bem estas medidas. Isto porque não gostaria de afirmar que temos como governantes os maiores trafulhas e incompetentes q já vi ao longo da minha vida. Os meus pensamentos incoerentes dizem-me que o Magalhães não passa de uma campanha política destinada a pessoas com um baixo nível cultural e nenhum espírito crítico, como é lógico devo estar errada porque parece que estamos a funcionar muito bem…Enfim, aceito que devo estar louca

22 10 2008
M.C.

Sr. Paulo Carvalho,

Quando li o seu relato, sobre essa tão sui-generis acção de formação, para a qual foi convocado não pude deixar de me lembrar das novas oportunidades!
O rei vai mesmo nu, mas todos fingem que não veêm.

Bem-haja

23 10 2008
AGarcia

Incrível a “formação” sobre este novo “El Dorado…” socretino.
Uma imagem vale por mil palavras, e neste caso, pareceu-me que apenas uma pessoa teve honestidade intelectual e seriedade para não pactuar com formações para actuações circenses.
Pergunto : O que é isto? É para isto que servem os impostos que pago? Para que Professores tenham este tipo de “formação”, de forma a poder ensinar a trabalhar crianças em aprendizagem a novas tecnologias?
Se estivesse ali, e não estou a ironizar, o que me passaria pela cabeça era estar a entrar num daqueles programas de TV do género “Apanhados”.

Um bem haja Sr. Professor, e que continue de espinha direita e cabeça bem levantada!

24 10 2008
Catarina Guimarães

Boa noite,
A minha sugestão, embora permaneça com a barriga a doer de tanta gargalhada dada, passa por se fazer com que esse vídeo passe nas televisões nacionais, claro que na RTP seria impossível, já que as notícias são como que filtradas, mas para isso existem as televisões privadas.
Frequento o curso de Educação, na Universidade do Minho, em que parte da componente do curso passa pela formação de adultos, e estou em crer que é, no mínimo ridícula essa formação, paga pelos impostos de todos.
A situação deveria ter direito de antena no “prós e contras” mas dedicado à formação em específico. Isso foi formação para quê?? Palhaçadas??
O Plano Tecnológico à primeira vista é algo de muito importante e útil, mas é com este tipo de formações que pretendem que os professores utilizem o “Sebastião” (perdoem-me, gostei mesmo do nome Sebastião!)? É com este tipo de formações que pretendem que os professores sejam capazes de o utilizar? Falo em professores com muitos anos de serviço e com 50as, que não estão tão esclarecidos relativamente às TIC, ou por outra, não estão muito prontos… É ridículo.
Num dos agrupamentos de escolas de Espinho, nomeadamente na Escola nº2 de Espinho, os professores têm nas salas, quadros multimédia, pelo que percebi da descrição que me fizeram, são quadros interactivos onde dá para ligar o computador e dar aulas através dele, etc etc.. A situação mais caricata que surgiu foi, o interruptor está ao nível do das lâmpadas, qualquer miúdo de 6, 7,8 anos liga aquilo e num instante aquilo avaria. Já para não falar que não foi dado qualquer tipo de informação aos professores que vão trabalhar com isso. Agora já entendi… se nem aos professores que iriam “ajudar” no uso dos Magalhães a formação é dada em condições…que fará a nível de uma simples escola…
Viva ao país do ouro…vem ouro do Brasil não é preciso trabalhar…vem dinheiro da Europa..não é preciso trabalhar… e depois os professores são o mal da sociedade, não, o mal da sociedade começa nos políticos e acaba nos eleitores, contra mim falo que votei Sócrates!
Com os melhores cumprimentos, já com menos dor de barriga do riso que me provocou o hilariante vídeo, com votos de felicidades para o professor Paulo Carvalho que se mantém coerente nas opiniões/acções.
Catarina Guimarães

24 10 2008
Catarina Guimarães

Já agora, como complemento ao meu já longo texto, não sou professora nem virei a ser, como referi sou estudante de Educação na Universidade do Minho, mas a minha mãe tem 55 anos de idade, é professora do ensino básico, e antigamente via-a com alegria a falar da escola, dos meninos da escola, das aulas, e hoje em dia é quase um terror ela ir para a escola. Nunca a tinha ouvido falar antes em vir jubilada (sim, se os juízes são jubilados porque são todos os outros trabalhadores reformados? eu gosto mais do termo jubilado!), hoje em dia é o pão-nosso de cada dia! E isso entristece-me, não só por ela, mas por todos os que se sentem como ela…a profissão que tanto gostava passou a ser um carrasco. Muito devido a uma tal de Lurdes que não deve ter filhos, não deve ter dado muitos anos aulas..ou se deu, depressa se esqueceu do que é ser professor, ou nunca teve a vocação… Arrogância amais para ter sido uma professora competente.. talvez por isso tenha chegado a Ministra da Educação…

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